O programa “Boa Conversa – o primeiro programa de 2026”, com os comentários de Luiz Carlos Moreira, o Crica, Astério Moreira e do jornalista apresentador Marcos Venicios, trouxe à tona nesta sexta-feira, 27, os bastidores da política acreana, com foco nas articulações para 2026, disputas ao Senado e movimentações partidárias no estado.
Entre os principais temas esteve a indefinição partidária do prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, e a dificuldade de consolidação de sua pré-candidatura ao governo pelo PL. Para o Crica, o prefeito enfrenta dificuldades claras dentro do PL.
“Ele chegou em Brasília, mas não consegue do PL uma declaração ou uma carta que ele vai disputar o Governo. O máximo que ele ouviu foi de levar a candidatura mais na frente até a próxima pesquisa. O Bocalom deveria procurar outro partido, o PL não quer ele, ele é experiente e passado na casca do alho. Eu não consigo entender o Bocalom”, avaliou Crica.

“O que tem mais identificação com o bolsonarismo é o Bocalom, o que eu vejo é que o PL decidiu que a prioridade é eleger o Flávio e eleger senadores, o que interessa é isso. Eu acho que nessa situação não cabe a candidatura do Bocalom. Eleitoralmente, ficar no campo do Bolsonaro é o melhor para o Bocalom. Agora, o eleitor do Flávio Bolsonaro será se vai fidelizar esse voto junto com o Bocalom?. O Bocalom tem base, tem o produzir para empregar, têm a direita e tem o Alysson que é um ponto de apoio”, avaliou Astério Moreira.
Sobre a possibilidade de o PSDB abrigar o prefeito, Crica relatou resistência interna. “O André Hassem me disse que o Bocalom procurou pedindo que ele ficasse no PSDB e ele disse que vai acompanhar o Gladson, ele acha que se o Bocalom for ao PSDB, haverá uma debandada geral”, pontuou Crica.
O futuro de Jorge Viana também entrou na pauta. Crica revelou conversa recente com o ex-senador. “Ele chamou eu e o Astério pra degustar café da plantação dele. Ele disse que estava reavaliando a candidatura porque tinha um convite para ficar no governo nessa saída de 20 ministros, vai ficar esse espaço e eu perguntei pro Kamai, o Kamai me disse que estava viajando com o Lula para Índia e eu acho que ele vai esperar pra ver como vai ficar o quadro”, pontuou Crica.
“O Jorge ainda não transmitiu a decisão, para a federação e o PSB, eles ainda acham que ele vai ser candidato”, avaliou Astério.
Outro tema debatido foi a reunião de Petecão com 16 prefeitos. Crica registrou a ausência de registro oficial do encontro: “Eu não entendi a proibição de fotos dos 16 prefeitos com o Petecão, embromaram e não mandaram a foto. A surpresa dessa reunião foi a Rosana Gomes que declarou apoio ao Petecão, só que ele está enganado com a cor da chita, prefeito não é dono de voto, não pense o Petecão que o prefeito vai colocar a mão no bolso. Ele me disse que não vai formar chapa de federal, ao contrário de estadual que pode fazer dois ou três.
Sobre o destino político de Márcio Bittar, Astério avaliou possíveis caminhos. “Na minha opinião, eu acredito que o Bittar vá pra chapa da Mailza e o pessoal do governo vai ter que ter a capacidade de manter o MDB e o PL, se o PL for para o lado do Alan. Eu acredito que o PL vá para o lado do governo ou manter uma candidatura independente”, avaliou Astério.
“Se ele vai para o Alan, será duas máquinas contra ele, a da prefeitura e do governo, se ele for pro governo ele leva uma briga no colo da Mailza, o MDB e o Velloso vão se sentir pretéritos. O MDB vai aceitar ficar fora da chapa majoritária?”, perguntou Crica.
A possível saída de Pedro Pascoal da secretaria de saúde do Acre também foi comentada. “Os federais foram reclamar para o governo porque ele não atende e ele não é político [Pedro Pascoal]. A Mailza vai precisar de um gestor, mas também que saiba aliar a política. O grupo da Mailza não gosta do Pedro Pascoal e não depende do Calixto a continuidade do Pedro”, afirmou Crica.
“A parte governamental entende que a saída do Pascoal seria prejudicial para o que já está andando e nós temos que entender que o Pedro faz o que faz porque ele recebe ordem de alguém que é a do Gladson. Ele não faz o que ele quer”, afirmou Marcos Venicios.
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