Menu

Diabéticos reclamam de atraso na entrega da insulina pelo SUS no AC

Receba notícias do Acre gratuitamente no WhatsApp do ac24horas.​

10913678_10202730081968085_1575146732_n

Diabéticos sofrem há dois meses com a falta de insulina fornecida pelo Centro de Referência de Medicamentos Especializados (Creme), localizado em Rio Branco (AC). A informação é da jovem Helen Lima, que sofre com a doença do “Tipo 1”. A estudante precisa tomar o medicamento diariamente para controlar o nível de açúcar no sangue. A falta do remédio pode prejudicar o funcionamento de alguns órgãos do corpo e causar até a amputação de membros, levando, inclusive, o diabético ao coma.

Anúncio

10937520_10202729919284018_290901764_nDe acordo com Helen, “há dois ou mais meses tem faltado [os medicamentos] no Creme, não somente esses, mas outros medicamentos controlados também. Quem tem condições comprar em drogarias, que aqui em Rio Branco somente dois estabelecimentos vendem, e nem sempre tem, sai em media, para mim, aproximadamente mil reais mensais”, comenta a jovem.

Ainda segundo a diabética, a preocupação dela não é somente consigo, mas também com os demais portadores da doença crônica. “Minha preocupação não é nem comigo, mas também com os outros que não podem comprar essa insulina que custa mais de cem reais para se tratar. Se não tomar, a pessoa pode até entrar em coma”, explica a estudante.

Levantamento do ac24horas mostra que a vantagem destas insulinas de longa duração [como as utilizadas por Helen] é que elas são capazes de manter a glicemia em valores adequados por muito mais tempo do que uma insulina normal. A detemir e a glargina têm uma duração total de 20 a 26 horas – uma das mais altas no mercado – e isto permite que um diabético tenha de injetá-las apenas uma vez ao dia. A manutenção da glicemia em valores ideais traz uma série de benefícios à saúde do paciente diabético e evita boa parte das complicações da doença, incluindo episódios de hipoglicemia, que são mais comuns com o uso de outras insulinas.

Vale lembrar que os medicamentos são distribuídos com recursos do Sistema único de Saúde (SUS), em todo o Brasil, após ação movida pelo Ministério Público Federal (MPF) no Espírito Santo que visou obrigar todos os estados brasileiros a fornecer tanto a insulina glargina (nome comercial “Lantus”) quanto a insulina detemir (ou “Levemir”).

A reportagem procurou a Secretaria de Estado de Saúde (Sasacre), órgão responsável pela distribuição dos medicamentos no estado. Segundo o chefe da pasta, Armando Melo, todos os procedimentos necessários para a reposição da insulina já foram tomados e até a próxima sexta-feira, 16, o Creme já deve fornecer os medicamentos aos portadores da Diabetes.

“Faremos um esforço para que essa medicação esteja disponível para os pacientes até segunda-feira. O governo do Estado está se empenhando para que os problemas relacionados a medicamentos e insumos da rede hospitalar sejam sanados, de maneira que não causem nenhum prejuízo aos pacientes da rede assistencial”, garantiu o secretário de Estado de Saúde, Aramando Melo.

Siga o ac24horas no Google Notícias e seja o primeiro a saber tudo que acontece no Acre

Seguir no Google

Veja também

Newsletter

Fique por dentro do que acontece no Acre

Receba em primeira mão as notícias mais importantes do estado direto no seu e-mail. Política, economia, segurança e tudo que impacta a vida dos acreanos.