Menu

Justiça condena Everaldo, Aldemir, Roney e mais quatro por fraude em licitação

Receba notícias do Acre gratuitamente no WhatsApp do ac24horas.​

O juiz Clovis de Souza Lodi , da Vara Criminal de Brasiléia, condenou os ex-prefeitos de Brasiléia, Everaldo Gomes e Aldemir Lopes, e também o ex-prefeito de Plácido de Castro, Roney Firmino, por comandarem uma organização criminosa formada por empresários e agentes políticos suspeitos de atuaram em conluio para fraudar licitação, em 2013, para a contratação de empresa que forneceria mão de obra terceirizada as prefeituras das duas cidades.

Na sentença assinada neste sábado, 3, o magistrado condenou Everaldo a 10 anos e 2 meses de prisão em regime fechado. Já Aldemir foi condenado em 6 anos e dois meses em regime semiaberto. Roney foi condenado a quatro anos e 8 meses de reclusão também no regime semiaberto.

Anúncio

Além dos ex-prefeitos, a justiça condenou também Jackson Aroldo Batista Pessoa (ex-secretário de finanças de Brasiléia) a 7 anos e 8 meses de prisão, Josué Willian de Andrade (contador) a 5 anos e 8 meses de prisão, Joelson dos Santos Pontes (vereador) 5 anos e 8 meses de prisão e também José Araújo da Silva a 4 anos e 8 meses de prisão.

Clóvis Lodi condenou ainda os réus solidariamente ao pagamento de indenização em favor do Município de Brasiléia/AC, no valor de R$ 1.203.384,64 e determino a restituição dos bens apreendidos em favor dos réus absolvidos, porém com relação aos condenados, decidiu pelo perdimento dos bens apreendidos e que esses bens sejam submetidos à leilão, considerando o lapso temporal do processo e o desgaste natural dos bens. O dinheiro arrecadado deverá ser depositado em conta judicial e, após o trânsito em julgado da sentença condenatória, será revertido em favor da conta administrada pela CEPAL para projetos sociais no Município de Brasiléia.

Apesar da decisão considerada pesada, o magistrada concedeu aos réus o direito de apelarem em liberdade, porquanto não há elemento para decretação de sua prisão preventiva.

ENTENDA O CASO

O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), ofereceu denúncia contra dezesseis pessoas, dentre elas os ex-prefeitos de Brasileia, Aldemir Lopes e Everaldo Gomes, o ex-prefeito de Plácido de Castro, Roney de Oliveira Firmino, e seis vereadores da legislatura anterior, que davam sustentação para a gestão municipal. A denúncia decorre da Operação Labor deflagrada pela Polícia Federal.

Os denunciados foram acusados de desvio de dinheiro público, fraude a licitação, corrupção ativa e passiva e organização criminosa. Entre os parlamentares estão Joelso Pontes, Ivanaldo (‘Naldo’), Benedito Lima Rocha (‘Bil Rocha’), Marcos Tibúrcio dos Santos, Mario Jorge e Marivaldo da Silva. Alguns deles foram presos na quarta fase da Operação Labor pela Polícia Federal.

O promotor de Justiça Ildon Maximiano explicou na época que a denúncia aponta que o município realizou fraudulentamente uma carona, aderindo a uma licitação de Plácido de Castro, para contratação de uma empresa de terceirização de mão de obra. Na época os dois prefeitos, Roney e Everaldo, se acertaram entre si para a realização da contratação fraudulenta, ficando acertado que o então prefeito de Brasileia receberia a quantia de R$ 20 mil a título de mesada.

“Roney participava da empresa como sócio informal recebendo a repartição dos lucros. Feita a contratação, os vereadores citados passaram a receber onze mil reais que eram distribuídos entre eles, mais ainda o pagamento à irmã do Vereador Joelso Pontes, que recebia valores como se estivesse trabalhando para a empresa, mas morava em Porto Velho [RO]”, explicou o promotor de Justiça.

No ano de 2014, o esquema se alterou, segundo a denúncia, e a empresa passou a emitir notas fiscais superfaturadas.

“Ela retirava o valor a mais do que o devido, os quais eram repassados a Aldemir Lopes, ou a pessoas em seu nome. Parte do valor ficava com o ex-prefeito Aldemir, ao passo que o restante era distribuído entre Everaldo, os vereadores e aliados políticos, que faziam parte da ‘folhinha’, nome dado pelos próprios componentes do esquema para a quantia que era superfaturada e posteriormente dividida”, detalhou Maximiano.

Nesse esquema, a denúncia afirma que foram desviados mais de R$ 1 milhão só neste contrato.

Siga o ac24horas no Google Notícias e seja o primeiro a saber tudo que acontece no Acre

Seguir no Google

Veja também

Newsletter

Fique por dentro do que acontece no Acre

Receba em primeira mão as notícias mais importantes do estado direto no seu e-mail. Política, economia, segurança e tudo que impacta a vida dos acreanos.