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Rocha visita deputados e busca entendimento para eleição de mesa da Aleac

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A última sessão do ano na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), que deveria ser em clima de despedida e festa – com a tradicional sessão solene de entrega dos títulos de cidadão acreano -, foi marcada pela intensa movimentação das negociações para a eleição, em fevereiro de 2019, da presidência da Mesa Diretora.

Conversas paralelas pelos corredores, deputados trancados nas salas das comissões e com as cortinas fechadas, troca de afagos entre velhos adversários. Essas foram algumas das cenas possíveis de se ver ao longo da manhã desta quinta (20) pela Casa.

Até mesmo o vice-governador eleito, Major Rocha (PSDB), apareceu para as conversas preliminares e dialogar com os parlamentares “que estão do lado de lá, mas que querem vir para o lado de cá”, numa referência àqueles que hoje integram a Frente Popular, porém que tendem a integrar a base de sustentação do governador Gladson Cameli (PP).

De acordo com o tucano, as negociações não se darão no velho toma lá dá cá por conta da situação financeira do estado. É óbvio, contudo, que nenhuma migração por parte dos parlamentares apenas por amor à causa; uma acomodação na estrutura do Palácio Rio Branco é uma das exigências básicas.

“Não temos nada contra a candidatura de A ou B, o fato é que precisamos buscar o consenso, e é isso que estamos fazendo. Vamos buscar esse consenso até o último momento”, disse Rocha, que foi deputado estadual entre 2011 e 2014.

Até o momento, duas candidaturas estão postas, e as duas dentro do partido de Cameli: a de seu cunhado, Nicolau Júnior, e a do líder da bancada, Gerlen Diniz.

A questão é saber se os dois vão sobreviver à disputa até o dia 1o de fevereiro, quando se inicia a nova legislatura. Enquanto não há uma decisão se o governo Gladson Cameli terá candidatura única ou vai rachado, alguns deputados vão sinalizando simpatia por essa ou aquela candidatura.

Um dos fiéis da balança será a futura oposição, formada por PT e PCdoB. O comunista Jenilson Leite foi destacado para ser o porta-voz dos 24 deputados quando o assunto for eleição da Mesa. Sobre como vão se comportar na disputa, Leite afirma que tudo dependerá do espaço que os oposicionistas terão no comando do Parlamento.

Depois da presidência, o cargo mais almejado é a primeira-secretaria, que é quem detém parte da administração burocrática da Casa. Nos 20 anos de governos petistas, os dois cargos sempre ficaram com partidos da Frente Popular. Outros espaços também almejados, são as presidências das comissões.

As principais são a de Constituição e Justiça e a de Orçamento e Finanças, que tradicionalmente também ficam nas mãos do governo.

É pouco provável que a Frente Popular lance candidatura; não há votos suficientes para eleger alguém. Quem participa destas negociações é Edvaldo Magalhães (PCdoB), que já foi presidente da Aleac entre 2007 e 2010, voltando para o Parlamento após oito anos de ausência.

Conhecido por ser um hábil articulador político, Magalhães conseguiu a eleição para a Mesa Diretora com o apoio unânime dos colegas, mesmo da então ferrenha oposição aos governos petistas, liderada por Luiz Calixto. Os integrantes da Frente Popular afirmam estar dispostos ao diálogo e a um entendimento que eles classificam como boa para a Assembleia Legislativa.

Até o dia de retorno dos trabalhos legislativos – quando ocorre a votação para a composição da Mesa – muita água tende a rolar por debaixo da ponte. Tudo vai depender das negociações políticas que serão conduzidas pelos articuladores do governo Gladson Cameli.

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