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As comunidades dos bairros Nova Esperança e Esperança III resolveram radicalizar contra a paralisação das obras do PAC II na região. Os moradores das ruas Geraldo Vieira de Melo, Francisco Gomes, José Mendes e Vitória, fecharam os principais acessos provocando transtornos aos motoristas no início da noite. A única representante do município, que atendeu pelo nome de Maira, não sabia sequer o nome dos programas de urbanização que atendem a região. A comunidade afirma que as obras foram paralisadas há mais de três meses.

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O protesto começou por volta das 17h30 e começou pela Rua Francisco Gomes e José Mendes. Mais tarde, depois das 18 horas, os moradores das Ruas Vitória e Geraldo Vieira também radicalizaram. Eles usaram pedaços de pau e moveis velhos para impedir o fluxo de veículos. Segundo Warlen, um dos líderes do movimento, a empresa que executa as obras do PAC II avisou que não trabalharia na conclusão das travessas esse ano.

“Como é que vamos ficar se já nem conseguimos guardar o carro na garagem. Quando chove isso aqui vira um ramal!”, desabafou o morador.

A única representante do município que se apresentou como secretária do escritório do prefeito Marcus Alexandre da Regional Floresta, não aceitou gravar entrevista. Ela deixou escapar que há três meses o escritório de articulação comunitária foi implantado no local. Maira não sabia sequer o nome da empresa que executa as obras nos bairros Novo Esperança e Esperança III.

Com o telefone no ouvido e tentando buscar informações, a desinformação serviu como chacota para os protestantes. “Como é que se coloca um escritório de representação do prefeito e ninguém sabe de nada!”, acrescentou Warlen.

O telefone da representante do prefeito na regional, conhecida como Felomena (a Mena) 928* *196 esteva fora da área de serviço. Por volta das 19h13, a reportagem voltou a ligar para o número, mas Felomena não atendeu à chamada. A assessoria de imprensa do prefeito Marcus Alexandre, Andreia Oliveira, não atendeu os telefonemas da reportagem disparados desde 18h18.

Confusos com placas do programa Ruas do Povo e da Prefeitura de Rio Branco, os moradores disseram que não sabem a quem recorrer. “Vamos protestar até termos uma garantia de que nossas ruas serão concluídas ou pelo governo ou pela prefeitura, todos prometeram durante a campanha do ano passado”, informou seu Geraldo Lima.

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O ac24horas apurou que somente no bairro Nova Esperança estão sendo investidos R$ 4,1 milhões na urbanização, recuperação e integração de assentamentos precários, recursos do PAC II do governo federal, disponibilizados desde 2008 à prefeitura de Rio Branco. O contrato 047/2012 foi assinado com a empresa EMC Comércio, Construção e Transporte. Nenhum representante e nenhuma máquina da empresa foram encontrados no local.

 

 

 

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