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Foi cruel, irracional, diz Igreja Católica, em carta, sobre rebelião na Bolívia

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O padre Leonardo da Silva Costa, natural de Cruzeiro do Sul, é coordenador nacional da Pastoral Charge Prison Católica na Bolívia e em Palmasola, e nesta segunda-feira (26), escreveu uma carta sobre a rebelião, que deixou vários mortos e feridos, na última sexta-feira na penitenciária de Palmasola, no leste da Bolívia. Segundo o líder religioso, o episódio foi irracional.

“Condenamos todos os atos de violação dos direitos humanos e qualquer atentado contra a vida. Foi condenável, bastante inaceitável. Rejeitamos todas as formas de violência. Foi cruel, irracional. Esses detentos passaram essas horas na filial do inferno (se houver outro inferno maior do que o que eles tinham para atravessar)”, escreveu.

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Segundo o padre, o motim também desencadeou solidariedade,ajuda humanitária, a sensibilidade, o apoio, que considerou “imensurável”. “Reconhecemos os esforços e contribuições humanitárias de toda a jurisdição, as pessoas que se dedicaram a responder de forma proativa para a situação de emergência dentro e fora Palmasola”.

Na carta, Leonardo da Silva diz que a rebelião e suas consequencias devem ser analisadas em conjunto, sem cores partidárias. Segundo o padre, na Bolívia, o sistema carcerário está lotado. “Desde 2001 houve um aumento de 17% em custódia, quase ultrapassando a 84% atualmente. A ligação é importante para este trabalho, pois 76% da população carcerária é, em Santa Cruz, La Paz e Cochabamba. Esta não é uma realidade isolada”, comenta.

Para ele, é urgente resolver a questão das operações de justiça, corrupção, extorsão, entre outros problemas comuns das unidades prisionais bolivianas. “Precisamos de um sistema de trabalho, estudo, terapia ocupacional, desenvolvimento produtivo sustentável, chegando a formar empresas, onde existe um comércio justo, solidário e todos podem acessá-lo”, argumenta.

Leonardo Silva defendeu iniciar um processo de transformação estrutural, reforma, revisão do Código de Processo Penal; despolitizar o tema prisão, juntar as forças do governo em termos de responsabilidades municipais, departamentais e nacionais, igrejas, entre outras medidas para resolver os problemas no sistema prisional daquele país.

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