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QUEM VAI FICAR COM O DEM?

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De patinho feio em nível nacional a objeto
do desejo de grupos políticos do Acre

 

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Ray Melo, da redação de ac24horas
raymelo.ac@gmail.com

“A política é dinâmica”. A frase é batida e usada a exaustão por políticos que mudam de direcionamento ideológico, mas também serve para ilustrar o momento que vive o Democratas (DEM) no Acre. O partido saiu da condição de patinho feio no cenário nacional para objeto de desejo de grupos políticos do Acre, que tentam utilizar a legenda para atingir projetos pessoais em 2014.

Depois de ser envolvido em escândalos de corrupção que culminou com a cassação do senador Demóstenes Torres-GO, que também causou uma revoada de filiados, o DEM poderá ser o fiel da balança da disputa eleitoral no Acre do próximo ano. De um lado o ex-tucano Tião Bocalom, que poderá disputar o governo pelo Democratas. Na outra ponta, João Marcus Luz, que apoio a candidatura única de Márcio Bittar.

Insatisfeito no ninho tucano, Tião Bocalom anunciou que estaria deixando o PSDB para seguir para o Democratas (DEM). Ele afirma se reuniu com um representante DEM que esteve no Acre voltou a se encontrar com o presidente da executiva nacional do DEM, senador José Agripino Maia, em Brasília, para acertar os detalhes de sua chegada a seu novo partido.

“Está praticamente definido que estou indo para o DEM. Participei de reuniões com um representante do partido que esteve no Acre e mantivemos uma boa conversa com a executiva nacional. Recentemente, estive em São Paulo para comunicar a Geraldo Alkimin e José Serra, que estaria me desligando do PSDB. Estou saindo de uma maneira bem tranquila”, diz Bocalom.

Bicudos

O atual presidente do DEM, João Marcos Luz afirma que não existe nenhum tipo de acerto para Bocalom Assumir o partido. “O Bocalom nos procurou, mas deixamos claro que ele seria bem vindo como candidato a deputado federal. Apoiamos uma candidatura única ao Governo do Acre.

Também desconheço qualquer decisão ou acordo para ele assumir o partido”.

A reportagem questionou se o ex-prefeito seria mesmo candidato ao Governo do Acre. Tião Bocalom destacou que não haveria ainda uma definição, mas que estaria entre a disputada da cadeira do Poder Executivo e a uma vaga de senador pelo Acre. “Chegando lá, (no DEM) vamos discutir se serei candidato ao governo ou ao senado. O primeiro passo é organizar o partido”, enfatiza.

João Marcos Luz retruca e diz que teria garantias do secretário geral da Executiva nacional, Onyx Lorenzoni. “A executiva nacional já decidiu que não romperia a aliança que existe entre DEM e PSDB. O próprio secretario geral do Democratas descarta que o partido possa laçar uma chapa majoritária no Acre. Vamos caminhar com a candidatura de Márcio Bittar”, afirma Luz.

Mesmo sem admitir que dispute o governo, Bocalom afirma que as pesquisas é que definirão sua candidatura. “Vamos ouvir as pesquisas, vamos conversar com os prefeitos do DEM, vamos conversar com a militância para saber qual será o melhor caminho que não significa um projeto individual. Quero ter a oportunidade de unir a oposição”, afirma Bocalom.

O ex-prefeito finaliza informando que estaria com uma audiência agendada com Agripino Maia, para acertar os detalhes de sua ida para o DEM. Bocalom deverá assumir a executiva estadual do Democratas. Ele enfatiza que o desafio maior é estruturar e preparar um chapa proporcional forte para ocupar cadeiras na Aleac e na Câmara dos Deputados.

“Este será o segundo encontro que mantenho com o senador Agripino Maia. Em Brasília, vamos debater sobre a reestruturação do DEM, além de acertar os detalhes de reuniões com os mandatários do partido. Nosso desafio é aglutinar a oposição e montar uma chapa forte para eleger representantes nos poderes legislativos estadual e federal”, finaliza Bocalom.

A disputa segue indefinida. A pergunta é: quem vai ficar com o DEM? A incógnita é se o Democratas se alinha a proposta tucana ou estraga a festa que parecia quase certa da candidatura de Márcio Bittar, com a entrada de Tião Bocalom no páreo pela cobiçada cadeira de governador.

Por enquanto, o que parece mais evidente é que a oposição poderá ter tantos candidatos, quando na disputa pela prefeitura de Rio Branco.

 

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