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Em ato com servidores, Adailton se posiciona contra terceirização da saúde no Alto Acre

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O deputado estadual Adailton Cruz esteve nesta quinta-feira (5) no Hospital Regional do Alto Acre, em Brasiléia, onde acompanhou a mobilização de servidores e sindicatos da saúde contra a proposta de terceirização da unidade. O ato reuniu profissionais ligados ao SPATE e ao SINTESAC, além de usuários do sistema público de saúde.

Durante a mobilização, Cruz manifestou posição contrária à transferência da gestão do hospital para a iniciativa privada. Segundo ele, a terceirização pode resultar em precarização das condições de trabalho, redução de direitos dos servidores e instabilidade na oferta de serviços à população. Adailton alertou que, em experiências semelhantes, esse modelo costuma priorizar a redução de custos, o que pode impactar diretamente a qualidade do atendimento.

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Outro ponto destacado foi o risco de perda de controle sobre os recursos públicos. De acordo com o deputado, a terceirização dificulta a fiscalização dos gastos, abre margem para contratos pouco transparentes e pode favorecer interesses empresariais em detrimento das necessidades da população. “Quando o Estado deixa de gerir diretamente a saúde, o serviço público passa a ser tratado como negócio, e isso pode comprometer o atendimento”, afirmou.

Adailton Cruz também defendeu que a solução para os problemas enfrentados pelo hospital passa pelo fortalecimento da gestão pública, com investimentos diretos na unidade, contratação de profissionais e ampliação das especialidades médicas. Entre as áreas citadas estão neuropediatria, oftalmologia, ortopedia, anestesiologia e ginecologia, consideradas essenciais para atender a demanda da região.

Segundo os organizadores, a mobilização teve forte participação dos trabalhadores, que se posicionaram de forma majoritária contra a terceirização. O processo, conforme informado durante o ato, encontra-se suspenso, decisão que foi bem recebida pelos profissionais e sindicatos.

A mobilização também buscou esclarecer a população sobre os possíveis impactos da terceirização, como interrupções no atendimento, rotatividade de profissionais e redução da oferta de serviços especializados. O deputado afirmou que seguirá acompanhando o tema e cobrando do governo soluções que priorizem a saúde pública, a transparência na aplicação dos recursos e a valorização dos trabalhadores.

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