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A Transferência do Centro POP: Uma Solução para o Comércio do centro

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Marcello Moura

A presença do Centro POP no coração comercial de Rio Branco tem gerado debates entre comerciantes, moradores e autoridades locais. Embora o serviço prestado seja essencial para atender às necessidades da população em situação de rua, sua localização em uma área de grande circulação comercial tem trazido desafios que afetam diretamente o desenvolvimento econômico da região.

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A transferência desse equipamento público para uma área não comercial surge como uma solução equilibrada, capaz de preservar o funcionamento do comércio local sem comprometer o atendimento aos mais vulneráveis.

O comércio é o motor econômico de qualquer cidade, e em Rio Branco não é diferente. Lojas, restaurantes e prestadores de serviços dependem do fluxo constante de clientes para manter suas portas abertas e gerar empregos.

Contudo, a proximidade do Centro POP com essas áreas tem sido associada a uma percepção de insegurança e desconforto por parte de consumidores, o que pode afastar o público e reduzir o movimento nos estabelecimentos.

Relatos de comerciantes apontam quedas nas vendas e dificuldades em atrair novos clientes, especialmente em horários de maior atividade do Centro POP. Esse impacto econômico não pode ser ignorado, especialmente em um contexto de recuperação pós-pandemia, em que o fortalecimento do comércio local é essencial para a retomada do crescimento.

Além disso, a concentração de pessoas em situação de rua nas imediações do Centro POP muitas vezes resulta em problemas como ocupação irregular de calçadas, acúmulo de resíduos e pequenos conflitos, que afetam a estética e a funcionalidade das áreas comerciais.

Esses fatores contribuem para uma imagem negativa da região, afastando investimentos e dificultando a revitalização do centro da cidade. Transferir o Centro POP para uma área não comercial permitiria que o comércio respirasse aliviado, recuperando seu potencial de atratividade e dinamismo.

Por outro lado, é fundamental reconhecer que a população em situação de rua merece atendimento digno e contínuo. A proposta de transferência não visa negligenciar essa parcela da sociedade, mas sim encontrar um local mais adequado, onde o Centro POP possa operar sem interferir no fluxo comercial e, ao mesmo tempo, oferecer um ambiente mais tranquilo e apropriado para os usuários.

Uma área não comercial, bem planejada e equipada, poderia inclusive melhorar a qualidade do atendimento, com mais espaço para atividades socioeducativas e de reinserção social, longe da agitação do centro urbano.

A experiência de outras cidades brasileiras mostra que a relocação de equipamentos sociais para áreas estratégicas pode trazer benefícios tanto para os comerciantes quanto para os beneficiários dos serviços.

Em São Paulo, por exemplo, a descentralização de centros de acolhimento tem ajudado a equilibrar as demandas urbanas, promovendo a convivência harmoniosa entre diferentes setores da sociedade. Rio Branco poderia seguir esse exemplo, planejando a transferência do Centro POP com diálogo entre poder público, comerciantes e organizações da sociedade civil, garantindo uma transição eficiente e benéfica para todos.

Em suma, a transferência do Centro POP de Rio Branco para uma área não comercial é uma medida que fortalece o comércio local sem abandonar o compromisso social com os mais vulneráveis.

Trata-se de uma solução de bom senso, que valoriza o desenvolvimento econômico da cidade e promove uma distribuição mais racional dos serviços públicos. É hora de ouvir os comerciantes, planejar com cuidado e agir em prol de uma Rio Branco mais próspera e inclusiva.

Marcello Moura é empresário e Presidente do CDL RIO BRANCO.

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