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Indígena que fez 920 na redação chegou a sair de escola por bullying

Foto: Mardilson Gomes
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A estudante indígena Tayla Paulino Sales Kaxinawá, moradora do município de Jordão, interior do Acre, foi destaque ao alcançar a nota, 920 na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2024. A jovem sonha em cursar medicina.

“Almejo cursar medicina. É uma área muito almejada, mas acredito que precisa ser escolhida por amor”, declarou Tayla em entrevista à secretaria de educação estadual.

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Para alcançar o resultado, a estudante se dedicou intensamente à preparação para o exame. Durante cinco meses, seguiu um cronograma que incluiu videoaulas, resumos e aulões do projeto Pré-Enem Legal. Além disso, fez simulados com provas anteriores do Enem e treinou redação semanalmente.

Foto: Mardilson Gomes

Apesar de todo o esforço, Tayla afirma que o resultado é surpreendente. “Fiquei surpresa ao ver minha nota, não esperava”, disse.

Mais do que vencer as barreiras da distância e do isolamento, a jovem venceu também o preconceito e o bullying por ser indígena. Agora, ela comemora as conquistas.

“Por ser indígena, enfrentei algumas dificuldades, como preconceito e bullying. Lembro que, nas primeiras aulas, meus pais chegaram a me tirar da escola. Mesmo assim, consegui superar e estou muito feliz por isso”, comemorou.

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