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Jesus, esse Deus desconhecido!

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O Natal passou, mas deixou uma constatação. Além de uma população endividada, cada um teve e tem um Jesus para chamar de seu. O Jesus dos católicos, dos evangélicos, dos espíritas dos Umbandistas, gnósticos, agnósticos e ateus – até judeus e muçulmanos tem um Jesus interpretado por eles


No Brasil existem cerca de 33.830 diferentes denominações cristãs. É impossível descrevê-las aqui. Cada uma tem práticas, costumes e regras de acordo com a “visão” dada por Deus ao fundador da crença.


Porém, o argumento é um: Só existe um só Deus, uma só fé e um só amor É verdade, mas na prática não.


Segundo a Ciência da Religião, o catolicismo praticado no Vaticano não é o mesmo do México ou da Bahia, no Brasil. É como se fossem religiões completamente diferentes.


No raiar do primeiro século havia uma interpretação mais uniforme dos ensinamentos do jovem mestre galileu nascido há mais de dois mil anos e cultuado no ocidente. Com o tempo desde a cruz tudo foi mudando.


Atualmente na Europa, por exemplo, o cristianismo está esfriando e morrendo no coração das pessoas, como previu Nietzsche em sua vasta e complexa obra. As igrejas estão sumindo como velhas fotografias em preto e branco amareladas pelo tempo. Templos imponentes e vazios. Apenas obras de arte.


Além dos muitos Jesus existentes por aí fruto da diversidade do pensamento humano, da “física quântica” e o Cristo das redes sociais, existe o Jesus dos Evangelhos e o que foi crucificado, cuja vida foi registrada depois de mais de 50 anos de sua passagem pelo oriente médio, palco dos piores conflitos sangrentos como se constata hoje em Israel e Gaza.


Aliás, aquela região do mundo – berço das três maiores religiões monoteístas do planeta -, produz mais ódio do que amor entre judeus, cristão e muçulmanos, que também se subdividem em uma infinidade de crenças, seitas, extremistas e grupos terroristas.


Porém, para além de tudo isso, há um Jesus desconhecido das religiões e que, de alguma forma, transcende a todas elas. Distante dos rituais, das promessas de prosperidade, de enriquecimentos, consagrações de bens, mandingas, águas, toalhas, feijões e óleos consagrados. O Jesus real que passou anos-luz das sangrentas cruzadas do mundo medieval.


Um Homem-Deus, que toda argumentação, lógica e racionalidade humana parecem ser incapazes de definir e explicar.


É aquele que não se pode ver, mas sentir. O Deus desconhecido, que está por trás do espelho do tempo e do espaço e que nos revela quem somos quando odiamos, matamos, somos cruéis, intolerantes, preconceituosos, egoístas, cobiçosos, soberbos, orgulhosos, corruptos, covardes, vis e medrosos.


É a Luz que dissipa as trevas do pecado e do mal.  Capaz de fazer o mais cruel dos homens amar, perdoar, ser bondoso, generoso, misericordioso e corajoso. Ao ponto de dar a vida por alguém sem uma explicação lógica. O Jesus que falou do Rio da Água Viva; o mais puro amor, a essência, a substância primordial da vida. O mesmo do quarto secreto que escuta em secreto.


Assombroso é saber que Ele está no poema “O Deus Desconhecido”, do tão odiado por cristãos do mundo todo, Friedrich Nietzsche. (Leiam o poema).


Descendente de uma tradicional família de pastores da Alemanha, Nietzsche se declarou o Anticristo em uma de suas obras criticando toda a estrutura mental do cristianismo europeu que surgiu depois do Cristo original. O movimento que criou os primeiros Jesus genéricos nascidos a partir do primeiro século que culminou nos concílios de Nicéia, bulas, decretos e coisas assim.


“E onde estiver o cadáver, ali se juntarão os abutres” (Mateus 23). O verdadeiro Jesus disse que não poderia ser encontrado no deserto ou em qualquer outro lugar. Ele já está presente. É perturbador e libertador ao mesmo tempo saber.  Se é verdade, dispensaria todos os Jesus genéricos criados pelo homem como amuleto dos que têm medo da vida e de viver. “Porque Deus plantou a eternidade no coração do homem; ele procura fora o que já está dentro”. (Salomão). E dirão: “Ei-lo aqui, ali; ei-lo acolá…não vades tão pouco os sigais”. (Jesus).


“A melhor cura para o amor ainda é aquele remédio eterno: Amor retribuído”. (F. |N.)


. Com o fim do ano chegando, a corrida pelas eleições municipais vai se intensificar ainda mais.


. Marcus Alexandre, Tião Bocalom e Alysson Bestene representam as principais forças políticas que disputarão o processo.


. Os demais, não menos importantes, logo a seguir:


. Ainda se comenta que a ex-deputada federal Vanda Milani seria importante na sucessão do prefeito Bocalom.


. Têm muitos votos pessoais e intransferíveis na região do 2º Distrito da capital.


. Intransferíveis, bem explicado!


. Apesar dos pesares, foi um bom ano para o governador Gladson Cameli (PROGRESSISTA); está muito otimista para 2024.


. Há cerca de um mês, o Macunaíma comentou na COLUNA que haveria mudanças no primeiro escalão do governo.


. Gente boa, gente grande!


. A política é assim mesmo; o sujeito ou sujeita está no topo do Everest e depois na base da montanha.


. Surfando nas redes sociais e depois sem o poder buscando a Deus em alguma igreja para tentar salvar a alma.


. Tudo isso é muito humano!


. O prefeito Tião Bocalom (PROGRESSISTA) vira o ano bem mais bem avaliado do que quando começou a gestão.


. Quem não vai bem é a Câmara, com exceção de alguns vereadores mais aguerridos.


. Vai ter R$ 5,9 bilhões para as eleições; comecem a arrochar os candidatos.


. Some-se a isso o Fundo Partidário.


. Na verdade, são dois:


. O Fundão Eleitoral e o Fundo Partidário; dinheiro a perder de vista.


. Para 2026, o volume deverá ser maior ainda!


. Como disse o Macunaíma, arrochem os políticos.


. Feliz aniversário, Rio Branco!


. Bom dia!