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Queixa de Anitta: pílula anticoncepcional traz consequências ao bem-estar; médicas alertam

Anitta (Crédito: Reprodução/Instagram)
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Anitta revelou, em uma recente entrevista, que parou com o uso da pílula anticoncepcional após sofrer alguns efeitos colaterais. A cantora, entretanto, não é uma exceção, embora o tal método contraceptivo seja o mais utilizado por mulheres no Brasil, segundo dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2019.


Como funciona a pílula anticoncepcional

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Anamarya Rocha, ginecologia endócrina da clínica JK Estética Avançada, explica a ação do método: “A mulher possui ciclos menstruais que variam de 21 a 35 dias, em média. O uso da pílula contraceptiva inibe a produção fisiológica dos hormônios do ciclo menstrual, impedindo que o período fértil tenha início e, consequentemente, que ocorra a ovulação”.


As pílulas anticoncepcionais são dividas em dois tipos: com ou sem estrogênio. A opção com esse componente hormonal é a mais popular, chamada de combinada, e só pode utilizada por mulheres saudáveis. Ilza Maria Urbano, vice-presidente da Comissão de Anticoncepção da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) lista comorbidades que não devem fazer o uso do método: hipertensão arterial, antecedentes de trombose, diabetes descompensado e tumores hepáticos.


Consequências da pílula anticoncepcional à saúde


Anamarya destaca “que a maior desvantagem da pílula anticoncepcional são os efeitos adversos, que podem ser desagradáveis para algumas mulheres”, devido à ação sistêmica do método.


As possíveis consequências do uso da pílula anticoncepcional à saúde são:


  • Enjoos;
  • Acne;
  • Tontura;
  • Irritabilidade;
  • Sensibilidade nas mamas;
  • Dores de cabeça e enxaqueca;
  • Retenção de líquidos;
  • Escapes menstruais;
  • Mudanças no fluxo menstrual;
  • Diminuição da libido;
  • Trombose.

“A trombose associada à pílula só acontece com as pílulas que contêm estrogênio. Mesmo sendo um evento extremamente sério, importante, é raro. O risco de uma mulher que toma pílulas com estrogênio ter uma trombose é 9 em cada 10 mil mulheres usando. Isso é um número bastante pequeno”, esclarece Ilza.


Para identificar o risco de trombose é importante se atentar aos sintomas associados ao uso do método, como dores de cabeça, dores no peito ou nas pernas. Nesses casos, é imprescindível interromper o uso, procurar o pronto atendimento e o ginecologista que prescreveu o uso da pílula, para analisar o caso. Contudo, ao parar o método por conta própria, é preciso utilizar contraceptivos de barreira para evitar a gravidez indesejada.


“Se os efeitos colaterais forem graves, atrapalharem a vida diária ou durarem mais de três meses, é melhor conversar com um ginecologista de sua confiança, para tentar uma diferente composição ou um método alternativo de contracepção”, indica Anamarya.


Alternativas à pílula anticoncepcional


A ginecologista da JK Estética Avançada defende que o uso da pílula deve ser personalizado. “Cada mulher tem um comportamento de ciclo menstrual diferente, além de fatores de risco para algumas doenças que podem se exacerbar com o uso da pílula”, justifica.


Como alternativa, existem métodos contraceptivos tão ou mais seguros quanto a pílula anticoncepcional. Uma opção é o LARC (Long-acting reversible contraceptives), como o DIU de cobre ou hormonal e o implante contraceptivo subdérmico, que têm duração de pelo menos três anos.


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