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Governo tenta desmobilizar famílias com proposta de levá-las a acampamento

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O secretário-adjunto de Governo (Segov), Luiz Calixto, propôs nesta quinta-feira, 31, às 25 famílias da Terra Prometida que estão mobilizadas em frente à Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) que aceitem ser levadas para o acampamento Marielle Franco.


No local para onde o governo quer levar as famílias, há a promessa de se construir um conjunto habitacional misto de prédios e casas em parceria com associações do movimento sem tetos no que diz respeito à busca por financiamento.

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De acordo com Calixto, não existe pressão para que as famílias aceitem a proposta do governo, mas um convite a uma adesão voluntária para atender a uma situação emergencial que preocupa os poderes Executivo e Legislativo.


Contudo, ele explicou que a primeira alternativa que está sendo trabalhada é a da conscientização pelo aluguel social, que poderá ser pago a todos por até três meses e até três anos às famílias que preencham as exigências necessárias.


“A nossa primeira proposta é insistir e intensificar a conscientização pelo aluguel social. O governo paga indistintamente para todos e depois deste prazo, aquelas famílias que de fato preencham os critérios e requisitos do cadastro social, elas podem ter o benefício por até três anos. A segunda alternativa é que nós conseguiremos alocar dentro do assentamento 25 famílias”, disse.


Alderi Silva Costa, um dos representantes das famílias que estão na Aleac, disse que não concorda com a proposta apresentada por Luiz Calixto. Segundo ele, o problema não se resume a apenas 25 famílias, mas mais de 300, explicando que muita gente não está no local porque trabalha.


“Ou bota todo mundo, ou não bota ninguém. Nós estamos aqui ajudando uns aos outros. Se for para um é para todos”, afirmou.


Costa diz ainda que está inscrito no programa do governo desde 2009 e que hoje se encontra doente e se considera abandonado pelo Estado.


“Eu estava lá quando derrubaram a minha casa. O governo nos abandonou. Não tem projeto de nada. E por que apareceu o projeto agora tão rapidamente? E se tem projeto, por que não fizeram em outro lugar e nos deixaram onde estávamos?”, questionou.


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