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Mães denunciam extravio de material para teste do pezinho

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Cinco mães protocolaram reclamação na Promotoria de Justiça de Acrelândia nesta terça-feira (29) contra a Secretaria Municipal de Saúde denunciando que amostras de material coletado para o exame do pezinho em seus bebês foram perdidas em circunstâncias até então mal explicadas pelo município.

As informantes são mães de crianças com idades que variam de três meses a um ano e seis meses de idade. Elas alegam que em todos os casos, mesmo tendo feito as coleta dentro do prazo recomendado, de cinco dias após os nascimentos, não receberam os resultados no prazo previsto, de 45 dias.

Elas informam que todas as coletas foram feitas no posto de saúde Ricardo Monteiro Rola, da rede municipal. Em um dos casos relatados no Termo de Informação, a coleta foi feita em novembro de 2021, mas encaminhada ao laboratório Nativida apenas em 1º de novembro de 2022, ou seja, um ano depois da coleta.

Esse exame foi devolvido pelo laboratório com a informação de que a amostra estava ressecada, não sendo possível avaliar. As mães alegam que sempre procuraram a Secretaria de Saúde em busca dos resultados, mas que sempre recebiam como resposta que os laudos não haviam chegado.

Ainda é relatado na reclamação que uma servidora da Secretaria de Saúde e o próprio secretário, Vítor Martineli, teriam conversado com algumas mães, admitindo o erro cometido, mas propondo um acordo com elas para que não fossem prejudicados. Ao todo, 11 crianças teriam sido vítimas da situação denunciada.

Em um dos casos levados ao Ministério Público, uma criança de três meses de idade apresentou, recentemente, sintomas de anemia e ao ser levada pela mãe ao pediatra, o profissional solicitou o resultado do exame do pezinho, documento que ela não dispunha por conta do problema ocorrido no município.

Ao informar ao ac24horas a decisão de pedir providências ao Ministério Público a respeito dos acontecimentos, as cinco mães que assinam o Termo de Informação, que é o documento por meio do qual um fato é comunicado ao órgão, pediram para que os seus nomes e os das crianças não fossem divulgados.

Procurado, o secretário municipal de Saúde de Acrelândia, Vitor Martineli, respondeu por meio de nota de esclarecimento que o problema se deu em virtude de “má interpretação de protocolo anterior” e que se tratou de um “fato isolado administrativamente” que resultou no não envio em tempo hábil do material coletado.

A nota também afirmou que ao identificar o ocorrido a Secretaria Municipal de Saúde entrou em contato com todos envolvidos para que fossem realizadas novas coletas para os testes ressecados sem prejuízos na identificação das possíveis doenças detectáveis pelo teste do pezinho.

Vitor Martineli lamentou profundamente o ocorrido e se solidarizou com as partes envolvidas e afirmou que já tomou as devidas providências para garantir o necessário para que o fato ocorrido seja sanado sem prejuízos aos pacientes envolvidos com o total apoio para preservar a saúde dos pacientes.

A seguir, a íntegra da nota enviada pela Secretaria:

NOTA DE ESCLARECIMENTO

A Secretaria Municipal de Saúde de Acrelândia vem por meio deste informar que um fato isolado administrativamente ocasionou a falta de informação dos testes do pezinho de alguns pacientes que por má interpretação do protocolo anterior não foram enviados em tempo hábil ao Laboratório Nativida, que é o responsável pela leitura do referido teste.

A gestão da Secretaria Municipal de Saúde, ao identificar o ocorrido, entrou em contato com todos envolvidos para que fosse realizada a recoleta para os testes ressecados sem prejuízos na identificação das possíveis doenças detectáveis.

Vale ressaltar que a Secretaria Municipal de Saúde já realizou a mudança do protocolo e está dando todo o apoio aos envolvidos e que de imediato alguns pacientes identificados já realizaram o teste novamente com todo apoio logístico e assistencial para o paciente e seus acompanhantes.

A Secretaria Municipal de Saúde ressalta também que este foi um fato isolado, sendo que em 2 anos de gestão nunca houve nenhum ocorrido semelhante em qualquer segmento de nossos atendimentos, assim sempre prezando pela oferta de qualidade de nossos serviços.

O secretário municipal de Saúde, Vitor Martineli, lamenta profundamente pelo ocorrido, se solidariza integralmente com as partes envolvidas e já tomou as devidas providências para garantir todo o necessário para que seja sanado o fato ocorrido sem prejuízos aos envolvidos, com o total apoio para preservar a saúde dos pacientes.

Secretaria Municipal de Saúde de Acrelândia – AC.

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Imigrante que se jogou de ponte na divisa com o Acre retorna ao Haiti

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O haitiano Jacquenor Bosquet, de 38 anos, embarcou na madrugada de ontem (5) para o Rio de Janeiro tendo como destino final o Haiti, seu país de origem. A ida ocorreu após quase dois anos do incidente que o deixou paraplégico. Em julho de 2021, segundo ele, foi obrigado a se jogar quando tentava atravessar a ponte de integração que liga a cidade de Iñapari, no Peru, a Assis Brasil, no Acre, e passou 10 dias esperando pelo resgate.

Com o auxílio do Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBMAC), Jacquenue foi resgatado e iniciou o tratamento no Pronto-Socorro do Acre. O primeiro diagnóstico era que Jacquenor não poderia voltar a andar. Considerado um “milagre” pelos médicos, após as sessões de fisioterapia voltou a se locomover com ajuda de muletas e andador.

Após encerrar o tratamento, o imigrante foi encaminhado ao abrigo da Prefeitura de Rio Branco e permaneceu nas dependências por aproximadamente um ano. Em seguida, foi recebido no abrigo estadual da Chácara Aliança, no bairro Irineu Serra, em Rio Branco. Após o fechamento do abrigo da Chácara Aliança foi acolhido no abrigo estadual Centro Dia.

A Secretaria de Estado de Assistência Social, da Mulheres e dos Direitos Humanos (Seamd), iniciou as tratativas em 2021 para ajudar Jacquenor a retornar ao seu país. “Precisávamos estabilizar a situação de saúde dele e agora que está estável conseguimos que ele vá para o Rio de Janeiro organizar seus documentos para que retorne para o Haiti”, afirma a chefe do Departamento de Proteção e Defesa dos Diretos Humanos do estado, Maria da Luz França.

Jacquenor recebeu um café da manhã da equipe que o acolheu por nove meses. Ele não conteve as lágrimas. “Passei por uma situação muito complicada e difícil, preciso da minha família para me ajudar. Estou muito feliz e ansioso para encontrar minha família, tenho três filhos. Todos aqui me ajudaram muito”, disse.

Em homenagem ao tempo que Jacquenor ficou acolhido no abrigo, a sala da coordenação levará seu nome. “Estaremos acompanhando esse processo de retorno mesmo que a distância”, enfatizou o secretário da Seamd, Lauro Santos.

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Carta de um pai sobre os colégios militares do Acre

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Olá, ac24horas.

Tenho um pequeno artigo de opinião sobre as escolas militares enquanto pai de aluno.

Se houver interesse em divulgar, segue o conteúdo:

Não costumo entrar em polêmicas ou discussões em redes sociais. Acho que a maioria das brigas não vale a pena. Mas, acho que o tema abaixo merece uma reflexão.

Essa semana soube que o MPAC resolveu se voltar contra as escolas militares do Estado.

Li um resumo das recomendações.

Tenho o maior respeito pelo MP. Mas, nesse caso, está prestando um desserviço pra comunidade.

Nenhuma instituição é perfeita, nem as escolas comuns, nem as militares e nem o MP.

Falo com conhecimento de causa. Meu filho estuda no Colégio Tiradentes. Saiu de uma escola particular, em que estudou por anos, e tenho na família professores e coordenadores de escolas públicas comuns.

Com algum esforço, posso pagar uma escola privada pro meu filho. Mas, prefiro a escola militar. No começo, fiquei temeroso. Mas, depois, vi que minha esposa e eu acertamos na escolha.

A escola é muito boa. Tenho mais feedback sobre o Arthur do que em qualquer escola pela qual ele passou. Há um coordenador responsável para cada turma. Um tratamento diferenciado para os pais. Um acompanhamento que eu nunca tinha visto.

Vejo nos profissionais muito amor pelo que fazem e sentimento de responsabilidade pelos alunos. Fui marcado pelo depoimento do vice-diretor, que voltou da reserva para trabalhar na escola, porque viu nisso uma missão de vida a cumprir.

Nas reuniões e formaturas, vejo pais orgulhosos e crianças estimuladas, que anseiam por manter a média de notas pra ganhar um adorno no uniforme que atesta o seu desempenho.

Quem acha que há extremos, se engana. Trata-se de um ambiente bastante razoável.

As vagas são disputadas. Há provas para concorrer a uma cadeira e não são poucos os que tentam alcançar uma.

Perguntem aos alunos se querem deixar a escola militar? Perguntem aos pais se querem que seus filhos mudem de escola?

Na primeira reunião que fui, tive a oportunidade de conversar com um senhor idoso, muito simples e sábio. Eu lhe disse que era marinheiro de primeira viagem ali, então ele narrou a história do neto, que morria de medo da disciplina do colégio e, após alguns meses, não queria deixar a escola por nada.

Há alunos que pegam dois ônibus somente pra estudar lá.

Os bons resultados no IDEB são um sinal de que as coisas vão bem.

Nem tudo são flores, mas é inegável que há jardins que estão precisando de muito mais cuidado e atenção.

Como será que andam as demais escolas públicas do Estado do Acre?

Eu tenho uma boa ideia. As facções estão coaptando nossas crianças cada vez mais cedo. As drogas possuem entrada cada dia mais fácil. Há casos de ameaça e intimidação de professores e de servidores.

Infelizmente, não há mais escolas que são referência de ensino, como antigamente tínhamos o Colégio Acreano, CERB, Neutel Maia e outras.

Você conhece as ações do MP para resolver isso? Quais as recomendações pra que o Estado traga segurança pra alunos, professores e funcionários?

Talvez, haja. Estão dando certo? Acho que não.

A culpa não é do MP. O ensino é colocado em segundo plano há muito tempo. Ensinar bem custa caro e não rende dividendos políticos imediatos.

Mas, questiono a motivação para se insurgir contras as escolas militares.

É possível que seja uma visão equivocada da realidade. Pode ser questão política, doutrinária, ideológica, etc. Na prática, isso não importa. O que importa são as consequências.

No fundo, as medidas visam inviabilizar as escolas militares, enfraquecendo suas características intrínsecas de hierarquia e disciplina.

Com isso, a sociedade perderia uma alternativa de sucesso.

A doutrina militar, que na escola é bastante branda, diga-se de passagem, não é para todos. Eu mesmo não me adaptei quando entrei em contato com ela quando mais jovem.

Provavelmente, nem todos se adaptarão. Para estes, há uma enorme quantidade de escolas, públicas ou privadas.

Nestas, sempre há vagas. Mas, é curioso que disputa pelas cadeiras das escolas militares só aumente.

No fundo, há uma enorme dificuldade de se conviver com o diferente, o que muitos chamam de tolerância.

Nós, muitas vezes, temos dificuldades para compreender que há pessoas que acham melhor viver de uma maneira diferente da qual nós reputamos ser melhor.

Sim. Há aqueles que preferem que seus filhos estudem em um lugar que exija corte de cabelo padronizado, que unhas sejam inspecionadas, que os uniformes sejam idênticos, que as salas sejam limpas pelos próprios alunos, que os banheiros não estejam pichados, sem portas arrancadas ou vasos entupidos com papel.

Por incrível que pareça, tem quem goste de jurar a bandeira, prestar continência, marchar e chegar na escola e não ter equipamento depredado, aluno fumando maconha escondido e zé droguinha repetindo de ano pela terceira vez.

Converso com meu filho todos os dias sobre as aulas. A informação que tenho é que o aluno branco, preto, pobre, rico, gay, hetero, “esperto”, “devagar”, santinho, encapetado, namorador, desconfiado… todos recebem o mesmo tratamento.

Vez por outra, na saída, tenho a oportunidade de ver a dedicação de um mediador (civil) em entregar um aluno especial a sua mãe.

Um fator importante pro sucesso da escola é a aproximação dos pais da comunidade escolar.
Acredito que em poucas escolas há grupos de whatsapp formado com pais de aluno de uma mesma turma, em que é possível receber informações diariamente. Sem falar no contato direto com os coordenadores responsáveis por cada turma.

A Associação de Pais e Mestres é organizada e participativa.

Deixo aqui um apelo ao MPAC. Procure a Associação. Marque uma reunião com os pais dos alunos e professores (que são civis). Façam uma audiência pública. Escutem. Saiam dos gabinetes e passem um dia na escola. Compareçam em uma formatura.

Talvez o MP veja que, na verdade, está buscando inviabilizar uma instituição de sucesso, que deveria ser incentivada.

Infelizmente, há muito não vejo o MPAC tão equivocado.

Breno Bezerra de Souza
Pai de aluno do Colégio Militar Tiradentes

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Marcos Cavalcante é empossado deputado no lugar de Tchê

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Em solenidade nesta sexta-feira, 3, o vice-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Aleac), deputado Pedro Longo (PDT), empossou como deputado estadual, Marcos Cavalcante, primeiro suplente de Luiz Tchê, ambos também do PDT, que pediu afastamento do cargo para assumir a secretaria de produção e agronegócio do governo do estado.

O ato que contou com a presença dos deputados estaduais, Eduardo Ribeiro (PSD), Edvaldo Magalhães (PCdoB) e Antônia Sales (MDB), também teve sentado na mesa diretora, o prefeito do município de Feijó, Kiefer Cavalcante.

Marcos, antes de postar o juramento de posse, entregou no parlamento sua declaração de bens e prometeu cumprir com honra seu mandato no parlamento acreano.

Após o juramento, Cavalcante recebeu das mãos de sua esposa, Mislani, o boton parlamentar, tradição do Poder Legislativo. Já no seu pronunciamento, o parlamentar prometeu honrar os mais de 5 mil votos obtidos nas últimas eleições. “Volto para defender os interesses daqueles que mais precisam”, comentou.

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Bancada Federal do Acre em Brasília toma posse na Câmara e no Senado

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Os deputados Antônia Lúcia (Republicanos), Coronel Ulysses (União), Socorro Néri (Progressistas), Eduardo Velloso (União), Gerlen Diniz (Progressistas), Meire Serafim (União), Roberto Duarte (Republicanos), Zezinho Barbary (Progressistas) e o senador Alan Rick (União) tomaram posse nesta quarta-feira (1) na Câmara dos Deputados e no Senado da República, respectivamente, para compor a Bancada Federal do Acre em Brasília.

Em chamada nominal, cada um dos parlamentares respondeu “assim o prometo” após a leitura do juramento de posse: “Prometo manter, defender e cumprir a Constituição, observar as leis, promover o bem geral do povo brasileiro, sustentar a união, a integridade e a independência do Brasil”.

No Senado, Alan Rick irá compor a bancada juntamente com Sergio Petecão e Marcio Bittar. O novo senador disse que sua atuação será pautada pelo “combate intransigente ao autoritarismo, ao abuso de autoridade que, infelizmente, permeia as relações entre os Poderes hoje”.

Em seu primeiro mandato na carreira, o Coronel Ulysses reafirmou que vai atuar pelo endurecimento da legislação contra o crime. “Irei lutar por leis mais rígidas para defender os cidadãos de bem”, diz.

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