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Autora do Acre, Gloria Perez culpa público por não entender novela “Travessia”

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Diante das reclamações constantes dos espectadores em relação aos furos de Travessia, Gloria Perez decidiu se pronunciar nas redes sociais. Ela, no entanto, não admitiu qualquer erro e culpou o público por não entender a trama –seja por não assistir à novela das nove da Globo com a atenção devida, seja por concentrar seu interesse em apenas um personagem. Para a autora, esse último motivo é o maior responsável pelo fracasso do folhetim.


O público teria escolhido personagens para odiar, como Ari (Chay Suede) e Chiara (Jade Picon), e outros para amar obsessivamente, a exemplo de Oto (Romulo Estrela). Com isso, teria fechado os olhos para os outros enredos do folhetim.


De fato, parte das críticas dizia respeito ao pouco tempo de tela do hacker, comparado ao excesso de cenas do maranhense. A maioria das opiniões, contudo, ressaltavam a falta de lógica de certos enredos –em especial o de Brisa (Lucy Alves).

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“Gloria, para o telespectador, não fez sentido começar a novela contando a história da Chiara em vez da de Brisa, que ficou escanteada e com o roteiro cheio de furos durante três semanas. Não faz sentido Oto ser um dos protagonistas e não ter história própria, não ter passado, como o Ari e até Chiara”, declarou uma internauta identificada como Elisa.


“O tempo de tela de Guerra [Humberto Martins] e Ari é excessivo porque são dois personagens intragáveis. Sério, não dá! Eles aparecem no começo, no meio e no final de todo capítulo, e é muito chato. O resultado é que, quem não desiste da novela, vê no Globoplay pulando essas partes”, explicou ela.


A novelista, então, ignorou parte das críticas e usou o jeito de consumir a trama para justificar as críticas. “E quando a história é toda interligada e a gente vê pulando partes, o que acontece? Não entende nada! Agora entendi você”, ironizou.


Guerra, aliás, recebeu um manifesto próprio da autora nas respostas. Contrária à rejeição do personagem, ela fez questão de explicar a obsessão dele por Tonho (Vicente Alvite).


“Ele não trocou a filha. O Guerra é um homem que procura controlar tudo. Trouxe o Ari para perto para neutralizar as campanhas contra a construtora. E se apegou ao Tonho de verdade, reconheceu no Tonho a sua infância pobre. É pelo Tonho que ele tentou ajudar a Brisa. Os seres humanos têm sua complexidade”, justificou a novelista.


Em outro momento, ela jogou a confusão dos espectadores nas costas de Jade Picon, mesmo que indiretamente. Gloria respondeu o comentário de uma fã que afirmava que a autora apostou todas as fichas em seu “jogador mais caro”, mas a estratégia não deu resultado. A autora, no entanto, culpou os espectadores por estarem tão obcecados por um único núcleo.


“Quando a gente assiste à novela olhando só uma personagem, para endeusar ou detonar, fica assim mesmo, como eu vejo muita gente aqui: mais perdido que cego em tiroteio”, resmungou ela.


Uma internauta, identificada como Cah, retrucou a escritora: “Eu acho que quem está mais perdida que cego em tiroteio é a autora. Que entrega um enredo que ninguém entende. Sem pé nem cabeça”. Revoltada, Gloria disse que o fã só precisava “ligar o tico e o teco” para entender a novela.


Apesar da confusão, a novelista compartilhou alguns elogios e publicou o testemunho de um espectador cadeirante. Ela prometeu fazer mais cenas voltadas à acessibilidade por meio da personagem Juliana (Tabata Contri), advogada de Brisa. Também assegurou que acontecerá uma reviravolta na trama de Guida (Alessandra Negrini) e Moretti (Rodrigo Lombardi).

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