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Padre Jairo chama N. Lima de irresponsável e fanático por espalhar fake news contra o Papa

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Após ouvir do vereador N. Lima, que ontem disse na sessão online da Câmara de Vereadores de Rio Branco que “a maior liderança da Igreja Católica quer cancelar a Bíblia com o objetivo de usar um livro mais moderno, o veio do vice-reitor da Catedral de Rio Branco, padre Jairo Coelho, respondeu, em nota, o que chamou de irresponsabilidade, fanatismo religioso ou ignorância.

N. Lima disse que “estou aqui muito revoltado e decepcionado com esse tipo de ação do papa. não tem nem lógica! Anos e anos que a população do mundo inteiro vem seguindo a Bíblia Sagrada e de repente chega o papa, que se acha Deus, e quer mudar uma coisa escrita por Deus! Estou aqui muito revoltado e decepcionado com esse tipo de ação do papa”, disse.

Mesmo sendo alertado por alguns colegas que se tratava de uma fake news, o vereador não se desculpou.

A resposta da Igreja Católica foi dura. “Excelência, estamos no meio de uma pandemia. Não sei se o senhor tem acompanhado (ou talvez esteja muito ocupado procurando notícias falsas), mas todos os dias, pessoas estão morrendo aqui em Rio Branco, vítimas da COVID-19; milhares de pessoas estão passando necessidade, sem ao menos ter o que comer; centenas de pequenos empresários fecharam seus negócios; muitos bairros não têm infraestrutura mínima para garantir que as pessoas possam ao menos fazer uma higiene adequada, sem falar em tantos outros problemas que atingem o nosso povo. E o senhor preocupado em atacar o Papa, com base em notícias falsas, chamando-o de anti-Cristo? Sinto muito, mas isso é fanatismo religioso ou muita ignorância mesmo”, diz o padre.

O sacerdote diz ainda que espera que N. Lima tenha a coragem e a dignidade de se retratar publicamente, pois a ofensa não foi ao Papa Francisco, mas à toda Igreja Católica.

Leia a carta do padre Jairo Coelho na íntegra:

TRISTE, REVOLTADO, DECEPCIONADO

Caro vereador N. Lima,

Ao cumprimentar V.Exa., utilizo-me das suas palavras para manifestar a minha tristeza, revolta e decepção. A sua atitude irresponsável, ao propagar fake news contra o Papa Francisco, hoje, em sessão da Câmara Municipal de Rio Branco, transmitida ao vivo no youtube, revela que o senhor não se preocupa nem sequer em verificar a veracidade das informações que propaga, o que me dá o direito de pensar que o senhor também não se preocupa com a população que o elegeu.

Nobre vereador, talvez o senhor tenha esquecido qual é o seu papel, por isso, permita-me lembrar-lhe: enquanto vereador, o seu papel é legislar e fiscalizar a administração municipal e, o seu poder para tal se limita ao município de Rio Branco. Portanto, diferente do que o senhor vociferou, a Câmara Municipal não é o lugar adequado para espalhar mentiras e atacar pessoas, muito menos para manifestações preconceituosas, discriminantes, fundamentalistas e fanáticas.

Caro vereador, acredito ser oportuno recomendar ao senhor que verifique melhor as informações antes de disseminá-las, sob pena de incorrer em crimes de injúria, calúnia e difamação, além, é claro, do crime de intolerância religiosa, previsto no artigo 208 do código penal. Não esqueça que o senhor deve ser o primeiro a zelar pelas liberdades e, sinceramente, sua postura vai na contramão dessa sua obrigação.

Excelência, estamos no meio de uma pandemia. Não sei se o senhor tem acompanhado (ou talvez esteja muito ocupado procurando notícias falsas), mas todos os dias, pessoas estão morrendo aqui em Rio Branco, vítimas da COVID-19; milhares de pessoas estão passando necessidade, sem ao menos ter o que comer; centenas de pequenos empresários fecharam seus negócios; muitos bairros não têm infraestrutura mínima para garantir que as pessoas possam ao menos fazer uma higiene adequada, sem falar em tantos outros problemas que atingem o nosso povo. E o senhor preocupado em atacar o Papa, com base em notícias falsas, chamando-o de anti-Cristo? Sinto muito, mas isso é fanatismo religioso ou muita ignorância mesmo.

Sugiro que o senhor ao menos tenha a coragem e a dignidade de se retratar publicamente, pois o senhor não ofendeu apenas o Papa Francisco, o senhor ofendeu a Igreja Católica. O senhor ofendeu mais da metade da população do Acre. O senhor ofendeu milhões de brasileiros. O senhor ofendeu bilhões de pessoas no mundo inteiro. Não é vergonhoso admitir o erro, sobretudo, para quem sem diz tão cristão e defensor da moral e dos bons costumes.

E, já que o senhor se diz tão cristão, indico que o senhor leia a 2ª. Carta de São Paulo aos Tessalonicenses, na qual ele afirma: “Ora, ouvimos dizer que entre vós há alguns que vivem à toa, muito ocupados em não fazer nada. Em nome do Senhor Jesus Cristo, ordenamos e exortamos a estas pessoas que, trabalhando, comam na tranquilidade o seu próprio pão” (2Ts 3,11-12). Portanto, vereador, trabalhe em favor do povo, pense em alternativas que possam beneficiar a população, cumpra com a sua obrigação de legislador e fiscal, pois é para isso que nós lhe pagamos.

É, ilustre vereador, realmente é muito triste, muito revoltante, muito decepcionante ter que ouvir tudo o que ouvimos de alguém que foi eleito com a missão de propor leis que torne a sociedade mais justa, mais fraterna e mais humana. E, já que o senhor não está cumprindo com o seu papel, eu estou cumprindo com o meu de cidadão e fiscal dos nossos representantes.

Pe. Jairo Coelho

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Acre 01

Em carta a Bolsonaro, Gladson e 11 governadores solicitam aquisição de vacinas contra Covid-19

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O avanço da pandemia do novo coronavírus mobilizou 12 governadores de todas as regiões do país a escrever, nesta quinta-feira, 4, uma carta ao presidente da República, Jair Bolsonaro. No documento, que contém a assinatura de Gladson Cameli, o principal apelo dos gestores é a compra imediata de mais vacinas para ampliar a cobertura vacinal da população.

Os governadores sugeriram ao governo federal recorrer a entidades estrangeiras e organismos internacionais para conseguir, de maneira mais rápida, grandes quantidades do imunizante. Sexto país mais populoso do mundo, menos de 4% dos brasileiros estão vacinados.

A carta informa ainda que apesar de todos os investimentos realizados pelos governos estaduais desde o início da pandemia referentes a abertura de milhares novos leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) específicos para o tratamento da doença, aquisição de equipamentos e contratação de mais profissionais de saúde, a capacidade de atendimento na rede pública hospitalar está muito próxima do limite.

Diante do crescente do número de pessoas infectadas e óbitos em decorrência da Covid-19, os gestores explicaram que a melhor forma de conter a proliferação do vírus é por meio da vacinação. A carta cita o exemplo exitoso de países que estão bem adiantados na aplicação do imunizantes e também pediu mais empenho da União na negociação e aquisição das doses.

“Por isso, pedimos ao Governo Federal, especialmente por meio dos Ministérios da Saúde e das Relações Exteriores, esforço ainda maior para obter, em curto prazo, número consideravelmente superior de doses. Caso seja possível, sugerimos também o requerimento de apoio e intermediação da Organização Mundial da Saúde”, aponta um trecho do documento.

Outro argumento utilizado pelos governadores para acelerar a compra de mais vacinas diz respeito a variantes do coronavírus. No Brasil, uma nova cepa, identificada primeiramente no Amazonas, já está circulando em vários estados. A mutação é altamente contagiosa e mais resistente a anticorpos.

Para Gladson Cameli, o difícil momento que o mundo atravessa pede a união de todos. Defensor da vida e sempre otimista, o gestor acreano agradeceu o apoio recebido pelo governo federal e acredita que o apelo feito pelos governadores ao presidente Jair Bolsonaro será analisado com prioridade.

“Doze governadores se uniram pedindo mais vacinas para proteger a população dos seus estados. Eu confio muito que esse vírus será vencido com todos dando as mãos em prol de um só objetivo, que é salvar vidas. Tenho certeza que o presidente Bolsonaro e sua equipe, que tanto já ajudaram o Acre, nos dará uma resposta positiva o quanto antes para o nosso pedido”, declarou.

Confira, na íntegra, o conteúdo do documento:

CARTA AO PRESIDENTE DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL

Os Governadores dos Estados abaixo assinados solicitam ao Presidente da República Federativa do Brasil imediata adoção das providências necessárias a fim de viabilizar a obtenção – junto a entidades estrangeiras e organismos internacionais – de novas doses de imunizantes contra a Covid-19, de modo a auxiliar no controle do aumento exponencial dos casos de infecção e do número de óbitos pelo coronavírus, conforme observado nos últimos dias em todo o território nacional.

Os Entes Federados têm envidado todos os seus esforços, mas estão no limite de suas forças e possibilidades. Nos últimos meses, instalaram milhares de novas vagas em Unidades de Terapia Intensiva, contrataram profissionais de saúde de diversas áreas e viabilizaram a compra de equipamentos, além de investirem em medidas como o distanciamento social e a orientação da população por meio de estratégias claras de comunicação. Esse conjunto de ações, ainda que indispensável, demonstra estar próximo do exaurimento. Ninguém discorda de que, nas próximas semanas, talvez meses, a pandemia seguirá ceifando vidas, ameaçando, desafiando e entristecendo todos nós.

Nesse contexto, a vacinação em massa, com a maior brevidade possível, é a alternativa que se afigura como a mais recomendável, e, provavelmente, a única capaz de deter a pandemia, permitindo que o Brasil, seus Estados e Municípios, aos poucos, possa retornar à normalidade, com as devidas medidas sanitárias e econômicas.

Reconhecemos que, neste grave momento, há no mundo uma extraordinária procura por vacinas, junto a diferentes fornecedores. Acompanhamos o anúncio de novas aquisições pelo Ministério da Saúde, mas também percebemos que é preciso agilizar mecanismos de compra, explorar e concretizar todos os meios de aquisição disponíveis, para vacinar, no menor espaço de tempo possível, a maior quantidade de brasileiros. Se não tivermos pressa, o futuro não nos julgará com benevolência.

Por isso, pedimos ao Governo Federal, especialmente por meio dos Ministérios da Saúde e das Relações Exteriores, esforço ainda maior para obter, em curto prazo, número consideravelmente superior de doses. Caso seja possível, sugerimos também o requerimento de apoio e intermediação da Organização Mundial da Saúde.

Neste momento, há novas, reais e importantes justificativas para que o Brasil obtenha, com celeridade, novas remessas de imunizantes, a principal delas é a chegada e a rápida disseminação, já no estágio de transmissão comunitária, da nova variante P1, que tem se revelado ainda mais letal, prejudicando os esforços para proteger a vida de nossas cidadãs e cidadãos, bem como de suas famílias.

O mundo acompanha com preocupação o rápido avanço do contágio por essa variante no Brasil, o que torna o bloqueio da disseminação desse tipo de vírus matéria de interesse de diversas nações, inclusive porque outras variantes podem dela advir. O percentual de vacinas aplicado no Brasil, a despeito do empenho de Governadores, Prefeitos e profissionais da saúde em todo o País, ainda é muito baixo e, no ritmo atual, infelizmente, atravessaremos o ano lamentando a irreparável perda de vidas, além da baixa expectativa de imunizar efetivamente todos os grupos prioritário.

Os exemplos cada vez mais bem-sucedidos de países que estão contendo a pandemia por meio da vacinação, combinada com outras práticas de prevenção e higiene, não remete a outro caminho que não seja o esforço político e diplomático de todos – liderado no plano das relações internacionais pelo Governo brasileiro – a fim de garantir, desde logo, novos carregamentos de vacinas.

Esses imunizantes são hoje para o Brasil e para os brasileiros muito mais do que uma alternativa ou medicamento: representam a própria esperança da população e, nesse sentido, nenhum governante pode correr o risco de não esgotar todas as possibilidades ou de procrastinar ações e procedimentos. Cada minuto, cada hora e cada dia são preciosos e decisivos, e constituem a triste diferença entre viver ou morrer.

Por fim, os Governadores que subscrevem este documento estão, como sempre estiveram, à disposição para colaborar para a consecução das medidas propostas, e confiam que o Governo Federal pode acelerar os procedimentos necessários – utilizando a importância geopolítica, histórica e econômica do Brasil – à obtenção de novos aportes de imunizantes para a população brasileira.

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Acre 01

Adiar lockdown é para evitar mais aglomeração no início do mês em mercados, diz Acisa

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Após o governo do Acre divulgar edição extra do Diário Oficial do Estado (DOE) adiando as medidas restritivas de fechamento do comércio para o próximo final de semana, a Associação Comercial, Industrial, de Serviço e Agrícola (Acisa) informou ao ac24horas que a decisão partiu de um acordo comum entre entidades do comércio, governo e Ministério Público do Estado do Acre. Para o grupo, implantar um lockdown num final de semana em que as pessoas estão recebendo pagamento salaria acarretaria e mais aglomeração na semana seguinte.

“Fizemos uma rodada de negociações sobre os efeitos do fechamento do comércio neste primeiro final de semana e visto que a maior parte da população faz uma feira mais robusta neste final de semana, porque recebe o salário, chegamos à compreensão de que isso iria aumentar aglomeração a partir da próxima terça-feira”, explicou o presidente da Acisa, Marcello Moura.

De acordo com a entidade, o fechamento do comércio neste início de mês iria causar maior movimentação nos supermercados e poderia até deixar pessoas, que ainda não receberam o salário, sem alimento. “Muitas pessoas esperam para comprar agora na primeira semana. As empresas privadas estão pagando de hoje (4) para amanhã (sexta)”, completa.

Moura destaca que a “Acisa e demais entidades de classe dialogaram e chagaram no consenso de que fechar os supermercados e comércio na primeira semana do mês, quando os funcionários recebem os salários e vão comprar a feira do mês, seria prejudicial à população, causando mais aglomeração nos dias de semana”.

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Acre 01

Após quase um mês de cheia, Rio Acre sai da cota de transbordamento em Rio Branco

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Foto: Sérgio Vale/ac24horas.com

Quase um mês depois de deixar mais de 10 bairros atingidos pela alegação neste mês de fevereiro, o Rio Acre saiu da cota de transbordamento neste sábado (27). Confirme última medição realizada pelo Corpo de Bombeiros, por volta das 9 horas, o manancial registrava 13,84 metros. A cota de transbordamento é de 14 metros em Rio Branco.

Entretanto, o nível do Rio Acre ainda está acima da cota de alerta, que é de 13,50 metros na capital acreana. Até o momento, 78 pessoas continuam desabrigadas na cidade.

Cerca de 2.740 famílias foram atingidas pela enchente na Capital. Quase 20 mil pessoas no total foram afetadas pela cheia. Destas, 600 tiveram de ser realizadas para outros locais fora de risco.

A Defesa Civil Municipal alerta que ainda há previsões de muita chuva na capital do Acre, o que deve fazer com que o Rio Acre possa elevar novamente o nível das águas.

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Acre 01

Rio Acre continua em vazante e não há novos desabrigados na Capital

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Nesta segunda-feira, 22, o nível do Rio Acre permanece em vazante. Na medição realizada às 6 horas da manhã, a cota era de 15,31 metros, o que significa 49 centímetros a menos do que o maior nível alcançado nesta enchente quando o Rio Acre chegou a 15,80 metros.

Em razão da subida, o número de desabrigados e desalojados não teve alteração nas últimas 24 horas. Aproximadamente 630 moradores de diversos bairros na capital acreana estão atingidos pela cheia, sendo que 68 famílias estão nos abrigos montados pela prefeitura e outras 132 foram levadas para casa de familiares.

Mesmo com a redução do nível do rio, a Defesa Civil continua trabalhando com a previsão de nova cheia. “Infelizmente ainda é essa a nossa expectativa, já que temos um volume muito grande vindo dos municípios. Em Assis Brasil o rio baixou dois metros e essa água vai chegar aqui. A boa notícia é que o Riozinho do Rola teve uma vazante de meio metro e não tivemos impacto em Rio Branco”, afirma Major Falcão da Defesa Civil Municipal.

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