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Videomaker mostra o sonho de crianças acreanas que escreveram cartas para o Papai Noel

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Essa semana o ac24horas foi até a sede dos Correios, em Rio Branco, para ver de perto a quantidade de cartas endereçadas ao Papai Noel. São milhares, quase incontáveis. Os pedidos são os mais variados que vão desde uma casa nova a um simples sacolão.

O videomaker  Kennedy Santos, foi até alguns endereços de cartas destinadas ao bom velhinho não apenas para mostrar o que desejam, mas também ajudar a divulgar seus desejos.

Alguns pedidos são simples e até curiosos. Em uma dessas histórias, uma criança que apenas uma sandália de borracha. Ela mora numa casa simples da periferia de Rio Branco.

Vamos mostrar também a história da pequena Ana, que nasceu surda, e há anos vive a expectativa de uma solução duradoura para um problema crônico que a impede de uma vida normal na escola. O roteiro poderia ser corriqueiro, se a carta não tivesse sido escrita pelo próprio irmão, que abriu mão de seu pedido pessoal ao Papai Noel.

Mas nada se compara ao pedido das professoras de uma escola rural, em prol da pequena Tayla, que com uma deficiência não consegue se firmar na escola e nem em casa por falta de uma cadeira de rodas apropriadas às limitações físicas impostas por uma doença crônica.

Assista esse vídeo na íntegra e se emocione:

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Mulheres acreanas se dedicam a salvar vidas há quase um ano na pandemia da Covid-19

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Este dia 8 de março de 2021 será diferente. O Dia Internacional da Mulher deste ano não vai ter as comemorações habituais, nem os eventos onde as mulheres demostram que ainda lutam por direitos iguais na sociedade. Muitas nem vão poder comemorar seu dia em casa ao lado dos familiares. Algumas centenas, espalhadas por todo o Acre, vão repetir o que fazem há quase um ano: lutar pela vida de pessoas desconhecidas acometidas pela Covid-19.

As mulheres na saúde pública acreana têm sido protagonistas na luta contra a pandemia que já matou mais de mil pessoas, mas que também fizeram com que cerca de 51 mil pessoas recebessem alta médica e pudessem voltar para seus lares e dizer: “eu venci a Covid-19”.

As profissionais envolvidas no combate à pandemia estão em todos os lugares. Da área administrativa, na luta pela compra de insumos, na chefia de profissionais, na parte de motivar equipes que estão no seu limite, extenuadas de combater uma doença que a cada dia aumenta o número de infectados e que faz com que a luta pareça não ter fim e é claro estão na linha de frente, cuidando e tratando dos pacientes.

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Hoje, o comando da saúde pública no Acre tem uma mulher à frente. A médica Paula Mariano, nascida em Rio Branco, atua desde 2001 com especialidade em clínica médica e cardiologia. Hoje é secretária adjunta de assistência, desde novembro de 2019, e secretária de saúde em exercício do Acre. Mãe de duas filhas, parte do seu domingo foi visitando pacientes com Covid-19.

“Eu acredito que Deus nos dá missões. Eu agradeço por essa missão. Não é fácil, mas a palavra é gratidão de poder estar junto e ajudar as pessoas neste momento, apesar do sofrimento ser grande”. Paula Mariano sabe o que é a dor da perda pela Covid-19, já que perdeu o próprio pai para a pandemia. “Eu perdi meu pai, meu amigo e até hoje eu não consigo expressar o tanto que dói”, diz emocionada.

Desde o dia 17 de março do ano passado, quando o Acre confirmou os primeiros casos da pandemia e com o agravamento da situação, o governo começou a pensar e agir para garantir um atendimento mais eficaz aos pacientes. A primeira unidade de referência para o tratamento da Covid-19 no Acre foi a UPA do 2º Distrito que teve uma mulher no comando. “Foram dias de muita angústia porque nos pegou quando éramos inexperientes. A primeira fase foi de muito aprendizado, já que ninguém sabia o que era o coronavírus e uma pandemia tão grande. O que eu mais me preocupava era quando eu voltava para casa, já que tenho um filho asmático”, explica Dora Vitorino, que tem 28 anos de serviço prestado na saúde pública do Acre. Duas semanas atrás, a UPA voltou a receber pacientes Covid-19.

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Com o aumento desordenado da pandemia, um dos principais investimentos do Acre foi a construção do Hospital de Campanha no Instituto de Traumatologia e Ortopedia (Into), que se tornou a maior referência no atendimento aos pacientes com a doença. Em quase um ano de funcionamento, uma mulher é responsável por coordenar a unidade de saúde. Lorena Seguel, enfermeira chilena, naturalizada brasileira, tem 54 anos e veio trabalhar no Acre em 1998.

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“Eu me emocionei muito quando terminamos de adequar a estrutura física porque a gente não sabia como ia ser. Apesar de toda tribulação, minha emoção não foi à toa. Eu não gostaria de estar em outro hospital, acho que a minha missão é aqui mesmo. Nosso objetivo é ir além do tratamento e muitas vezes ajudar com uma palavra de amor e de esperança que também ajuda a fazer toda a diferença para quem está internado e assustado com a doença”, diz.

Depois de se formar em Manaus e concluir sua especialização em São Paulo, a acreana Eliza de Souza voltou ao Acre há quase 30 anos para exercer a medicina. Hoje, é responsável pela Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Pronto-Socorro. Logo ela que é conhecida por não se conformar em perder pacientes.

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“Nunca me conformei de perder pacientes. Com o início da pandemia, me vi no meio de uma coisa inédita onde meu coração me pedia para estar atuando. Trabalhar nesta pandemia nos faz questionar o que fizemos pra nosso Pai para enfrentar tanto sofrimento e tanta dor! Diferente dos acidentes que podemos ser acometidos a qualquer momento ou de doenças pré-existentes que sabemos poder descompensar a qualquer hora, o SARS-Cov-2 nos pega de surpresa, sorrateiramente, nos momentos de alegria, de convívio com quem amamos. É muito cruel”, explica.

Ela diz que se sente impotente. “Nem temos um tratamento que se possa dizer que seja o ideal, estamos tentando acertar e erramos, perdemos, choramos, nos frustramos, mas o sentimento que não podemos recuar é mais forte que nós. Precisamos seguir em frente, erguer a cabeça, enxugar lágrimas, sufocar o coração, reprimir o desânimo e dizer a nós mesmos que vai passar. Só precisamos ser fortes, ter fé, e olhar pro amanhã”, afirma.

Ao lado de Eliza estão mulheres que diariamente estão na linha de frente cuidando e tentando salvar a vida de cada um paciente que entra em uma unidade de saúde do Acre com a Covid-19. É o caso da enfermeira da UTI do INTO, Mônica de Oliveira, 38 anos. Ao ser perguntada se tem medo, a resposta está na ponta da língua.

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“Respondo que minha missão dada por Deus é maior do que qualquer medo”. Mônica mora com a mãe, que faz parte do grupo de risco, e uma filha, e conta que já foi contaminada. “Não via a hora de me recuperar e voltar porque meus pacientes precisavam de mim, era só nisso que eu pensava. Eu penso que esse paciente é pai de alguém, filho de alguém, o amor de alguém e acima de tudo, um dia pode ser um familiar meu. Então, faço o que gostaria que fizesse por um dos meus”, afirma.

Uma coisa é clara entre todas as profissionais com quem o ac24horas conversou. O medo de se infectar ou levar para casa um vírus tão mortal é presente na vida de quem está na linha de frente, mas nem isso é capaz de interromper a missão de salvar vidas e contribuir para que o Dia da Mulher de 2022 seja bem melhor.

“Eu tenho uma filha e quando fui convidada para trabalhar na linha de frente, tive receio. É desafiador você acordar todos os dias, ir trabalhar e não saber como vai voltar, mas é muito gratificante acompanhar a alta de um paciente que você cuidou. Eu me emociono muito, como também, claro, é doloroso quando a gente não consegue ajudar para que o paciente consiga voltar para casa. A gente se apega a esse trabalho que é deixar nossas famílias para ajudar alguém que ninguém nem sabe quem é, mas que pede o nosso socorro”, diz a técnica de enfermagem do INTO, Ronnadecya Costa.

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Covid-19 mata mais 7 no Acre e 570 novos casos são registrados neste sábado

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A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) registrou na tarde deste sábado, 06, 570 novos casos de infecção por coronavírus, sendo 357 casos confirmados por exame de RT-PCR e 213 testes rápidos. O número de infectados saltou de 59.500 para 60.070 nas últimas 24 horas.

Até o momento, o Acre registra 162.833 notificações da doença, sendo que 102.284  casos foram descartados e 479 exames de RT-PCR seguem aguardando análise do Laboratório Central de Saúde Pública do Acre (Lacen) ou do Centro de Infectologia Charles Mérieux. Pelo menos 51.346 pessoas já receberam alta médica da doença, enquanto 350 pessoas seguem internadas.

Mais sete notificações de óbitos foram registradas neste sábado, 6, sendo 3 do sexo masculino e 4 do sexo feminino, fazendo com que o número oficial de mortes por Covid-19 suba para 1.054 em todo o estado.

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Diretor do Into revela que nova onda tem internado jovens com sintomas graves da Covid-19 no Acre

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Em entrevista ao Jornal do Acre na manhã desta sexta-feira, 05, o diretor do Instituto de Traumatologia e Ortopedia (Into), Osvaldo Leal, responsável pela unidade escolhida como referência para tratamento da Covid-19, alertou para o aumento de casos e internações de jovens em razão do vírus.

Osvaldo destacou que desde janeiro houve um aumento da demanda de atendimentos na unidade. “No mês de fevereiro encerramos com cerca de 250 a 300 atendimentos por dia”, pontuou.

Em outro trecho, Osvaldo Leal afirmou que a 2º onda da Covid-19 vem acometendo mais jovens na capital. “A gente tem percebido que o agravamento dessa pandemia, nessa segunda onda, tem acometido pessoas mais jovens. E essas pessoas têm apresentado, inclusive, sintomas mais graves da doença, com quadros inflamatórios graves, inclusive, com óbitos, que a gente tem percebido nesse período do mês de janeiro e fevereiro”, destacou.

Segundo o diretor, apesar de todo o reforço de novos leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), a unidade vem apresentando mais de 90% de ocupação.

“De fato esse percentual de leitos de UTI e enfermaria tem ficado acima de 90% há mais de um mês. No Into, estamos em torno de 96% e 97%, mas temos regulado nessa taxa de ocupação. Os pacientes que precisam de UTI são assistidos em ambientes que chamamos de salas chamadas vermelhas, essas salas são as que tem todos os equipamentos de UTI e  que são montados tanto no pronto atendimento quanto na enfermaria na espera de leitos de UTI, enquanto permanecem aguardando a remoção para leitos de UTI”, salientou.

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Polícia prende membro do CV envolvido em 12 homicídios

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Agentes da Delegacia de Homicídios e Proteção (DHPP) da Polícia Civil cumpriram um mandado judicial e prenderam na noite desta quarta-feira, 3, o homicida de alta periculosidade, Matlisson Malzone Caetano de Freitas, de 18 anos, vulgo “19”, membro da facção Comando Vermelho (CV), amigo e comparsa de Valdivino Marques, o vulgo “Diabão” do “CV” envolvido em pelos menos 12 homicídios na capital, que foi morto em uma troca de tiros com a Polícia Militar, no dia 05 de janeiro deste ano, no bairro Boa União, na região da Baixada da Sobral.

A prisão do faccionado aconteceu em via pública, na rua Floriano Peixoto, no bairro Base ,em Rio Branco, enquanto ele caminhava com destino a uma festa. Segundo a Polícia, a relação de amizade de Matlisson e “Diabão” era tão afetuosa que até a cor dos seus cabelos eram iguais (avermelhados), bem como, o instinto de matador.

De acordo com a Polícia, Matlisson é acusado de matar o jovem Lougan Tayson Rodrigues, de 21 anos, que foi ferido a tiros dentro de sua residência localizada na rua Jatobá, no bairro Airton Sena, na região da Baixada da Sobral, em Rio Branco, na noite do dia 24 de dezembro de 2020. Após uma semana internado no Pronto-Socorro, Lougan não resistiu aos ferimentos e morreu.

Já no dia 29 de dezembro de 2020, o membro do “CV” agiu novamente e feriu com 4 tiros o jovem Saulo Isaías de Pinho, de 19 anos, em via pública enquanto tomava tereré com um amigo na frente de uma distribuidora localizada na rua Raimundo Melo no bairro Ayrton Senna, a ambulância do SAMU encaminhou o ferido ao Pronto-Socorro e Saulo morreu ao dar entrada no hospital.

Além dos dois homicídios cometidos no mês de dezembro de 2020, Matlisson matou e feriu a tiros pessoas inocentes na noite dia 13 de fevereiro de 2021, após juntamente com um comparsa se aproximarem em um veículo de cor prata, de uma distribuidora de bebidas localizada na rua Diamantina, no bairro Cidade Nova, e em posse de uma arma de fogo efetuarem vários tiros na direção dos clientes que se encontravam no estabelecimento. Durante a ação dos criminosos o Idoso Valmir Procópio, de 67 anos, e um adolescente de 17 anos, foram feridos e encaminhados pela ambulância do SAMU ao Pronto-Socorro da capital. O idoso não resistiu aos ferimentos e morreu.

As investigações através da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) continuam e a polícia acredita que o matador do “CV” esteja envolvido em outras situações de homicídios, bem como tráfico de drogas e roubos na capital.

O criminoso de alta periculosidade foi encaminhado à Delegacia especializada e será encaminhado ainda hoje a Penitenciária Francisco de Oliveira Conde (FOC).

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