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FIEAC avalia apresentação da Seinfra que prevê investimentos para o setor da construção civil

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“Foi uma apresentação positiva, mas preocupante”, disse o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Acre (FIEAC), José Adriano, ao ouvir do Secretário de Infraestrutura e do Desenvolvimento Urbano, Thiago Caetano, que o pacote de obras entrará em fase de licitação em dois meses. “Se levarmos em consideração que a fase seguinte, de contratação, leva mais 90 dias, já estaremos em janeiro de 2020. Embora tenhamos alguma obra contratada neste ano, dificilmente ela entrará em execução e o recurso entrará na economia ainda em 2019”, avaliou o empresário.

O anúncio do Programa Governamental de Investimentos para a Cadeia da Construção Civil foi feito durante reunião com empresários, na noite da última quinta-feira, 1º de agosto, na Expoacre, que contou a participação do presidente da FIEAC, José Adriano; dos presidentes dos sindicatos da construção civil, Carlos Afonso dos Santos; de extração mineral, João Paulo Pereira; de móveis, Augusto Nepomucena; de olaria, Márcio Agiolfi e de dezenas de representantes das indústrias locais, que esperavam, ávidos, por boas notícias.

Durante sua explanação, Thiago Caetano anunciou que obras a serem licitadas e já com previsão de orçamento, para os próximos dois meses, são as de ramais que somam R$ 94 milhões e revitalização de 50 escolas rurais, que deverão ultrapassar o montante de R$ 15 milhões. “As obras de habitação serão financiadas com recursos da Caixa Econômica Federal”, garantiu o secretário.

Dentre as obras citadas constam a licitação de duas pontes, uma em Xapuri e outra em Sena Madureira, o contorno viário de Brasileia e Epitaciolândia, com a construção de uma terceira ponte e a licitação de quatro pistas de aeroportos em municípios isolados.

Na oportunidade foram anunciadas obras “do futuro” e que irão impactar positivamente a paisagem da capital são elas: os viadutos do final da Avenida Ceará, no encontro com a Isaura Parente e outro na corrente, na principal rotatória de entrada e saída da cidade. Outro importante projeto é a revitalização do Mercado do Bairro 15 e orla de Cruzeiro do Sul.

Durante sua fala, Thiago Caetano foi enfático ao dizer que a atual equipe tomou a decisão de não dar continuidade a muitas obras herdadas do governo anterior, pois avaliaram que as mesas não possuem viabilidade econômica.

QUESTIONAMENTOS – O presidente da FIEAC, José Adriano, fez alguns questionamentos ao secretário de infraestrutura e desenvolvimento urbano. O primeiro deles foi relacionado ao porquê da opção pela modalidade “carona”. Segundo Thiago Caetano, esta foi a melhor opção que a equipe encontrou, pois a estrutura existente na Comissão Permanente de Licitação do Estado era subdimensionada e, por isso, a Seinfra optou pela “carona”. “Foram questões pontuais devido ao acúmulo de processos ainda do governo anterior e por falta de pessoas na equipe. Mas, isso não irá mais acontecer”, afirmou o secretário.

Outra pergunta feita por José Adriano foi em relação à descentralização da comissão de licitação. Na visão de Thiago Caetano, esta é uma ação preocupante e que a partir de agora as secretarias precisam ser estruturadas com profissionais que possam ter condições de fazer todo o processo necessário para uma licitação. Na oportunidade, o secretário informou que os “projetos do futuro” serão executados com profissionais do corpo técnico do próprio Governo do Estado do Acre.

Finalizando sua fala para uma plateia cheia de empresários, Thiago Caetano prometeu que a execução dos ramais dos projetos advindos de emendas parlamentares estará na praça nos próximos 60 dias.

Como entusiasta e defensor de um setor produtivo forte e de um estado cada vez mais desenvolvido, o presidente da FIEAC já pensa nos próximos passos. “Vamos nivelar alguns questionamentos com a Seinfra e na próxima semana convocaremos os representantes da Caixa Econômica Federal para se posicionarem em relação às obras de habitação que, segundo Thiago Caetano, serão financiadas com recursos deste banco”, posicionou-se José Adriano.

Pavimentação de vias urbanas – Durante o encontro, o presidente do Sindicato da Indústria de Olaria, Márcio Agiolfi, apresentou estudo realizado pelo Fórum Permanente de Desenvolvimento do Acre que destaca as vantagens na utilização de tijolos maciços cerâmicos em vias urbanas.

“Incentivar a utilização de produtos cerâmicos acreanos é estimular a criação de empregos. As indústrias do nosso setor são responsáveis por mais de 500 postos de trabalho, o que representa cerca de 10% dos empregos gerados pela indústria de transformação do Estado”, disse Márcio Agiolfi ao entregar nas mãos do Thiago Caetano uma publicação deste estudo.

Na oportunidade, o secretário disse que é fã do uso do tijolo maciço na pavimentação. “A manutenção no pós obra com tijolo maciço é muito mais vantajoso. Vamos precisar de 7 mil milheiros para os próximos dois meses”, anunciou Thiago Caetano.

Porque escolher o tijolo cerâmico

Custo: O custo do quilômetro executado em vias de tijolo cerâmico maciço é mais vantajoso que o revestimento em asfalto.

Temperatura: A temperatura das ruas de tijolo é, aproximadamente, 10% inferior à temperatura das vias de asfalto.

Durabilidade: 1) A durabilidade da pavimentação de vias secundárias realizada com tijolos cerâmicos é altamente vantajosa. 2) Mesmo após 20 anos, o estado de conservação das vias pavimentadas com o material cerâmico é muito bom, ao contrário do asfalto, que sofre com a ação danosa das águas da chuva e com a

Capacidade da fixação de riquezas: 1) Na pavimentação com tijolos cerâmicos, 98% dos recursos investidos ficam no Acre. 2) Na pavimentação com materiais betuminosos, 77% dos recursos investidos são transferidos a outros estados.

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Por falta de formação superior, Roxinho será exonerado do IMAC

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Menos de uma semana após ser nomeado diretor do Instituto de Meio Ambiente do Acre (IMAC), Julio Cesar Moura de Farias, mais conhecido como Roxinho, será exonerado do cargo. Ele voltará a ocupar o cargo de Chefe de Departamento e ficará à disposição do governador Gladson Cameli, seu padrinho político. O ac24horas apurou que o ato de exoneração e novo remanejamento será publicado na edição da próxima terça-feira, 9, do Diário Oficial do Estado.

A reportagem ouviu de assessores palacianos que o motivo de Roxinho ser exonerado é por não ter formação superior para a função e também por um erro interno na escolha do nome que deveria substituir Adelaide de Fátima, exonerada em fevereiro do cargo após decisão do juiz Raimundo Nonato, da 3º Vara Criminal de Rio Branco, que determinou o afastamento dela da função por entender que havia conflito de interesses no cargo já que ela foi denunciada pelos crimes de falsidade ideológica e por dificultar a fiscalização em questões ambientais de também por adquirir madeira sem licença prévia.

Inicialmente nomeado para ocupar o cargo de chefe de Departamento da Fundação de Tecnologia do Estado do Acre (Funtac), Roxinho foi responsável por promover uma série de cafés da manhã que ele mesmo patrocinava no órgão. Com jeitinho, ele foi agradando os servidores do setor e passou a ser conhecido como o “Rei do Mingau”.

Roxinho acompanha Cameli desde a época do senado. Ele era nomeado no gabinete do então senador na época.

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Hidrelétrica coloca Acre em alerta e não descarta apagão geral

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A concessionária que administra a hidrelétrica de Santo Antônio, que fica na região de Porto Velho (RO), alertou o governo federal que o Estado do Acre e de Rondônia podem ficar às escuras ainda no primeiro semestre deste ano. As informações são do Estadão.

No documento, a concessionária explica que o apagão poderá ocorrer devido ao baixo volume de água no reservatório comprometendo a geração de energia.

Nesse sentido, ela pede ao governo que eleve o nível do reservatório, entretanto isso implica em um crime ambiental, com a inundação de uma área de mais de 500 hectares, localizada no Parque do Mapinguari, que já sofreu com a redução de sua área para a implantação do lago artificial.

Seis das cinquenta turbinas da Santo Antônio são responsáveis por atender Acre e Rondônia. O colapso pode ser de 57 dias, com paralisação de 100% da capacidade de produção de energia.

“A usina de Santo Antônio é especialmente importante para o atendimento dos Estados do Acre e Rondônia. A redução poderá afetar o suprimento energético da região, além de ocorrer restrição de atendimento de cerca de 20% da região, com “possibilidade de ocorrer eventos similares verificados recentemente no Amapá”, ou seja, um apagão geral”, diz o documento.

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Campanha de socorro ao Acre pelas enchentes supera R$ 1 milhão

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A Campanha SOS Acre, iniciativa do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) e parceiros, tem ecoado seu pedido de apoio humanitário por todo o país e nesta quinta-feira, 4 de março, antes de completar duas semanas de seu lançamento, superou a marca de mais de R$ 1,1 milhão em doações para a população afetada pelas cheias dos rios no Acre.

A procuradora-geral de Justiça do MPAC, Kátia Rejane de Araújo Rodrigues, que esteve pessoalmente em algumas comunidades ribeirinhas entregando donativos para as famílias, falou sobre o sentimento de gratidão para com aqueles que estão ajudando e acreditaram no MP acreano como parceiro e instituição séria, para juntos realizarem esse ato de solidariedade e solicitude para com o povo acreano.

“Gratidão aos nossos parceiros e aos mais de cinco mil apoiadores de todo o Brasil que se sensibilizaram com a tragédia que o Acre enfrenta, e estenderam a mão à população acreana nesse momento. Graças a esses aliados imprescindíveis, alcançamos hoje a soma de mais de R$ 1 milhão para socorrer o povo. Registro a gratidão do MPAC ao Tribunal de Justiça, instituições públicas, poderes, artistas, órgãos de comunicação e toda a sociedade civil, por se aliarem a nós e, assim, levarmos ajuda e um alento a tantas famílias que precisam reconstruir suas vidas nesse momento”, manifestou a procuradora-geral de Justiça.

Os números da Campanha SOS Acre

A Campanha SOS Acre foi lançada pelo MPAC no dia 19 de fevereiro de 2021, quando os rios começaram a transbordar em razão das fortes chuvas. Após 13 dias de seu lançamento, o MPAC registrou a soma de R$ 1.198.260,68 advindos de 5.806 apoiadores de todo o país. A Campanha já ajudou 14.250 pessoas que foram afetadas pelas cheias dos rios e também está levando ajuda humanitária a haitianos e venezuelanos que sofrem com uma crise migratória na fronteira com o Peru.

Desse total anunciado, R$ 719.688,44 já foram investidos na entrega de donativos contendo itens de primeira necessidade, como alimentos, água potável, kits de limpeza e higiene pessoal, colchões, fraldas e kits de prevenção à Covid-19. Do total arrecadado, ainda resta um saldo de R$ 478.572,24 que resultará em mais entregas para a população desabrigada pelas alagações e imigrantes na fronteira.

Confira a Transparência da Campanha SOS Acre clicando em: https://www.mpac.mp.br/sosacre/

Com informações da agência do MPAC.

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DPU envia emissário para negociar liberação de ponte em Assis Brasil

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A Defensoria Pública da União (DPU) enviou representante ao município de Assis Brasil (AC), na fronteira com o Peru, para defesa da população no processo de reintegração movido pela União para a liberação da Ponte da Integração, ocupada por migrantes haitianos impedidos de atravessar para o país vizinho. Em razão da crise sanitária causada pela Covid-19, o Peru pretende manter a fronteira fechada pelo menos até setembro de 2021, o que tem gerado acúmulo, no município acreano, de migrantes que desejam seguir viagem para a América do Norte.

“O município tem muito pouca estrutura de apoio de assistência social”, afirma o coordenador do Grupo de Trabalho Migrações, Apatridia e Refúgio (GT-MAR), João Chaves, enviado da DPU à região. Segundo o defensor, parte dos cerca de 400 migrantes está em situação de rua. “Fizemos uma reunião muito positiva com a sociedade civil, em que foram apresentadas as principais demandas de assistência social do município. Tivemos um diálogo produtivo de buscar alternativas e ficou muito evidente a necessidade de investimento de longo prazo na região de Assis Brasil. Não só neste, mas em todos os municípios do Alto Acre, principalmente Epitaciolândia e Brasileia, para fortalecer as políticas de assistência social”, completou Chaves.

O coordenador do GT-MAR também visitou a ponte, onde um grupo de migrantes está acampado, incluindo cerca de 20 crianças e cinco mulheres grávidas. Na oportunidade, o defensor apresentou o trabalho da DPU e atualizou os migrantes sobre a situação do processo de reintegração de posse, discutida em audiência realizada nessa quinta-feira (4). De acordo com João Chaves, a Defensoria busca uma solução amigável, que contemple minimamente os interesses dos migrantes e proteja em especial os grupos mais vulneráveis.

“Vamos participar também de uma reunião com o prefeito de Assis Brasil, pensando em como aumentar as capacidades de assistência social do município, incluindo assistência emergencial, já que há uma demanda de água, alimentos e atendimento médico”, afirmou Chaves. A DPU também fará visitas às escolas que servem de abrigo improvisado para parte dos migrantes, a fim de verificar a situação in loco. (DPU)

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