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De preço baixo e tempero regional, primeira ave natalina acreana espera vender 110 toneladas

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Uma iniciativa inédita no Acre pode estrear no mercado local com cerca de 110 toneladas vendidas. A primeira ave natalina 100% produzida no estado pertence à linha Sabbor, da indústria Acreaves, e já vinha sendo aprimorada há pelo menos cinco anos quando, em meados de 2022, o projeto finalmente pôde sair do papel.


A ave festiva apresenta peso variando entre 3,5 a 4 kg e surge com um preço bem mais baixo e acessível em comparação às demais marcas disponíveis. Ela está sendo vendida em comércios e supermercados dos 22 municípios do Acre. A expectativa da indústria local para este ano de estreia é vender aproximadamente 110 toneladas, uma vez que o produto já demonstra estar sendo bem aceito pelos consumidores acreanos.


O empresário Paulo Santoyo e a gerente comercial Kristiene Taveira afirmam que a ave natalina Sabbor é um produto feito especialmente para os acreanos, que leva tempero de ervas da própria região, além de oferecer uma receita na embalagem típica do Acre. “A ave tem uma genética diferenciada, o que proporciona uma maciez única e suculência diferenciada. Indo na contramão da maioria, essa ave tem um tempero especial tanto na parte interna quanto na parte externa”, destacam.

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Até que a ave natalina se tornasse uma realidade, muitos foram os percalços superados pela Acreaves e Sabbor. O clima e a temperatura local quase atrapalharam o sonho de produzir uma ave natalina genuinamente acreana e com qualidade. O início dos testes chegou a ser desanimador, já que apresentou significativa mortalidade de aves.


De acordo com Kristiene Taveira, a ave natalina Sabbor era sonho pessoal. “Tivemos muita resistência em fazer, porque aqui no Acre é muito quente, o que torna mais difícil manter o ambiente da granja ideal para o desenvolvimento do frango. Nós precisávamos de um frango pesado, de 3,5 quilos a 3,8 quilos, para uma ave festiva. Mas tivemos muita resistência no campo. Fizemos vários testes e a mortalidade era muito alta. Então fomos aprimorando o projeto e, em 2022, eu decidi que ele sairia de vez do papel. Desde então, preparamos o campo e fizemos todas as etapas necessárias e deu certo”.


Paulo Santoyo explica que o produto tem custo bem mais barato em relação à alimentação das aves. “Temos uma grande produção local de milho e a logística mais facilitada de fazer e distribuir o produto. A gente criou algo para que realmente todos os acreanos pudessem comprar, de ter acesso a uma ave natalina e pudessem ter um Natal um pouco mais diferente”.


A ideia foi criar um produto que todos pudessem ter acesso na mesa, principalmente num momento especial como o Natal. “Por termos a confiança das pessoas no estado, tanto os comerciantes de pequeno, médio e grande porte, como dos consumidores que reconhecem a qualidade dos produtos Acreaves e da linha Sabbor, vimos a oportunidade de trazer essa novidade. Um projeto empolgante que nos motivou muito”, declarou Santoyo.


Taveira ressalta que o objetivo também era imprimir uma identidade local, que gerasse identificação com o povo acreano. “Por isso a Ave Natalina Sabbor leva tempero feito com ervas da nossa região e uma receita na embalagem típica da nossa terra. Nosso diferencial em relação a outras marcas é esse: um produto do Acre feito para os acreanos”.


Diferenciais

Além de ser uma ave com uma genética diferenciada, o que dá a ela uma maciez única e suculência diferenciada, indo na contramão da maioria, ela tem um tempero especial. Esse tempero foi desenvolvido durante um ano e a ave natalina é temperada interna e externamente, um processo que a deixa mais saborosa e com um gostinho único.


“Ela é marinada com esse tempero tanto pela parte de dentro como pela de fora. É algo muito bem desenvolvido. O processo de criação dessa ave também foi diferenciado, com um tempo maior no desenvolvimento e criação da ave, além de elas serem criadas com mais espaço que as comuns”, revelou o empresário.



Kristiene ressalta que a ave leva um sabor único que se deve a combinação de temperos tipicamente acreanos, algo que não se vê em outros produtos do tipo. “Esse tempero leva ervas típicas da nossa região, cenoura e outros ingredientes que resultaram em um tempero muito gostoso. E na embalagem também vem uma receita de farofa tipicamente acreana para acompanhar a ave na ceia de Natal. Além do sabor, ela também vem com um termômetro que levanta quando está pronta, avisando que a carne já está no ponto ideal. E uma alcinha da embalagem, que facilita o manuseio”.

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Processo de produção

O desenvolvimento de uma matriz diferenciada se deu pela necessidade de o Acre também possuir uma opção de aves maiores, mais pesadas e com uma carne de alta qualidade, com maior maciez e suculência. Todo o processo é desenvolvido quase da mesma forma dos frangos tradicionais. “Porém, os utilizados para a ave natalina contaram com espaços maiores, menor número de cabeças em um espaço mais amplo, alimentação diferenciada e outros, além de um processo mais longo de produção”, conta Paulo.


Os preços da ave natalina no mercado variam conforme o estabelecimento comercial. Mas, em relação a outras marcas, a da Sabbor tem um preço mais baixo, acessível para todas as famílias do Acre. “Isso pela nossa questão logística de sermos mais rápidos e estarmos perto do consumidor, ao contrário das outras grandes indústrias que atuam nesse segmento, que têm uma operação/logística pesadas para abastecer o Brasil inteiro, o que encarece os custos deles para fazer os produtos até os lugares mais longínquos”, explica Taveira.



O fato de o Acre ter aberto o mercado e se tornado um grande produtor de milho e soja também beneficiou para que essa ave natalina possa ser encontrada com preço mais barato, pois os custos de alimentação dos frangos aliados à logística da empresa mais fácil contribuiu também para que o produto tivesse um preço menor que as demais.


A intenção é que este seja um produto contínuo, que venha para ficar para deixar as ceias dos próximos Natais ainda mais gostosas. A ave natalina Sabbor está disponível nos 22 municípios acreanos. “A pretensão de venda para este ano é de 110 toneladas, alcance de vendas em todo o estado do Acre. Até o momento está sendo muito bem aceito nosso produto, que neste segmento, é uma iniciativa inédita no nosso estado”.


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