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Posse consolida antipetismo e retorno da “velha oposição”

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A concorrida e bem organizada cerimônia de posse do engenheiro civil Gladson de Lima Cameli, 40, como o 18º governador do Acre Estado pode ser vista como a consolidação do sentimento antipetista, após o partido dos irmãos Jorge e Sebastião Viana ficar por duas décadas no Palácio Rio Branco.


Grande parte das pouco mais de quatro mil pessoas que assistiram ao evento na praça Eurico Dutra estavam embaladas pela solenidade de posse, horas antes, de Jair Bolsonaro na Presidência da República.

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Outra característica a ser observada da cerimônia de posse de Gladson Cameli e seu vice, Major Rocha (PSDB), tanto na Assembleia Legislativa quanto no Palácio Rio Branco foi a presença de velhas figuras de oposição aos governos petistas, ou aqueles que passaram os últimos anos tentando derrotar o Vianismo nas urnas


Para grande parte destas velhas figuras da política acreana, a ascensão de Gladson Cameli ao governo representa a possibilidade de retomar espaços  na estrutura do estado e interferir no xadrez político-eleitoral do Acre.


Responsável pelo destino dos acreanos pelos próximos anos, Gladson Cameli passou a sentir o peso da faixa governamental e de ser o chefe de governo.


Ele também agora é o comandante das forças militares estaduais, responsáveis por garantir a segurança dos mais de 800 mil acreanos. Apesar de ter terceirizado a pauta da segurança para seu vice, o policial militar Major Rocha, Cameli sabe que um eventual fracasso no combate à criminalidade recairá sobre suas costas.


A violência é hoje um dos principais problemas enfrentados pela população ante a ação das facções criminosas que, se não combatidas com rigor, dão claros sinais de que podem voltar a se infiltrar nas estruturas das instituições – como ocorreu com o esquadrão da morte formado por policiais e que agiu durante os anos do governo Orleir Cameli (1995-1998, seu tio.


No discurso após receber a faixa governamental das mãos de seu pai Eládio e do filho Guilherme, Gladson assumiu para si a responsabilidade pelos desafios que lhe aguardam pelos próximos anos.


O governador sabe que daqui para a frente acabou os beijos para a torcida, e que terá de assumir o papel de principal liderança política e estadista, caso não queira ver as velhas figuras atrapalharem o desenrolar de sua gestão.


 


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