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Na Aleac, professores da UFAC, IFAC e Sindicatos pedem que bancada federal do Acre não vote na PEC 55

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A Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) realizou na manhã desta sexta-feira (9) uma audiência pública proposta pelo deputado Jenilson Leite ( PCdoB) para discutir o Projeto de Emenda Constitucional nº 55 ( PEC do teto de gasto), Reforma da Previdência e a Medida Provisória 746 ( Reforma do Ensino Médio). O evento teve teve por objetivo discutir os impactos que essas proposições podem causar na vida das pessoas caso sejam aprovadas. O encontro contou com a presença de professores, estudantes, lideres sindicalistas da Educação, defensores púbicos e do deputado federal Moisés Diniz (PC do B).


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Desde que iniciou sua tramitação como PEC 241 na Câmara Federal, PEC 55 ( Senado Federal) tem sido alvo de protestos em todo país. De acordo com a proposta, caso aprovada, será estabelecido legalmente um teto de gastos que congela por 20 anos quaisquer tipos de investimentos em áreas sociais, como a da saúde e educação.

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Além da PEC 55, surge também o debate acerca da Reforma do Ensino Médio, publicado por meio de Medida Provisória (MP), onde estabelece diversas mudanças para a Educação no Brasil e, segundo pais, mestres e conselheiros de educação, não houve um debate público e consulta popular que são necessárias para levar adiante tais mudanças.


Em pronunciamento, o deputado Jenilson Leite disse que a PEC 55 coloca em jogo um dos principais instrumentos de justiça social do país, os gastos com Educação e Saúde. “Sugeri a realização de uma audiência para discutir com as categorias interessadas e com a população esses três temas que ao meu ver precisam ser mais bem debatidos. A aprovação da PEC 55, por exemplo, causará um grande impacto sobre a parcela mais pobre da população e sobre o estímulo aos negócios privados. Diante disso, não podemos nos calar nem tão pouco ficar de braços cruzados. Temos que ir à luta”, disse.


O deputado Moisés Diniz frisou que a PEC 55 agrada somente aos poderosos. “Essa PEC vai engolir sonhos de universidade para os filhos dos pobres. Vai prejudicar o futuro de crianças e a universidade do adolescente. Vai comer o salário dos professores. Essa PEC tem um mérito que é querer frear a baderna fiscal do nosso orçamento, o problema é caminho que ela escolheu. Ela podia ser uma grande PEC, abraçada e querida por todos, mas preferiu virar rabo de sereia e boca de tubarão”, enfatizou.


Para Sávio Maia, presidente da Associação dos Docentes da Ufac (Adufac), a PEC reduz os investimentos do setor educacional e prejudica os trabalhadores no geral. “O problema é que o governo só gasta mais do que arrecada se desconsiderar os quase 50% do orçamento que são destinados ao pagamento de juros e amortizações da dívida pública. Curiosamente, a dívida pública é justamente o único gasto público que não será cortado caso a PEC seja aprovada. Que seja feito um reajuste fiscal, mas, sem sacrificar a saúde e a educação”, complementou.


Ao final do encontro o deputado Moisés Diniz informou que no próximo dia 22 de será realizado uma nova audiência pública no Poder Legislativo com a finalidade de formar um Comitê de Luta contra a PEC 55, Medida Provisória 746 e contra a Reforma da Acreprevidência. O encontro contará com a participação de estudantes, líderes sindicais da educação, líderes sindicais rurais, estudantes, professores, presidentes de bairros, deputados estaduais e federais.


“Criaremos esse comitê para ganharmos força e lutar de frente contra essas medidas. Farei o possível para mobilizar os deputados federais em Brasília, precisamos ir à luta não podemos permitir que setores importantes como segurança, saúde e educação sejam prejudicados. A reforma da Acreprevidência também precisa ser mais bem debatida e para isso precisamos nos unir”, concluiu.


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