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Enchente cria fogueira das vaidades entre os políticos acreanos

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Nem a tragédia que se abateu sobre milhares de famílias do Acre com as alagações dos rios acalmou a sanha de querer aparecer de alguns políticos. Parece que o desastre se torna um cenário ideal para falsos heroísmos. Alguns querem mostrar que estão fazendo mais que os outros. Tocam as trombetas bem alto esquecendo da máxima de Jesus Cristo de que a mão esquerda não deve saber o que a direita está fazendo. A gente abre os sites e jornais e políticos de situação e oposição aparecem em fotos dentro da água ou em canoas como salvadores da pátria. Para completar o quadro das fogueiras das vaidades até a anunciada visita do ministro da Integração Gilberto Occhi, nesta sexta, dia 27, para ver de perto a enchente do Acre gerou polêmica. Tanto o senador Jorge Viana (PT) quanto o senador Gladson Cameli (PP) se colocam como os pais da visita ministerial. Occhi é filiado ao PP de Cameli e Viana é vice presidente do Senado. Vai saber quem influenciou mais a decisão do ministro de vir ao Acre.


Mandou bem
Em relação a essa polêmica acho que mais coerente foi a postura do deputado federal Raimundo Angelim (PT). “É importante a vinda do ministro, mas o que me preocupa e o que a gente quer são respostas efetivas,” disse ele.


A eterna partidarização do Acre
O prefeito de Brasiléia, Everaldo Gomes (PMDB), reclamou aos deputados estaduais, que estiveram no município. Ele afirma que o governador Tião Viana (PT) apesar de estar estado lá durante a enchente não se encontrou com ele nenhuma vez.

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Uma coisa é uma coisa
Claro que Everaldo não queria ser visitado para salamaleques. Mas debater soluções para a situação trágica no município. Obviamente que ações conjuntas entre o Estado e o município seriam mais efetivas. É uma questão de diplomacia e parceria necessárias nessa hora do apuro.


Recursos virtuais
O prefeito argumentou com os parlamentares que o Governo anuncia a liberação de recursos vultuosos e cestas básicas para os flagelados da enchente. O dinheiro ainda não chegou e Everaldo é cobrado nas ruas pela população desesperada.


Cobrou?
A deputada Eliane Sinhasique (PMDB) levou à tribuna da ALEAC a reclamação do presidente da Associação Comercial de Brasiléia, Joaquim Lira. O empresário diz que na enchente de 2012 o Governo do Estado se comprometeu a isentar os comerciantes de pagar o ICMS. Segundo ele isso não aconteceu.


Ou isentou?
O líder do Governo, deputado Daniel Zen (PT), garante que uma lei isentou o ICMS apenas das mercadorias que foram danificadas pela enchente de 2012. Mas  em Brasiléia, no momento em que o presidente da Associação reclamou da cobrança, nenhum deputado da base governista falou nada.


Bola fora
O deputado estadual Raimundinho da Saúde (PTN) levantou a questão da maioridade penal na ALEAC. Só esqueceu que o tema não é de fórum estadual. Quem pode legislar sobre isso são os deputados federais e senadores.


Livre expressão
É evidente que qualquer deputado pode levar o assunto que quiser à tribuna da Casa. Mas num momento em que o Acre se afoga nas águas dos rios e está cheio de problemas debater algo fora do fórum pertinente é realmente uma perda de tempo.


Disputa “quente”
A base governista da ALEAC viveu a sua primeira contenda interna. Na sessão de quarta-feira, 25, eram para serem anunciados os membros das comissões. Mas tanto Daniel Zen quanto o deputado Jenilson Leite (PC do B) querem ser presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).


Mineirice
O presidente da ALEAC, deputado Ney Amorim (PT), deu um tempo para as coisas se aclararem e vai anunciar a decisão da presidência da CCJ, na quinta, 26. A deputada Eliane Sinhasique também tem pretensões de assumir o cargo.


Ou isto ou aquilo
O deputado Jairo Carvalho (PSD) precisa definir em que time vai jogar na ALEAC. O seu pronunciamento na sessão de quarta, 25, tinha ingredientes governistas acentuados. Ao falar das enchentes elogiou o tempo todo as ações do governador Tião Viana (PT).

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Triste sina de Petecão
Os deputados estaduais eleitos pelo senador Petecão (PSD) parecem se encantar facilmente com o poder. A ex-deputada Marileide Serafim (PSL) mudou de lado um ano depois de assumir. E Jairo pode ir pelo mesmo caminho.


O início do karma
Quando Petecão era presidente da ALEAC tinha como seu principal aliado o ex-deputado Luiz Tchê (PDT). Quando ele saiu da FPA, Tchê não o acompanhou para a oposição. Afora uma rápida aventura de poucos dias na oposição, Tchê se manteve fiel à FPA.


Bancada de cinco que vale por um
O PT conseguiu eleger cinco deputados. Mas ouvindo os discursos da tribuna da ALEAC parece que apenas um fala com coerência por todos, Daniel Zen. Ney Amorim (PT) é presidente da Casa e, os outros três parecem inseguros nos seus pronunciamentos.


Matando saudades
Os ex-deputados Zé Vieira (PSDB), Eny Lima (DEM) e Tarcísio Pinheiro estavam no Salão Azul na sessão desta quarta, 25. Trocavam ideias e lembranças dos tempos em que foram deputados estaduais. Eny que conseguiu se consagrar com o seu bordão, “A culpa é do PT”, agora, é conselheiro do filho deputado estadual Wendy Lima (DEM). É aquela história, depois que alguém deixa de ser político com mandato nem um ventinho fresco mais bate nas costas.


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