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Bittar recebe apoio de Fernando Henrique Cardoso na disputa pelo governo do Acre

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Presidente do PSDB no Acre e pré-candidato do partido ao governo do Estado, o deputado Marcio Bittar se reuniu na terça-feira, 3, em São Paulo,  com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e recebeu dele apoio incondicional na eleição de outubro.  “O Acre tem todas as condições de avançar. Mas há momentos que para avançar realmente, é preciso dá uma sacudidela. Mudar. E o Márcio Bittar significa mudança. É um homem experiente e comprometido com seu povo”, afirmou Fernando Henrique Cardoso. Na conversa, Bittar comunicou oficialmente a FHC sua disposição de concorrer ao governo acreano.

Durante o encontro, que se estendeu por mais de uma hora e foi acompanhado pelo deputado estadual Major Rocha (PSDB), Fernando Henrique Cardoso recebeu o Título de Cidadão Acreano concedido pela Assembléia Legislativa do Acre. A comenda foi sugerida por Rocha, para, segundo ele, “reconhecer o trabalho daquele (FHC) que, durante seus dois mandatos de presidente da República, foi parceiro dos governos do Acre e ajudou tirá-lo do isolamento em que se encontrava”. Rocha ainda lembrou que foi FHC quem liberou os recursos para a construção das BR-364 (Rio Branco a Sena Madureira), da BR-317 (Rio Branco a Assis Brasil), e o Canal da Maternidade, além de outras obras importantes para os acreanos.

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Ao receber o título, Fernando Henrique lembrou a Rocha e a Marcio Bittar ter “uma ligação próxima e afetiva com o Acre”.  Disse que essa relação é de cunho pessoal, já que sua mãe, Nayde Silva Cardoso, nasceu no Amazonas, estado vizinho ao Acre. Quando presidente da República (1995-2003), FHC deu atenção especial ao Acre – apoiou os governos de Orleir Cameli (já falecido) e do petista Jorge Viana – e esteve em visita oficial em Rio Branco, Cruzeiro do Sul e Xapuri.

“Tenho uma ligação direta com o Acre. E também tive a satisfação de ajudar o Estado a sair de um isolamento muito grande. Agora, espero que o Acre avance mais”, ressaltou Fernando Henrique no bate-papo com Marcio Bittar e Major Rocha. Na conversa, Bittar agradeceu o apoio de FHC à sua pré-candidatura e expôs suas propostas para governar e mudar o Acre.  Também expressou ao ex-presidente sua preocupação com o narcotráfico na Amazônia, notadamente na fronteira com o Acre, a construção da ponte do Rio Madeira, na BR-364, trecho Porto Velho-Rio Branco, para tirar o Estado definitivamente do isolamento, e as saídas para impulsionar o efetivo crescimento socioeconômico do Estado.

Segundo Bittar, o ex-presidente Fernando Henrique lhe assegurou que num provável governo Aécio Neves, “o Acre continuará a receber atenção especial, a exemplo do que ocorreu no seu governo”.  Ainda de acordo com Bittar, FHC demonstrou grande entusiasmo com a candidatura de Aécio à Presidência da República, e a sua ao governo acreano. “Sai do encontro com ex-presidente Fernando Henrique com mais vigor e vontade para a disputa de outubro”,  enfatizou Marcio Bittar.

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Cotidiano

Prefeituras do Acre recebem nesta quarta (10) R$ 27,5 milhões do 1º FPM de março

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Será creditado na próxima quarta-feira, 10 de março, nas contas das prefeituras brasileiras, o repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) referente ao 1º decêndio do mês, no valor de R$ 3.874.308.905,83, já descontada a retenção do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

Em valores brutos, incluindo o Fundeb, o montante é de R$ 4.842.886.132,29 O primeiro decêndio sofre influência da arrecadação do mês anterior, uma vez que a base de cálculo para o repasse é dos dias (20 a 30 do mês anterior).

Para as 22 prefeituras do Acre estão destinados R$27.568.541,29 em valores brutos, segundo a Confederação Nacional dos Municípios. Esse 1º decêndio, geralmente, sempre é o maior do mês e representa quase a metade do valor esperado para o mês inteiro.

De acordo com os dados da Secretaria do Tesouro Nacional o 1º decêndio de março de 2021, comparado com mesmo decêndio do ano anterior, apresentou crescimento de 27,02%.

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Acre

Acre vacinou apenas 3,37% da população contra a Covid-19

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O Estado do Acre já aplicou cerca de 30.223 doses de vacinas contra Covid-19 até esse domingo (7). Desse total, 25.266 vacinas foram aplicadas durante a primeira dose, representando 2,82% de imunizados. Outros 4.957 vacinas foram usadas para a segunda dose, acrescentando mais 0,55%. Ao todo, os 22 municípios acreanos já imunizaram o equivalente a 3, 37% da população.

Os números foram atualizados nesse domingo pelo Consórcio de veículos de imprensa, com dados da secretaria estadual de Saúde (Sesacre). Até agora, o Acre recebeu 79.360 doses de imunizantes contra o coronavírus. O Acre registrou nesse domingo, 7, mais 218 casos de infecção por coronavírus fazendo com que o número de infectados saltasse para 60.288.

Mais 10 notificações de óbitos foram registradas, fazendo com que o número oficial de mortes por Covid-19 subisse para 1.063 em todo o estado.

Até o momento, o Acre registra 163.436 notificações de contaminação pela doença, sendo que 102.589 casos foram descartados e 559 exames de RT-PCR seguem aguardando análise do Laboratório Central de Saúde Pública do Acre (Lacen) ou do Centro de Infectologia Charles Mérieux. Pelo menos 51.502 pessoas já receberam alta médica da doença, enquanto 336 pessoas seguem internadas.

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Acre

Tereza: Mulher e Nortista

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“O sertanejo é, antes de tudo, um forte”.

“Sertanejo”. Muitos tomaram essa locução de Os Sertões e, achando que podiam melhorá-la, tornando-a, assim, mais significativa daquilo, ou daqueles, de que(m) Euclides da Cunha verdadeiramente falava, comutaram o vocábulo original por “nordestino”. Não soou, mesmo, algo fora do lugar. Ora, se o todo – neste caso, o livro – é aquilo a que chamamos “obra aberta”, de apropriação coletiva e, pois, dado à mais ampla interpretação, por que não o seria também a parte, isto é, cada uma de suas sentenças?

“O nordestino é, antes de tudo, um forte”.  Quem seria capaz de o negar?

Não pesquisei, nem o farei, mas imagino que essa versão deva contar, hoje, com mais “entradas” (e talvez até “resultados”) nos mecanismos de pesquisa da Internet do que o arranjo original.

Quero, no entanto, propor um passo novo – que, por avanços que tenhamos cometido, ainda não demos –, na forma de duas alternativas: “a sertaneja é, antes de tudo, forte”.  Ou, o que também me agrada, “a nordestina é, antes de tudo, forte”. Contrario-me e vou além, numa terceira variação: “a nortista é, antes de tudo, forte”.

Penso que assim vou me aproximando, muito modestamente, do que Euclides da Cunha efetivamente quisera pronunciar. Porque ele certamente não excluiria de tão bem rematada síntese o homem nortista. Não apenas porque, na genealogia, descendente direto, e herdeiro, da fibra, da coragem e da bravura do nordestino; mas também porque as lutas do nortista se mostram ainda mais duras, pois desgraçadamente anacrônicas, em pleno século XXI, que aquelas travadas, no passado e mesmo no presente, por seus ascendentes, por assim dizer.

E tudo quanto digo sobre o homem nordestino e o homem nortista se aplicam, e se aplicam ainda mais, à mulher nortista – brava, forte, corajosa, persistente e, para usar um vocábulo da moda, “resiliente”. Penso que o autor de Os Sertões me daria sua benção.

Tive a honra de conhecer uma dessas mulheres.

Tereza Lima de Souza Barreira: mulher, esposa, viúva, mãe, trabalhadora e trabalhadeira. Nascida no seringal, sem berço e sem instrução. Se existe um chamado “Brasil profundo”, D. Tereza veio de um país ainda mais profundo e incógnito – o interior perdido do Amazonas.

Nortista. Adicionar que também “brava”, “corajosa” e “forte” soa redundante.

Muito cedo, D. Tereza se casou; muito cedo lhe rebentaram os filhos e, também muito cedo, Deus lhe recolheu o marido, deixando-a, praticamente uma menina, na casa de seus brevíssimos dezenove anos, sozinha, com quatro bocas e respectivos pandulhos para alimentar e encher.

“Tereza no velório do marido Raimundo Galdino, junto a seus 4 filhos, por volta de 1972, Vila Ivonete, Rio Branco-AC” – Foto: Arquivo

Já não estava sequer em sua terra, mas numa Rio Branco inóspita, que nada lhe devia, nem mesmo um sorriso ou um afago nas costas – para onde fora em busca de dar à prole a educação que não tivera para si.

Sem saber riscar o próprio nome, D. Tereza bem poderia ter, como a muitas ocorreu, desandado na vida. A dignidade, a fibra, enfim, a “força sertaneja e nortista” que lhe percorriam as veias, não o permitiram.

Foi trabalhar em casa de família, onde fazia de “um-tudo”; e, assim, criou, e criou muito bem, os filhos que teve. Só pôde contar, na empreitada da vida, com os próprios genitores e alguns irmãos, a dividirem com ela a pobreza que na família fartava, sobejava.

Tereza criou os filhos e fez deles gente. Souberam mais, muito mais que desenhar ou assinar nomes. Todos estudaram e, embora seja isso um “lugar comum”, venceram na vida justamente pelo estudo.

Um dos filhos tornou-se procurador de justiça do Ministério Público do Acre, feito para poucos.

“Diga-me com quem jantas e eu te direi quem tu és”.

Certa vez, tive privilégio de levar D. Tereza para um jantar em Brasília. Fomos a um restaurante da moda, com certo garbo. Chamei o garçom e lhe pedi dois cardápios. Pus um diante dela, que logo o baixou na mesa e me disse: “pode escolher por mim, meu filho. Não vou conseguir ler. Esqueci meus óculos no hotel”.

Eu então não sabia que ela, por motivo outro – a desgraça do anacronismo socioeconômico que ceifa, no nascedouro, o futuro de brilhantes nortistas, homens e, principalmente, mulheres –, não podia ler. Em sua altivez, no entanto, não me permitiu que eu o percebesse.

Não por constrangimento ou vergonha, eu sei; mas, de alguma forma, para me preservar, o que ela entendia que lhe cabia fazer.

Ao final daquele jantar, e em razão da companhia distinta que tive, senti que podia ser um pouco mais do que o pouco que me julgava. D. Tereza, mulher, nortista, brava e forte, ao cear comigo, havia conseguido me elevar.

“Pelos frutos, conhecereis a árvore”.

Basta procurar nas Escrituras que nela se encontrará – está, aliás, em dois evangelistas, Lucas e Mateus: não se deve esperar uvas de espinheiros nem figos de abrolhos.

Prefiro, porém, uma outra fonte, igualmente rica, mas mais singela, da Doutrina que acolhi e me acolheu: “Laranjeira carregada de laranjas boas; assim são algumas pessoas”.

Tereza foi essa árvore. Sei disso, entre outras coisas, porque lhe conheço, justamente, os frutos.

Além do Bojador e da dor, o repouso de uma nortista

Conheci poucas pessoas com a alegria de viver de D. Tereza. Isso estava no olhar, na escolha das palavras, no modo de enfrentar a vida, nos simples atos de cozinhar e de cuidar da casa.

Nos últimos meses, a matéria, a densa matéria, passou a lhe pesar muito sobre os ombros, cobrando-lhe um preço altíssimo para cada passo ou respiração dados. Aos poucos, foram-lhe sendo tirados a energia, a graça, os risos – que deram lugar a demasiado sofrimento. Ninguém merece passar por isso, um quase perder-se de si mesmo; merecia menos ainda D. Tereza.

Os filhos cuidaram como puderam – e mais. Um, em especial, fez tudo, ou mais, o que podia. Avançou com a medicina até onde essa foi capaz, seja como ciência, seja como arte.

Tereza precisava, no entanto, de descanso. Fora uma vida inteira de batalhas muitas. Deus o permitiu, impedindo que o suplício se prolongasse muito além do necessário. Foi-se, na última semana de fevereiro, isenta de aflição, levando consigo a certeza de que a descendência ficou muito bem encaminhada.

O legado de D. Tereza é o espólio de todas as mulheres: a bravura, a coragem e a fibra que lhes são inerentes e não podem ser tolhidas nem roubadas. Especialmente, da mulher sertaneja, da mulher nordestina e da mulher nortista, forte entre as mais fortes.


Por Rogério de Melo Gonçalves – Consultor Legislativo do Senado Federal, Mestre em Direito do Estado.

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Coluna do Astério

É pouco, mas é com amor; a oferta da viúva

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A Diocese de Rio Branco recebeu uma doação de R$ 2,00 enviada por carta da cidade de Barretos, interior de São Paulo. Dentro do envelope havia um bilhete: “É pouco, mas é com amor. Deus abençoe”. Só manda uma carta de tão longe para socorrer necessitados no Acre quem é pobre, tem uma fé pura, inocente, ingênua e um coração limpo.

Em seu livro “Uma confissão”, o escritor russo, Leon Tolstoi, diz que os verdadeiros cristão são os pobres que, na Rússia de sua época, eram os “mujiques”, trabalhadores paupérrimos dos campos sob o domínio dos czares. Tolstoi era rico, frequentou a alta sociedade intelectual russa, festas soberbas, orgias. Depois passou a buscar sentido para a existência.

Certa feita na sinagoga de Cafarnaum, vilarejo às margens do Mar da Galileia, Jesus e seus discípulos observavam as pessoas contribuindo. Os ricos davam grandes somas. Porém, uma mulher pobre, viúva, doou duas moedas. Jesus disse:

“Essa mulher deu mais do que todo mundo, os ricos dão do que sobra e ela está entregando tudo o que possuiu”.

A pessoa que mandou R$ 2,0 para a Diocese ajudar os pobres deve ser pobre. Talvez mulher e viúva. Se não for, mas tem o mesmo espírito da viúva de Cafarnaum. Uma mujique que o autor aristocrata de Guerra e Paz, Anna Karenina, Ressurreição e a Morte de Ivan Ilitch tanto invejava.

“Na vida só há um meio de ser feliz, viver para os outros; a alegria de fazer o bem é a única felicidade verdadeira”. (Leon Tolstoi)

Tome cloroquina

Quem acha que tomar cloroquina resolve o problema da Covid-19, tome cloroquina com seu dinheiro. O que não pode é usar dinheiro público para iludir a população quando o fabricante do medicamento está dizendo que não funciona.

A fatura vem…

Todos aqueles que ocupam funções públicas, que estão no poder e acham que podem tudo um dia a fatura chega. O poder é passageiro, efêmero nas mãos dos homens. O ministro da Saúde, general Pazuello, por exemplo, já está com o CPF todo enrolado no TCU por conta de cair na conversa fiada de que cloroquina é a solução para o coronavírus.

Briga besta

A briga entre o governo e a bancada federal é a coisa mais sem sentido dos últimos acontecimentos políticos. Como dizia o Pedro: “Se juntos já não somos fortes, desunidos não somos nada”.

Ciro Facundo

Trabalhei com o então advogado Ciro Facundo como auxiliar de escritório em 1978. Criminalista, sua banca de advocacia ficava na avenida Marechal Deodoro, no prédio da Acrevelinda (concessionária da Volkswagen, do Francisco Diógenes) onde hoje é o banco Itaú. Trabalhavam juntos Zé de Souza (seu cunhado) e Fernando Gallo. Jorge Araken, Ciro Facundo faleceram…o Acre perdendo sua memória. Luto!

. Faxineiras, auxiliares de enfermagem, técnicas, enfermeiras, psicólogas, médicas, especialistas e todas as mulheres que estão lutando nos hospitais para salvar vidas, neste oito de março, todo meu reconhecimento e respeito.

. Tempos difíceis!

. A ciência tenta entender por que as pessoas não estão temendo mais a pandemia da Covid-19, se o medo é um instinto de sobrevivência básico.

. Cansaço, fadiga, fatalismo e cegueira, falta de entendimento!

. Muitas estão sendo iludidas pelo discurso político do “não tem jeito mesmo”.

. A vacina resolve o problema a médio e longo prazo; se o governo federal tivesse se preocupado em adquirir vacina no início não teríamos essa carnificina.

. Quem ama, cuida!

. Não adianta falar em Deus o tempo todo se não tem amor; é como o som do sino no pé da lata.

. Blem! Blem! Blem! Blem!

. Os criminosos atiram a ermo agora, não querem nem saber quem está na frente. Se são “pareceiros” deles ou não!!

. Misericórdia, Senhor!

. As chuvas estão “raliando”, chuva de manga, o pior já passou.

. Bom dia!

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Bombando

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