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Opinião: Nariz de palhaço

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Ilis Sandro Ambrósio

Conforme sabemos, tudo começou quando a legislação obrigou as concessionárias de TV a adequarem sua programação conforme o fuso. Grandes, senão a maior, das redes de TV, como a Globo, alegarem que perdiam muito dinheiro, justamente porque os anunciantes já não pagariam valores integrais por propaganda que não abrangesse todo o território, sem falar nas inserções locais, que teriam horários diferentes. Aliado a isso, afirmava (a Globo) que a programação gravada seria passada à população local por dois meios: ou a transmissão local, ou a transmissão (gravada) via satélite. Ambas as opções demandavam mais custos e consequente redução de lucros, sobretudo porque alugar outra banda no satélite não é uma coisa exatamente ‘barata’, mesmo nas mãos das concessionárias de TV.

Após esse ‘imbróglio’ de cunho capitalista, a Globo usou de seu poderoso lobby junto às nossas casas legislativas, e ‘restou’ ao congressista (à época) Tião Viana elaborar e cuidar do projeto que faria a alteração do fuso (para ficar, pelo menos, igual ao de Rondônia, local onde poderiam dividir menos perdas de lucros, as transmissoras de TV).

Conforme sabemos, foi dada pouquíssima divulgação a tal projeto, tanto que em 2008, quando o horário foi mudado, a maior parte da população foi pega de surpresa. Em síntese, estava feita a ‘vontade’ da Globo.

A bem ou mal, outros congressitas, fosse com interesse de cunho político, vaidade, ou o que seja, o político Flaviano Melo, encampou o ‘referendo’. De início, os lobbistas da Globo (se é que assim seja verdade) apostaram na ‘cegueira’ popular, e era uma via para legitimar o ‘novo’ fuso.

Contudo, essa parte da novela, todos já sabem: o referendo deu ‘NÃO’, e ‘sujou’ os planos da ‘plim plim’.

Iniciou-se, então, todo tipo de manobra para evitar a implementação do horário antigo, ou, por assim dizer, a vontade do povo’, em nossa democracia ‘tupiniquim’.

Ocorre, no entanto, que se foi iniciado um empurra-empurra sem tamanho (e sem vergonha). O primeiro passo foi a própria Abert, dizem, ‘informar’ ao senhor presidente do Senado, Sr. Sarney, de que acaso desse prosseguimento ao decreto legislativo, iria às últimas instâncias para torná-lo sem efeito, já que, em tese jurídica, somente uma lei pode revogar outra. Até aí, uma certa coerência, pois ainda que demorasse duzentos anos, um projeto de lei tende a se efetivar, ainda mais tendo por base a ‘vontade do povo’ concretizada em referendo.

E, a partir daí, sabemos o que aconteceu. O projeto andou a passos quase retrógrados, e quando o congressista Taques (do MT !?!?!?!), enfim, elaborou projeto que pretendia devolver o horário antigo. Ledo engano… Se já não bastassem os lentos passos, uma congressista do Amazonas (não vamos citar ‘Graziotin’) e outro do Pará resolveram ‘inserir’ suas respectivas unidades federativas no mesmo ‘projeto’. Aqui surgia algo nebuloso: o projeto elaborado por Taques mencionava apenas o Acre, o que, em tese, estaria perfeito, posto que estava tudo, também, perfeitamente, embasado por um referendo, uma das mais diretas expressões da vontade popular. No entanto, com a inserção do Amazonas e Pará, alguém deveria ter percebido (diga-se, pelo menos, a CCJ) de que o projeto estava, de fato, contaminado.

Ah… daqui extrai-se uma conclusão, no mínimo, muito confusa (e vergonhosa): ou a CCJ não sabe o que faz, ou, desde cedo, já havia manobras inescrupulosas em ‘melar’ tudo ao final (como de fato, sabemos, aconteceu).

Pois bem: o recente capítulo, todos nós já sabemos. Após passar por trocentas pessoas (incluídos os nossos representantes congressistas), ninguém viu a ‘afronta’ ao interesse público. Ou, se viam, silenciavam, e aguardavam (às risadas nos bastidores) o desfecho, com direito a nariz de palhaço em todos aqueles que foram ao referendo dizer o estrondoso ‘NÃO’ ao lobby de quem quer que se beneficia do horário atual. O nariz de palhaço, a grosso modo, está em todos os acreanos (sim, porque o referendo, vontade ‘do povo’, pode agora ser ‘relativizada’ – um perigoso precedente, já que quando as urnas forem contra a interesses particulares, pode-se ‘enrolar’ a população).

Sobre o veto: sabemos que o veto pode ser parcial, o que, no caso do projeto de lei do fuso horário do Acre, era só excluir o Amazonas e o Pará (já que não tiveram referendos). Mas.. pasmem… foi vetado em sua integralidade. Pasmem! Pasmem!

Agora.. vem a parte mais incrédula: ainda que um projeto de lei tenha sido enviado pelo executivo às ‘nossas’ casas legislativas federais, só vai ocorrer qualquer movimento desse projeto a partir de fevereiro. Se já não bastassem as manobras que vão surgir, vimos, recentemente, que o senador bionico, Sr. Anibal Diniz, já conta com um plebiscito nas eleições municipais de 2012! Pasmem de novo! E pelo andar da carruagem, é isso que vai acontecer, porque vão inventar todos os entraves possíveis ao andamento do projeto, e vão acabar empurrando para outro referendo. Detalhe: o plebiscito (como assim foi chamado pelo biônico senador) será no Acre também! (em suma, o referendo de 2010 foi a coroação de qualquer acreano, com um enorme nariz de palhaço).

Acre

‘Pai me dá um real’ é levado para atendimento especializado no PS

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A prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos (SASDH), vem realizando alinhamento e desenvolvendo estratégias com a rede de atendimento e os órgãos competentes da justiça, para que o Serviço Especializado para Pessoas em Situação de Rua seja efetivado de maneira eficaz.

Na tarde dessa quinta-feira, 27, equipes realizaram ação fruto de uma articulação e integração da rede que resultou na internação do senhor Ivanildo Barata, conhecido como: “Pai me dá um real”. Ele foi levado ao Pronto-Socorro e recebeu atendimento especializado de toda a rede.

Ações como internações, atendimentos médico e social, acolhimento, vacinação, alimentação, fortalecimento de vínculos interpessoais e familiares, entre outros, são realizados diariamente pelas equipes de abordagem social do Centro POP, vinculado a SASDH e Consultório de Rua que é um dos serviços da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa).

As ações têm a coordenação da diretora de Assistência Social da SASDH, Keilla Carvalho, em parceria e acompanhamento do NATERA (MPAC).

Algumas ações também são integradas com SAMU, HUERB, Equipe do Leito de Saúde Mental, Gabinete Militar e articuladas pela diretora de Direitos Humanos da SASDH, Rila Freze, que acompanha pessoalmente as intervenções.

“É nosso dever e obrigação dispensar à todas as pessoas proteção e dignidade. Essa é uma bandeira do prefeito Tião Bocalom e da vice-prefeita e secretária da SASDH, Marfisa Galvão, e não seria diferente com as pessoas em situação de rua, que estão em extrema vulnerabilidade social, por diversos fatores”, frisou Rila Freze.

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Acre

Focos de queimadas aumentaram 380% em janeiro de 2022

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Entre os dias 1º e 27 de janeiro de 2022, o número de focos de queimadas detectados no Acre aumentou 380% em relação ao mesmo período do ano passado. Foram 24 registros ocorridos neste ano, contra apenas 5 do ano passado.

Os dados são do satélite de referência Aqua Tarde do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e disponibilizados por meio do Programa Queimadas, plataforma que mostra o andamento das queimadas em todo o país e tem atualizações diárias.

Esse é o maior número de focos de incêndio registrado em um mês de janeiro no Acre desde o começo da série histórica do INPE, que se iniciou em 1998. O dado é incomum para a época do ano, que é a mais chuvosa no estado.

O Acre fechou o ano de 2021 com 8.828 focos de queimadas, o quarto pior índice da história, mas com uma redução de 4% em comparação ao ano anterior. O município de Feijó foi o que mais registrou incêndios no ano, com 1.520 focos.

Outros estados da região Norte tiveram grandes aumentos de focos de queimadas nos primeiros 26 dias do mês de janeiro. Roraima foi o que chamou mais a atenção com uma elevação de 752% – foram 38 focos detectados em 2021 contra 324 deste ano.

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Acre

Megaoperação cumpre 126 mandados em cinco cidades

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O Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), deflagrou na manhã desta sexta-feira, 28, em parceria com a Polícia Militar e a Secretaria de Segurança Pública, deflagrou a Operação Tempestade, visando cumprir 126 mandados expedidos pela Vara de Delitos de Organização de Criminosa.

Essa é uma das maiores operações do Gaeco nos últimos anos, e a sua origem se deu a partir da análise de documentos apreendidos em operação anterior, quando foram identificadas lideranças da organização criminosa “Comando Vermelho” com alto grau hierárquico, responsáveis pelos núcleos de cadastramento, contabilidade, e pagamento de “biqueiras” (pontos de venda de drogas).

Estão sendo cumpridos 81 mandados de prisões preventivas e 45 mandados de busca e apreensão em Rio Branco, bem como nos municípios de Sena Madureira, Porto Acre, Brasiléia, e Cruzeiro do Sul. Também há mandados a serem cumpridos nos presídios Francisco de Oliveira Conde, na capital, Moacir Prado, em Tarauacá, e no Complexo Anísio Jobim, em Manaus (AM).

Ao todo, mais de 150 policiais militares foram empregados na realização da Operação Tempestade, incluindo o apoio da Secretaria de Justiça e Segurança Pública, com emprego do Grupo Especial de Fronteira (Gefron) e do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), além de promotores de Justiça do Gaeco e servidores do MPAC.

Operação Tempestade

O nome da Operação foi escolhido devido à magnitude da área de cumprimento dos mandados, incluindo diversos municípios do Acre, com extensão de Rio Branco a Cruzeiro do Sul, além do que, o período da deflagração corresponde àquele propenso para maior possibilidade de chuvas fortes no estado.

(Ascom/MPAC)

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Acre

Motoristas de ônibus ameaçam cruzar os braços na próxima semana

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A situação do transporte público de Rio Branco pode ficar ainda pior. Os motoristas de todas as empresas que operam nos sistema da capital acreana ameaçam cruzar os braços a partir da próxima terça-feira, 1 de fevereiro.

Um grupo de profissionais, que prefere não se identificar com medo de retaliações, procurou o ac24horas para demonstrar a insatisfação com a condução dos trabalhos após a prefeitura assumir o controle do sistema de transporte público.

Os motoristas relatam que estão perdendo dinheiro, já que a prefeitura afirma que vai se responsabilizar apenas pelo salário, sem vantagens. Na prática, isso representa perda de diversas vantagens que agregam ao salário no final do mês. Um motorista que ganhava 4 mil reais por mês, pelas contas dos profissionais, vai receber metade do valor apenas. “Eles estão querendo tirar todas as nossas vantagens que são legais como anuênio, ticket alimentação e outras coisas. Não vamos aceitar”, diz um dos motoristas.

Uma outra reclamação é em relação a entrega da cesta básica. “Os motoristas da São Judas Tadeu, Via Verde e Floresta vão aderir ao movimento de paralisação porque a prefeitura não está assumindo o compromisso de pagar nossas gratificações e nem a nossa cesta básica. Se a gente não tiver uma resposta até segunda-feira, vamos parar tudo”, afirma um motorista.

O ac24horas procurou a prefeitura de Rio Branco. Anízio Alcântara, superintendente da RBTrans, falou sobre as reivindicações dos motoristas. “Foi criado um grupo da área jurídica da prefeitura para tratar essas questões. É preciso saber até onde a prefeitura, como poder público, pode ir e onde é competência da iniciativa privada. Esse grupo deve se reunir hoje e logo que tivermos uma posição, vamos informar aos motoristas”, disse.

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