Com 12,65 metros na tarde desta sexta-feira (16), o rio Juruá, em Cruzeiro do Sul, está a 35 centímetros da cota de transbordamento, que é de 13 metros no município. A água já atingiu quintas nos bairros da Lagoa, Miritizal e Várzea, mas nenhuma residência foi alagada, e não houve necessidade de retirada de moradores.
Prefeitura e Governo do Estado já estão mobilizados, com levantamento de pessoas, veículos, barcos e outros equipamentos que poderão ser usados para assistência às famílias em caso de alagamento. Nesta sexta, o prefeito Zequinha Lima e o secretário adjunto de Segurança do Estado, coronel Evandro Bezerra, lideraram uma reunião de alinhamento e planejamento das ações de resposta à inundação do manancial.

Foto: Ascom
O encontro aconteceu na Coordenação do Centro Integrado de Comando e Controle no Juruá (CCICCJ/SEJUSP) e contou com a participação do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Exército Brasileiro, Marinha do Brasil, Polícia Penal, Ministério Público, Detran, Deracre, além das secretarias de Saúde e Educação e demais órgãos estaduais. Cada instituição apresentou suas possibilidades de apoio, especialmente no que se refere à disponibilização de veículos, embarcações, efetivo e estrutura operacional, colocando esses recursos à disposição da Defesa Civil Municipal.

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O prefeito Zequinha Lima informou que as escolas municipais estão prontas para servir como abrigos, e a Secretaria Estadual de Educação também disponibilizou, a princípio, as maiores unidades escolares, conforme a necessidade e a localização das primeiras famílias que precisarem ser retiradas.

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Zequinha destacou que Cruzeiro do Sul possui um plano de contingência elaborado desde o ano passado, o que facilita as ações de prevenção e resposta. Além disso, medidas preventivas, como a elevação de residências em áreas de risco, contribuíram para reduzir o número de famílias desabrigadas em cheias recentes. “Este é o momento de reunir todas as forças de segurança e órgãos parceiros para sabermos exatamente o que temos à disposição da Defesa Civil, garantindo uma resposta rápida e organizada caso seja necessária a retirada de famílias”, afirmou o prefeito.
O comandante do Corpo de Bombeiros em Cruzeiro do Sul, major Josadac Cavalcante, destacou que o monitoramento do rio é feito desde as cabeceiras, na fronteira com o Peru, com base em réguas fluviométricas e prognósticos meteorológicos, diante da previsão de chuvas acima da média para os próximos dias.
“Estamos levantando todo o material e efetivo disponíveis, deixando essa estrutura à disposição da Defesa Civil Municipal para garantir uma resposta rápida às famílias que possam ser afetadas durante o período de cheia”, afirmou o comandante.

O secretário adjunto de Segurança Pública, Evandro Bezerra, enfatizou que o alinhamento entre Estado, município e órgãos federais fortalece a capacidade de resposta diante de um possível cenário de inundação.
“Estamos alinhando informações e projetando nosso poder operacional, colocando toda a estrutura das forças de segurança, secretarias estaduais e organismos federais à disposição da Prefeitura de Cruzeiro do Sul”, destacou.

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Maior cheia foi em 2021
De acordo com dados da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros, em 2021 Cruzeiro do Sul enfrentou a maior cheia da história do rio Juruá, quando o nível chegou a 14,36 metros, deixando 259 famílias desabrigadas, acolhidas em 23 abrigos.


















