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Crianças vivendo nas ruas e a omissão de todos

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Após o debate sobre o crescimento do número de pessoas morando nas ruas, o Acre deve se dispor emergencialmente à situação dos menores que perambulam por aí ou são sumariamente exploradas na mendicância e delitos.


Uma prévia dessa crise humanitária e social foi exposta nesta terça-feira, 1.º de agosto, pelo deputado Pedro Longo. Da Tribuna da Assembleia Legislativa, o parlamentar pediu que ninguém faça vista grossa ou finja que nada tem a ver com o problema, pois batem à janela dos carros e à porta das casas.

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Tem sido cultural conviver e lidar com questões como essa, mas é preciso, conforme disse Pedro Longo, atuar para reduzir a chaga social que permite o avanço desse drama. Lugar de criança é na escola, a sociedade tem de deixar de tratar o assunto como se problema do Estado — e somente dele — o fossem meninos e meninas diariamente abandonados pelas famílias e o poder público.


Estão à mercê principalmente da criminalidade. O tráfico de drogas por muitas se impõe como um familiar concedendo abrigo e um grupo social. E dali é difícil tirar qualquer um que seja. Nesse contexto, o Estado deve ampliar as políticas voltadas para as famílias, a inclusão social, trabalho, renda e empoderamento para homens e mulheres não terem de ver suas crianças saindo às ruas, pedir esmolas, vender balas e ficar à mercê dos criminosos e mal-intencionados.


Não há sequer dados sobre a questão, tratada como tema de segunda categoria pelo governo do Estado e pelas prefeituras. Não há políticas, ações ou programas — mas há muito discurso. Nas redes sociais, os tais “representantes do povo” falam de coisas intangíveis, fora do contexto socioeconômico do Acre, como se criança mendigando nos semáforos fosse um assunto para depois.


É necessário que o Ministério Público, os poderes, organizações do 3.º setor e gestores governamentais comecem a atuar na questão. Como muito bem tem sido lembrado, o barril de pólvora no presídio Antônio Amaro foi abastecido muito antes da rebelião de fim de julho.
Um edifício condenado não desabada do nada. Ouvem-se estalos, aparecem ranhuras, rachaduras nas paredes e abalos nas fundações… nas ruas vê-se o fenômeno avançando perigosamente a cada esquina, em cada sinal… A hora de evitar uma nova tragédia é agora.


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