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Feijó, no Acre, se consolida como um dos campeões de queimadas do Brasil

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Famoso por produzir o melhor açaí do Acre, o município de Feijó, localizado na região central do estado mais ocidental da Amazônia, carrega nos últimos cinco anos uma marca indigesta para uma unidade da federação que possui forte vínculo histórico com a luta pela preservação ambiental.


De acordo com os dados Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), com base no satélite de referência AQUA Tarde, os índices de queimadas no município triplicaram entre os anos de 2018, quando foram detectados 839 focos, e 2022, que até o momento registra 2.417 ocorrências.


Esses números colocam Feijó no indesejável ranking dos 10 municípios brasileiros com os maiores índices de queimadas em meia década de registros do INPE, ocupando a 8ª posição, a mesma caso sejam considerados apenas os números referentes a 2022, entre janeiro e novembro.

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Os altos níveis de queimadas em Feijó tem relação direta com o desmatamento, uma vez que o município, no cenário estadual, também é o que mais desmata e degrada florestas. É uma situação que também cresce a cada ano, fomentando, consequentemente, o crescimento das queimadas.


De acordo com os dados da Plataforma Terra Brasilis, também do INPE, o município de Feijó possui a maior quantidade de alertas de desmatamento emitidos no período de 17 de novembro de 2021 a 17 de novembro de 2022, com 100.83 km² de área total abrangida pelos avisos.


Quanto às queimadas, o Acre já acumula, em 2022, o segundo maior volume desde que o INPE começou a fazer o monitoramento de focos ativos por estado, no ano de 1998. São 11.818 focos de queimadas no ano, quantidade inferior apenas à registrada em 2005, quando ocorreu o grande incêndio da Resex Chico Mendes.


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