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Diretoria da FIEAC leva ações e busca fortalecer industria no Juruá 

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Agenda incluiu reuniões com diversos setores, ordem de serviço para obras na Unidade Integrada SESI/SENAI e lançamento da oferta de testes de Covid-19 para empresas 

O presidente da Federação das Indústrias do Acre, José Adriano, acompanhado de diretores da FIEAC e presidentes de sindicatos industriais, esteve no início desta semana em Cruzeiro do Sul, com o objetivo de levar ações, levantar demandas e fortalecer o segmento industrial no Vale do Juruá. 

A agenda incluiu reuniões com empresários dos setores mineral, cerâmico, moveleiro, gráfico, panificação e alimentos. Outro importante compromisso foi a assinatura da ordem de serviço para reforma e ampliação de um módulo de laboratório da Unidade Integrada SESI/SENAI em Cruzeiro do Sul, bem como o lançamento da oferta de testes de Covid-19, a preço de custo, para industriários da região. 

O vice-presidente da FIEAC e presidente do Sindmineral, João Paulo Pereira, avaliou que a ida a Cruzeiro do Sul foi extremamente produtiva. “O Vale do Juruá é uma das regiões mais importantes do Acre e por isso precisamos estar sempre presentes não apenas com a estrutura física que já temos em Cruzeiro do Sul, mas também com nossos diretores. No setor mineral, por exemplo, tivemos reuniões em visitas anteriores e agora levamos retorno para algumas demandas que foram levantadas, além de ouvir necessidades urgentes”, pontuou o empresário. 

Já o presidente do Sindicato das Indústrias Cerâmicas do Estado do Acre, Márcio Agiolfi, disse que aproveitou a viagem para formalizar a filiação de três empresas do ramo ao (Sindicer-AC). “Isso é um marco, pois não havia até então nenhum empreendimento da região filiado ao Sindicer. Foi também uma oportunidade para discutirmos problemas ambientais que o setor está enfrentando. Os empresários ficaram muito entusiasmados e demonstraram satisfação de ver o empenho da FIEAC e dos sindicatos industriais para encontrar soluções para suas dificuldades”, frisou Agiolfi. 

Afonso Boaventura, presidente do Sindicato das Indústrias Gráficas do Acre (Sindigraf), comentou que, durante a passagem por em Cruzeiro do Sul, esteve em quatro empresas do setor gráfico em busca de novos filiados para fortalecer ainda mais o ramo. “É essencial valorizarmos as empresas da capital e também do interior. E esse é um esforço constante da FIEAC. Prova disso são esses testes de Covid-19, com preços totalmente acessíveis, que estão sendo ofertado pelo SESI às empresas do Vale do Juruá. Parabenizo ao presidente José Adriano e a todos os diretores da Federação pelo esforço que fazem para mitigar as adversidades impostas por essa pandemia”, salientou. 

Augusto Nepomucena, presidente do Sindmóveis, exaltou a parceria entre FIEAC, Sebrae e sindicatos industriais para atender demandas e necessidades dos setores cerâmico e moveleiro do Juruá. “Há muitas dificuldades nas questões relacionadas ao licenciamento ambiental, projeto de manejo, licença de operação e outras áreas. Nossa ideia é trabalhar com foco em todos esses entraves, em um esforço conjunto, para ajudar esses empreendedores do Juruá. Essa extensa agenda reforça que a FIEAC está cada vez mais empenhada em prol do desenvolvimento de Cruzeiro do Sul e demais cidades da região”, comentou Nepomucena. 

Coordenadora da FIEAC em Cruzeiro do Sul, a empresária Janaina Terças externou sua gratidão pela agenda. “Foi um início de semana muito importante para a indústria do Juruá. Agradecemos ao presidente Adriano e a todos os diretores por essas reuniões relevantes para o setor produtivo de nossa cidade, com destaque para o lançamento da obra de reforma Unidade Integrada SESI/SENAI. Além disso, o Sistema FIEAC também se mostra atento e sensível à toda problemática decorrente da pandemia ao disponibilizar testes de Covid-19 para empresas da nossa região a preço de custo”, assinalou.

Assessoria FIEAC 

Acre

Indígenas vão ao STF contra estrada que quer ligar Acre e Peru

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O líder indígena  Ashaninka, Francisco Piyãko e a coordenadora da  Articulação dos Povos Indígenas do Brasil – Apib,  Sonia Guajajara, se reuniram nesta terça feira, 22,  em Brasília, com o presidente do Supremo Tribunal Federal – STF, Luiz Fux.

Piyãko, que é coordenador da Organização dos Povos Indígenas do Rio Juruá – Opirj, afirmou a Fux, que  a construção da estrada entre Brasil e Peru, que vai de Cruzeiro do Sul a Pucallpa, cortando o Parque Nacional da Serra do Divisor, será um desastre para toda a região e vai atender somente  interesses políticos e empresariais, sem nenhum benefício para a população.

Ele diz que nenhuma consulta prévia foi feita às comunidades e que o local abriga uma das regiões de maior biodiversidade do mundo, além de passar por territórios de índios em isolamento voluntário no país vizinho. Piyãko explica que é preciso adotar  outras formas de desenvolvimento para a Amazônia, que não inclua estradas como esta.

“O desenvolvimento não pode ser pensado apenas a partir de uma estrada, existem outras formas de viver bem aqui na floresta. O que está ocorrendo nesta fronteira, é uma articulação entre os poderes brasileiros e peruanos para massacrar e destruir os povos tradicionais e acabar com a paz, naquele local. Nós estamos com os dias contados, diante de tudo que a gente enfrentou, esse pode ser o momento mais difícil de nossas vidas. Não conseguimos visualizar, como vai ser o futuro das próximas gerações no meio deste sistema devastador, que está chegando em nossas comunidades”, declarou.

Segundo a Assessoria de Comunicação da Associação Apiwtxa, o ministro Luís Fux se colocou à disposição das lideranças a fim de que se cumpra o direito indígena e contra a violação de direitos nos territórios. Confira na íntegra (https://apiboficial.org/files/2021/06/DOC-FUX-STF.pdf)

Protestos no Brasil e no Peru

Povos indígenas do Acre lançaram um manifesto se posicionando contra a construção da estrada, nesta semana. “Queremos escolher nosso modelo de desenvolvimento, com ações que melhorem a qualidade de vida e que sejam ao mesmo tempo sustentáveis, que se sustentam por muito tempo para que nossos netos e netas vivam bem”, cita o manifesto assinado por diversas organizações.

Atualmente, de acordo com Pyanko, a construção de outras estradas ameaça as comunidades indígenas e não indígenas na proximidade da Terra Indígena Kampa do Rio Amônia, do povo Ashaninka, na Aldeia Apiwtxa. Como as duas do lado peruano, ligando as comunidades de Nuevo Italia a Puerto Breu, cortando as cabeceiras de rios essenciais para os povos daquela região.

Imagens de satélite mostram cerca de cinco pistas ilegais, construídas ao longo da estrada UC-105, entre Nuevo Italia e Puerto Breu, em uma das regiões com maior produção de coca do Peru

No Peru, também existe luta dos povos tradicionais contra esses ataques. Berlín Diques, presidente da Orau (Organização Regional AIDESEP Ucayali), esteve na aldeia Apiwtxa, na última semana, para juntar forças e apresentar informações da situação em seu país. Ele afirma que quem está financiando as estradas são grupos ligados ao narcotráfico e a exploração madeireira.

“No ano passado, em plena pandemia da Covid-19, de abril de 2020 até fevereiro deste ano morreram seis líderes indígenas, de uma região de conflitos, somente por defenderem o território. Nós estamos sendo perseguidos pelas grandes máfias somente por defender o nosso território”, afirma Berlín.

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Acre

Governo promete vacinação e greve dos bancários é suspensa no Acre

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Em agenda na última segunda-feira (21), o deputado Neném Almeida (Sem Partido), junto com o presidente do sindicato dos bancários, Eudo Raffael, o diretor Nilton Admir, e o assistente social da instituição, Giovanny Kley, foram recebidos no Palácio Rio Branco pelo governador Gladson Cameli (Progressistas).

O propósito da reunião foi de construir um diálogo entre o governo e as pautas dos bancários, dando destaque para a vacinação de todos os trabalhadores de estabelecimentos bancários, assim como outros pontos defendidos pela categoria.

O parlamentar destacou que o governo se comprometeu em agilizar a vacinação prioritária dos profissionais, a categoria optou, por hora, em suspender a greve que seria deflagrada na última segunda-feira (21).

“Falamos da atuação dos bancários do estado na pandemia e das ações do sindicato em defesa de seus direitos. Destacamos a importância de se valorizar essa categoria tão essencial para a sociedade e ainda sobre a necessidade de estreitar a comunicação da classe com o governo”, pontuou Almeida.

Na oportunidade, também abordaram o governador sobre um processo promovido pelo governo contra o sindicato. Gladson se mostrou interessado em retirar o processo como sinal de boa fé e demonstração de que ele e sua equipe estarão de portas abertas para o diálogo e respeito às divergências de opiniões.

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Acre

Gladson vai investir R$ 13 milhões em auxílio para a Segurança

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O governador do Acre, Gladson Cameli (Progressistas), anunciou nesta terça-feira, 22, a continuidade do pagamento do auxílio emergencial temporário de saúde (ATS) aos profissionais da Segurança que estão trabalhando na linha de frente do combate ao coronavírus.

O valor individual do auxílio será de R$ 325 e vai ser inserido na conta dos trabalhadores por mais seis meses. Mais de 5,6 mil servidores efetivos e temporários atuantes nas instituições Polícia Militar (PM-AC), Polícia Civil (PC-AC), Corpo de Bombeiros Militar (CBM-AC), Instituto de Administração Penitenciária (Iapen) e Instituto Socioeducativo (ISE) serão beneficiados.

“O auxílio é a prova do nosso compromisso com os servidores e garantir a estabilidade para que possamos melhorar ainda mais a vida das pessoas”, garantiu.

O investimento com o pagamento do auxílio de julho a dezembro será de aproximadamente R$ 12,8 milhões. O auxílio foi instituído pela lei nº 3.631 e prorrogado por meio do decreto nº 7.363.

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Acre

Após quatro horas de protesto, indígenas liberam BR-364

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Povos indígenas liberaram por volta das 12 horas desta terça-feira, 22, a BR-364, km 590, na altura de Feijó. Mais cedo, por volta das 8h, o grupo fechou a estrada em adesão ao movimento nacional contra o Projeto de Lei 490, que permite a modificação da demarcação de terras indígenas.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) foi deslocada ao local para acompanhar o protesto. Na capital acreana, a manifestação ocorreu em frente ao Palácio Rio Branco. As informações foram repassadas ao ac24horas, pelo deputado estadual Roberto Duarte (MDB) que estava em agenda pelo interior.

Segundo o deputado, após muito diálogo envolvendo as autoridades policiais, políticos e a população geral com os indígenas foi possível o fim do manifesto. “A sugestão era que eles liberassem o tráfego por 20 minutos e depois interrompessem novamente para retomar o protesto, só que depois eles mesmo decidiram pôr fim a manifestação e liberaram a estrada”, afirmou.

Em Feijó, os indígenas levaram o cartaz contra o PL: “As mulheres indígenas de Feijó juntas na luta contra o PL 490” e outra “Nosso território é a nossa vida”. Pelo menos 18 povos indígenas estão representados no protesto que é organizado pela Federação do Povo Huni Kuin Acre.

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