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Ibama multa Petrobras em R$ 2,5 milhões por vazamento de fluido

Foto Maurício Gasparini/ Divulgação GEA
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O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) aplicou multa de R$ 2,5 milhões à Petrobras após o vazamento de 18,44 metros cúbicos de fluido de perfuração de base não aquosa no mar. O incidente ocorreu no dia 4 de janeiro, a partir do Navio Sonda 42 (NS-42), que operava na Bacia da Foz do Amazonas, a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá.


Em nota, a Petrobras informou que interrompeu imediatamente a perfuração ao identificar a perda de fluido em duas linhas auxiliares — tubulações de apoio que conectam o navio-sonda ao poço Morpho. Segundo a empresa, as tubulações foram levadas à superfície para avaliação e reparo, e o vazamento foi prontamente contido.

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Apesar da autuação, as atividades no local foram retomadas nesta semana, após autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).


De acordo com o Ibama, o fluido vazado é uma mistura oleosa utilizada nas atividades de exploração e produção de petróleo e gás. O material contém componentes classificados como de risco médio à saúde humana e ao ecossistema aquático, conforme a Lei nº 9.966/2000 e a Instrução Normativa nº 14/2025.


A multa foi aplicada pelo Centro Nacional de Emergências Ambientais e Climáticas (Ceneac), vinculado à Diretoria de Proteção Ambiental (Dipro). A Petrobras tem prazo de 20 dias para efetuar o pagamento ou apresentar defesa administrativa.


A estatal informou que já recebeu o auto de infração e que adotará as providências cabíveis. A empresa reiterou ainda que o fluido descarregado é biodegradável, não persistente, não bioacumulável e não tóxico, conforme a Ficha de Dados de Segurança do produto.


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