Nenhum trecho das rodovias federais e dos principais segmentos das rodovias estaduais do Amazonas foi classificado como “ótimo” no estado geral, segundo a Pesquisa CNT de Rodovias, divulgada em dezembro de 2025 pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT).
Dos 989 quilômetros avaliados no estado, apenas 8,1% foram considerados bons. A maioria dos trechos foi classificada como regular (46,3%), enquanto 26,7% apresentaram condições ruins e 18,9% foram avaliados como péssimos.
Em relação ao pavimento, 7,1% da extensão foi classificada como ótima e 3,1% como boa. Já 34,6% foram avaliados como regulares, 30,3% como ruins e 24,9% como péssimos. A pesquisa também aponta que 2% dos trechos têm o pavimento totalmente destruído.
Quanto à sinalização, apenas 1% da extensão foi considerada ótima, 32% boa e 32,7% regular. Outros 14,9% foram classificados como ruins e 19,4% como péssimos. Além disso, 24% das rodovias não possuem faixa central e 35,1% não contam com faixas laterais.
A pesquisa revela ainda que 76,1% dos trechos avaliados não possuem acostamento e que 84,6% das curvas consideradas perigosas não têm sinalização adequada. Ao todo, foram identificados 145 pontos críticos no estado.
Segundo a CNT, as más condições das rodovias do Amazonas elevam em 57,5% o custo operacional do transporte, impactando a competitividade e o preço final dos produtos. Para recuperar a malha rodoviária, seriam necessários investimentos de R$ 1,03 bilhão em ações de reconstrução, restauração e manutenção.
O levantamento também mostra que, dos R$ 21,82 milhões autorizados pelo governo federal para infraestrutura rodoviária no Amazonas em 2025, apenas R$ 6,07 milhões haviam sido investidos até novembro, o equivalente a 27,8% do total.


















