O ex-reitor da Universidade Estadual de Roraima (UERR), Regys Freitas passou a usar tornozeleira eletrônica após determinação da Justiça. O acessório foi instalado após ele ter sido alvo da Polícia Federal na operação que investiga um esquema de desvio de mais de R$ 100 milhões em licitação.

A decisão é da juiza Daniela Schirato, da Vara de Entorpecentes e Organizações criminosas. Além do dispositivo, Regys deve cumprir as seguintes medidas cautelares:

Proibição de contratar, ser nomeada ou continuar no exercício de cargo comissionado e/ou político, bem como de licitar com o poder público em todas as suas esferas;

Proibição de acesso ou frequência da pessoa investigada em qualquer sede, campus ou prédio/sede da UERR;

Proibição de acesso aos órgãos da administração pública direta nas esferas estadual e municipal;

Proibição de manter contato com os demais investigados;

Proibição de ausentar-se da comarca sem autorização deste juízo;

Obrigação de informar ao juízo e manter endereço domiciliar e telefone atualizados;

Recolhimento domiciliar no período noturno (das 22h às 6h), bem como nos dias de folga, finais de semana e feriados;

Recolhimento do passaporte.

A Justiça também havia pedido a exoneração dele do cargo de controlador-geral de Roraima, o que foi acatado pelo governo estadual. Ele estava na função desde janeiro de 2024.

A Polícia Federal investiga um esquema de desvio de dinheiro público envolvendo o ex-reitor Regys Freitas e a empresa de construção 3D Engenharia. Além dele, Claudio Travassos, atual reitor também foi alvo da operação, junto com oito servidores do setor de engenharia da UERR.

Em propriedades do ex-reitor, a PF apreendeu dois carros de luxo, R$ 500 mil em relógios, moto aquática e um avião. A polícia também apreendeu 150 cabeças de gado, dinheiro bloqueado e armas.

A PF também apreendeu dinheiro em espécie na casa de outro servidor da UERR. Foram mais de 4 mil euros, 6 mil dólares e mais de R$ 7 mil.