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Acreano que administrava grupo de ódio no Twitter é exposto

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O acreano Jason Lucas (nome social), homem trans de 22 anos, que até 2021 administrava um grupo de ódio com integrantes do Brasil inteiro, agora é alvo de acusações, ameaças e exposição numa das redes sociais mais usadas do mundo – o Twitter. As acusações já se aproximam de meio milhão de visualizações.


Grupo focava comentários odiosos


Jason Lucas diz que até 2021, moderava um grupo fechado no Twitter com dezenas de usuários brasileiros, geralmente com perfis fakes, que se dedicavam a comentários racistas, homofóbicos e outros, especialmente focado em artistas k-pop – gênero musical sul-coreano. “Não fazíamos ataques diretos a uma pessoa, mas comentávamos sobre ela dentro da nossa bolha. Falávamos da aparência das pessoas, que parecia um macaco, comentários pesados”, explica Jason.

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Prints vazados revelaram cicatriz de suástica


Um print vazado por um usuário do Twitter revelou que Jason Lucas enviou ao grupo uma foto de sua mão marcada por uma cicatriz no formato de uma suástica – símbolo do orgulho nacionalista alemão e do repúdio ao povo judeu.



Para a reportagem, Jason confirmou a autenticidade da foto. Segundo ela, quando ainda menor de idade, por falta de conhecimento, cortou a própria pele para marcar o símbolo, mas disse que cobriu a marca com tatuagem ao tomar conhecimento do significado da suástica.


Acusação de relacionamento tóxico e ameaças


Em 2021, uma ex-namorada de Jason disse aos membros do grupo que vivia em um relacionamento tóxico. Como vingança, segundo Jason, as pessoas começaram a selecionar expor suas conversas do grupo, no Twitter, e fomentar ataques nas redes sociais.



De alguma forma, informações pessoais foram vazadas, incluindo número de telefone de uma avó e endereço. Foi quando as ameaças dispararam, forçando Jason a desativar suas redes sociais.


Vazamento de prints

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As imagens vazadas e publicadas no Twitter são cortadas, não contendo a informação do remetente. A maioria tem a autoria negada por Jason, que diz ter registrado boletim de ocorrência sobre as falas falsamente atribuídas a ele. Veja as imagens não reconhecidas Lucas:



Sobre outras imagens vazadas, no entanto, Jason assume a autoria. Na imagem abaixo, ele posta no grupo a foto de uma menina, aparentemente nua, e afirma que a vítima da exposição tem 14 anos. Para a reportagem, Jason afirma que pegou a foto na internet.


Perfil de membros do grupo de ódio


Segundo Jason Lucas, o grupo é composto em sua maioria por gays, lésbicas e trans com uma média de 17 anos. “Eram pessoas depressivas que procuravam atenção na internet destilando ódio uma com as outras, a maioria só estudava, não trabalhava. Eram pessoas de esquerda, petistas”, disse.


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