Fotos: Sérgio Vale/ac24horas

Pode não parecer, mas daqui a sete dias o mundo estará voltado a um dos maiores eventos esportivos desde 1930. Diferente de anos anteriores, mesmo prestes à estreia dos jogos, nem o comércio de Rio Branco ou boa parte da população em geral ainda não entraram no clima de Copa do Mundo.

 

O entusiasmo que era característico deste período deu lugar a lojas com pouca ou nenhuma ornamentação e falta de produtos no tradicional verde e amarelo. O fato pode ser confirmado ao perambular pelos principais pontos da capital acreana, como fez o ac24horas nesse final de semana.

 

Na região da Avenida Epaminondas Jácome, onde se concentra centenas de empreendimentos dos mais variados segmentos, apenas uma ou outra empresa se destaca das demais ao comercializar enfeites, vestuários e outros objetos referentes à Copa. No Calçadão, também não é perceptível o movimento gerado pelo evento. O que mais se vê é o mercado local afastado da celebração envolvendo o mundo do futebol este ano.

 

 

A loja Acre Esporte, exemplo, está tentando alavancar as vendas com adereços verde e amarelo, mas garantiu que a procura está baixa no momento e espera que a movimentação econômica gerada pela Copa passe a melhorar nos próximos dias.

 

Marcelo Moura, presidente da Acisa

O empresário e presidente da Associação Comercial, Industrial, de Serviço e Agrícola no Acre (Acisa), Marcelo Moura, afirma que a Copa do Mundo movimenta alguns segmentos da economia, como bares, bebidas, alimentação em domicílio, entregas. “Porém, dá uma enfraquecida em outros segmentos, como o de confecção, automóveis, concessionárias, muito pelo fato de as pessoas ficarem em casa para acompanhar os jogos”. Apesar disso, Moura salienta que a economia do estado, como um todo, se equilibra: “tem segmento que cresce e tem segmento que cai, mas é momentâneo”.

 

Ao contrário do representante da Acisa, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) divulgou uma pesquisa apontando boa expectativa em vendas relacionadas à Copa do Mundo de 2022, que ocorre a partir do próximo 20 de novembro, no Catar. De acordo com o estudo, no Acre a tendência é a mesma de nível nacional.

 

Egidio Garó, assessor da Fecomércio

O assessor da presidência da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, Egídio Garó, informou que no estado a expectativa de vendas está bem maior em relação aos produtos de armarinho. “Além disso, há de se levar em consideração o fato de a Copa do Mundo estar próxima à Black Friday, que ocorre no próximo dia 25 de novembro. A principal diferença desta para as anteriores é que, na internet por exemplo, as buscas começam três meses antes do Mundial e, em 2022, as compras devem ocorrer mais próximas ao evento”, explica, acrescentando que, mesmo ainda sem a pesquisa em mãos, a esperança é em vendas mais significativas. “Nossa equipe está, neste momento, nas ruas, e em breve, teremos uma pesquisa com números mais precisos quanto ao evento”.

 

José Roberto Tadros, presidente da CNC

O presidente da CNC, José Roberto Tadros, ressalta que um dos fatores que explicam a projeção conservadora sobre o volume de vendas é que a Copa do Mundo vem depois de um período de pandemia que trouxe reflexos profundos ao varejo, que está retomando os volumes de venda.

 

O Via Verde Shopping também contou que a expectativa do comércio nesse período é muito alta, apesar de ainda não demonstrar engajamento dos lojistas ainda. “Estamos organizando a decoração do empreendimento junto aos lojistas para que as três principais datas dos próximos dias, que são: Copa do Mundo, Black Friday e ainda o Natal, ocorram de maneira positiva”.

 

 

A decoração de Natal está prevista para começar a ser montada nesta segunda-feira, 14. “Acerca das lojas, elas se organizam de acordo com a sazonalidade. Assim, em algumas haverá itens relacionados a Copa do Mundo no Catar e outras não, de acordo com o segmento”, argumentou por meio da assessoria de imprensa.

 

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