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Trabalho infantil: 8,9 milhões de jovens correm o risco de deixar a escola para trabalhar

A necessidade de trabalhar tirou 39,1% dos jovens brasileiros da escola durante pandemia

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Atividades comuns da infância como brincar, ir para a escola e ser alfabetizado estão distantes da realidade de pelo menos 160 milhões de jovens em todo o mundo, que se encontram no trabalho infantil. Quanto mais cedo um indivíduo entra no mercado de trabalho, menor é a renda obtida ao longo da sua vida adulta, conforme aponta o Plano Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção ao Adolescente Trabalhador. No entanto, a realidade vivida pela camada mais carente da população mostra uma desigualdade de oportunidades de acesso à educação, trazendo um outro problema como consequência: a evasão escolar.

Nos últimos quatro anos houve aumento de 8,4 milhões de crianças e adolescentes trabalhando, segundo dados do relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). Se nada for feito para minimizar a situação, até o final do ano mais 8,9 milhões de jovens correm o risco de ingressar no trabalho infantil, segundo a organização.

O relatório Child Labour: Global estimates 2020, trends and the road forward (Trabalho infantil: Estimativas globais de 2020, tendências e o caminho a seguir – disponível somente em inglês) aponta que 79 milhões de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos realizam trabalhos perigosos que podem prejudicar a saúde, segurança ou sua moral. Além do que, quase 28% das crianças de 5 a 11 anos e 35% dos meninos e meninas de 12 a 14 anos nessas condições estão fora das escolas.

“Estamos perdendo terreno na luta contra o trabalho infantil e o ano passado não tornou essa luta mais fácil. Instamos os governos e bancos internacionais de desenvolvimento a priorizar os investimentos em programas que podem tirar as crianças e os adolescentes da força de trabalho e levá-los de volta à escola, e em programas de proteção social que podem ajudar as famílias a evitar essa escolha em primeiro lugar”, disse a diretora executiva do UNICEF, Henrietta Fore.

Mais trabalho, menos estudos 

No Brasil, em 2021, cerca de 244 mil crianças e adolescentes entre 6 e 14 anos estavam fora da escola, segundo relatório do Todos Pela Educação. A estimativa indica um aumento de 171% em comparação a 2019, quando 90 mil crianças não estavam estudando.

A necessidade de trabalhar cedo levou 39,1% dos jovens brasileiros a abandonarem a escola, seja por pressão dos pais ou iniciativa própria para ajudar a família. Para reverter essa situação, diversas iniciativas estão sendo adotadas por educadores, instituições de ensino, iniciativas públicas e privadas como estratégias.

Para o líder de políticas educacionais do Todos pela Educação, Gabriel Corrêa, “o que vai acontecer nos próximos meses e anos enquanto resposta do poder público é o que vai ditar o futuro dessas crianças e jovens e, consequentemente, o futuro do Brasil”.

Em São Paulo, a profissional de Recursos Humanos Silvana Cotrim se dedicou a ir nas escolas do seu município para falar sobre a importância da educação para um futuro melhor. Assim como ela, outras pessoas se uniram em prol da causa. Em 2020, a ONG Sonho Grande tomou a iniciativa de enviar frases de texto com motivações para mais de 15 mil estudantes de Goiás, para evitar a evasão escolar durante a pandemia, e a intervenção teve um impacto de 43,7% na redução do abandono. 

Entre as iniciativas de alcance global, a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, da Organização das Nações Unidas (ONU), indica que “as nações signatárias devem focar em prioridades para transformar o mundo”. Dentre os seus objetivos estão: assegurar a Educação inclusiva e de qualidade, com oportunidades de aprendizagem para todos e gerar crescimento econômico com emprego pleno e trabalho decente para promover a justiça social.

Como combater o trabalho infantil

A falta de estudo dificilmente rompe a pobreza nas famílias, levando a um ciclo que se repete nas demais gerações, uma vez que sem conhecimento suficiente para mudar de vida a criança envolvida no trabalho infantil tende a repetir os padrões familiares.

Combater o trabalho infantil é uma necessidade urgente e que precisa dos esforços de todos – governo, população, instituições etc. Embora a situação seja delicada, algumas medidas estão ao alcance de todo cidadão, como elenca a ONG ChildFund Brasil: 

– Não estimule a contribuição monetária a crianças tais como esmola ou pagamento de produtos e serviços, visto que muitos pais utilizam-nas como apelo emocional para conseguir a empatia das pessoas. 

– Denuncie! Existem canais pelos quais se pode denunciar e promover o combate ao trabalho infantil como o Disque 100, cuja ligação é gratuita e anônima, ou pelo 0800 644 3444. Outra forma é por meio do preenchimento de um formulário on-line disponibilizado pelo Conselho Nacional da Justiça do Trabalho. Além dessas opções, também é possível denunciar em Delegacias Regionais do Trabalho ligadas ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Conselho Tutelar ou Secretaria de Assistência Social da sua cidade.

– Contribua com instituições idôneas que atuam contra o trabalho infantil. Muitas delas, do terceiro setor, atendem demandas de vulnerabilidade social. Antes, pesquise sobre a instituição, histórico, iniciativas e seus colaboradores.

Fonte: Agência Educa Mais Brasil 

Destaque 4

Chef acreano, criador da saltenha de frango no tucupi, recebe prêmio de Gastronomia

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O chef de cozinha e proprietário da Marco’s Torres Gastronomia Brasileira, Marcos Torres, foi o vencedor do Prêmio Nacional Dólmã 2022, na categoria estadual. A cerimônia de gala para anúncio e entrega da premiação aconteceu na última sexta-feira, 12, em Macapá, capital do Amapá, durante a realização do Encontro Nacional de Chefs do Brasil (Enchefs) e do Fórum Gastronômico Brasileiro.

Conhecido como o “Oscar da Gastronomia Brasileira”, o prêmio reconhece e dá visibilidade aos profissionais da área em todo o país. A seleção dos concorrentes inicia com o Festival Enchefs Acre, durante o qual os inscritos apresentam pratos autorais, utilizando ingredientes regionais e locais. Os dois primeiros colocados seguem para a etapa nacional, juntamente com mais um profissional indicado pelo chef vencedor da premiação no ano anterior.

Em 2022, foi a sétima edição do festival no Acre e a terceira participação do chef Marcos Torres que agora, com o Prêmio, recebe o título de Chef Embaixador da Gastronomia Acreana, após passar pelas fases de votação popular (on-line), comissão julgadora e votação dos chefs premiados das edições anteriores.

Sobre Marcos Torres

Torres é conhecido em Rio Branco por ser quem lançou na cidade, em 2016, a já tradicional Saltenha, porém, incrementada com o molho à base de Tucupi e Jambu. A ideia inicial do recheio nasceu em conjunto com outro chef de cozinha, de São Paulo, ainda nos preparativos para um festival de gastronomia de mercado que aconteceria na capital, porém, com o salgado preparado no forno.

Depois, aprimorada a ideia, o recheio criado casualmente para uma reunião de amigos em casa, desta vez na versão frita da saltenha, conquistou de vez o paladar do rio-branquense e a partir daí fez com o que o então servidor público e cozinheiro amador Marcos Torres descobrisse seu verdadeiro talento e paixão: a Gastronomia.

Atualmente, retomou a produção das saltenhas e atua no serviço de alimentação em diversos tipos de eventos, além de consultor e personal chef.

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Cotidiano

Com 13 pessoas internadas, Acre tem mais 271 casos de Covid e nenhuma morte pela doença

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O estado do Acre registrou 271 novos casos de coronavírus nesta terça, 16 de agosto. Agora, o número de infectados notificados é de 147.785 em todo o estado.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), por meio do Departamento de Vigilância em Saúde (DVS), nenhum óbito foi notificado nesta terça, fazendo com que o número oficial de mortes por covid-19 permaneça em 2.025 em todo o estado.

Até o momento, o Acre registra 353.702 notificações de contaminação pela doença, sendo que 205.908 casos foram descartados e 9 exames de RT-PCR aguardam análise do Laboratório Central de Saúde Pública do Acre (Lacen). Pelo menos 129.620  pessoas já receberam alta médica da doença, sendo que 13 continuavam internados até o fechamento deste boletim.

Os dados da vacinação contra a covid-19 no Acre podem ser acessados no Painel de Monitoramento da Vacinação, disponível no endereço eletrônico: http://covid19.ac.gov.br/vacina/inicio. As informações são atualizadas na plataforma do Ministério da Saúde (MS) e estão sujeitas a alterações constantes, em razão das informações inseridas a partir de cada município.

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Acre 01

Bocalom pede afastamento do Progressistas para apoiar Petecão e Márcia Bittar

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Na última segunda-feira, 15, o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (Progressistas), protocolou um pedido de afastamento do partido por 120 dias – alegando ordem de cunho pessoal.

De acordo com o documento protocolado na direção do Partido Progressistas, em Rio Branco, Bocalom se dirige cordialmente ao presidente da sigla, governador Gladson Cameli – candidato à reeleição, solicitando o afastamento.

A medida visa garantir meios legais para o chefe do executivo municipal apoiar a candidatura do senador licenciado, Sérgio Petecão ao governo do Acre pelo PSD e a candidata ao Senado da República, Márcia Bittar pelo PL.

O gesto de Bocalom segue o exemplo do que fez o governador Gladson Cameli em 2020 quando se afastou do PP para apoiar a candidatura de Socorro Neri à reeleição da prefeitura de Rio Branco pelo PSB.

 

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Destaque 2

Suposta bolsa da Prada de R$ 14 mil chama atenção enquanto Márcia come pão com manteiga

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Com o início da campanha eleitoral vai ser comum a presença dos candidatos no meio do povão, pedindo votos até o dia da eleição. As assessorias fazem um grande esforço para mostrar que os candidatos são “gente como a gente”, mas nesta terça-feira, 16, primeiro dia oficial de campanha, a candidata ao senado pelo PL, Márcia Bittar, tomou café no Mercado Elias Mansour. No cardápio, o popular e delicioso pão com manteiga e café com leite.

Acontece que hoje nas redes sociais, os internautas não deixam nada escapar. O simplório café contrasta com a bolsa usada pela candidata, que seria, supostamente, de uma das principais grifes de bolsas do mundo. Alguns internautas postaram se tratar de uma bolsa da marca Prada, que custa R$ 14 mil. No mercado, há réplicas que saem mais em conta.

A assessoria da candidata foi procurada, mas preferiu não comentar o assunto sobre o valor da bolsa, se era original ou réplica.

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