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Pesquisa revela que 64% dos rio-branquenses sofre para manter obrigações financeiras

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Ao menos 64% da população rio-branquense endividada tem dificuldade em manter as obrigações com dívidas. Os dados são de pesquisa realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Acre (Fecomércio/AC) em parceria com o Data Control Instituto de Pesquisas de Rio Branco nos dias 10 e 11 de março junto a 400 pessoas. Ainda segundo o levantamento, 69% dos entrevistados economicamente ocupados da capital acreana têm renda inferior à necessária para pagamento das dívidas mensais.

O estudo avalia que 74% dos consultados têm idade entre 16 e 50 anos e, 26%, acima de 50 anos. Além disso, da população pesquisada, 44 % admite sobreviver com renda equivalente a 01 salário mínimo/mês. Quando acrescentada outra parcela de 26%, que sobrevive com menos de 01 salário, se faz admitir que aproximadamente 80% da população de Rio Branco ganha até 01 salário mínimo/mês. A pesquisa computa ainda 5% de renda mensal acima de 05 salários.

O levantamento também verifica a escolaridade da população, e aproximadamente 62,0% dos rio-branquenses detém ensino completo a nível fundamental (12,8%), médio (36,5%), superior (11.3%) e pós-graduação (1,3%). Outra parcela, de 38%, detém ensino incompleto a nível fundamental (21,3%), médio (11,5%) e superior (5,5%).

Conforme a pesquisa, 32,3% da população de Rio Branco está empregada, enquanto outra parcela, de 32,0%, está na situação de desemprego. Com relação à parcela remanescente, 31,3% se apresenta como “autônomo”, 2,5% como “empresários” e 2,9% como “prestadores de serviços”.

População com renda superior às dívidas exigidas/mês

A pesquisa aponta que 69% da população economicamente ocupada de Rio Branco têm renda inferior à necessária para pagamentos das dívidas mensais. No entanto, esta renda inferior representa crescimento de 2,7% entre março de 2021, quando esta relação era de 67,2%, e março de 2022 (69,0%). Em contrapartida, a população com renda suficiente para as respectivas dívidas mensais diminuiu em 4,1%, no mesmo período (março/2021 era 31,8% e março/2022, 30,5%).

Ainda de acordo com a pesquisa, 66,3% da população de Rio Branco/AC está endividada, ou seja, tem dívidas a pagar nos próximos 06 meses. Nos últimos 12 meses, a pesquisa observa melhora significativa quanto à população na condição de endividada, considerando que em março de 2021, essa população representava 71,6%.

Vínculos empregatícios

Além disso, em março de 2021, 35,1% da população de Rio Branco (com potencial de trabalho) tinha vínculos empregatícios. Em março de 2022, somente 32,3% afirmam sobre condição de emprego; desta forma, observa-se uma variação negativa de aproximadamente 8%.

Confirmando o déficit do emprego entre março de 2021 e março de 2022, a quantidade de desempregados no mesmo período aumentou de 29,9% para 32,0%, demonstrando incremento de 7,02%.

A situação de empregador (empresário) não registra proporção relativa a março de 2021, e os prestadores de serviços aparecem com déficit de aproximadamente 46% (caiu de 3,7% para 2,0% com base nos dados analisados).

Com informações da Fecomércio do Acre.

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No Acre, morador com saneamento básico tem renda 3,5 vezes maior que os que não tem

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No Acre, a renda mensal das pessoas cuja moradia é assistida pelo saneamento básico é cerca de R$2.460,00 superior aos moradores que não tem o serviço. Enquanto as com saneamento tem renda de R$3.208,75, os que não tem ganham R$745,60 – três vezes e meio a menos, segundo o dashboard Painel do Saneamento, do Instituto Trata Brasil (acesse aqui https://www.painelsaneamento.org.br/localidade?id=12).

A frieza dos números do Trata Brasil retrata um universo paralelo entre os que tem e os que não tem saneamento básico no Acre -e não somente pela renda com também por questões como a escolaridade: enquanto os que tem saneamento estudaram em média 9,7 anos, os sem saneamento ficaram apenas 5,99 anos na educação formal -um abismo de três anos que fazem importante diferença ao longo da vida.

Com dados de 2020, o Trata Brasil diz que mais de 88% dos habitantes do Acre não tinham acesso ao sistema de tratamento de esgoto – e outros 52,8% estavam sem acesso à água tratada.

As informações disponíveis no Painel Saneamento Brasil são, segundo ITB, dados oficiais trabalhados pelas consultorias que contribuem com o projeto. “O Instituto Trata Brasil e seus consultores apenas reproduzem as bases de dados oficiais, nacionalmente utilizadas e reconhecidas (SNIS, IBGE, dataSUS). Para as informações novas e que envolvem cálculos, o Painel Saneamento Brasil oferece notas técnicas que detalham e dão transparência às metodologias adotadas”, diz o ITB.

Na Amazônia a precariedado no saneamento básico não é um drama só dos acreanos. Lançado em novembro de 2022, o estudo “Benefícios Econômicos e Sociais da Expansão do Saneamento no Brasil” feito pelo Trata Brasil, em parceria com a consultoria EX ANTE, realiza um balanço da evolução do setor dos serviços básicos entre 2005 e 2020, mostrando que apesar dos avanços no período, a universalização ainda está distante do desejado em vários estados e capitais. Entre as regiões do país, a Norte apresenta as maiores dificuldades em levar o acesso pleno de água e esgotamento sanitário para os habitantes.

Segundo o estudo, a região tinha os piores indicadores de saneamento básico no Brasil. Em 2020, 9 em cada 10 habitantes ainda não tinham coleta de esgoto em suas residências e quase metade da água potável produzida era desperdiçada.

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O antigo problema da gestão das fronteiras no Acre: o que esperar do novo governo federal?

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A problemática das fronteiras nacionais não é uma excepcionalidade do Acre, estado onde a falta de controle dos limites com os países vizinhos acarreta enormes transtornos e ameaças à população, que não de hoje tem reivindicado uma maior fiscalização dos pontos de entrada e saída do país na região. Contudo, muito pouco ou nada tem sido feito nesse sentido, nas últimas décadas, pelo governo federal, que é o responsável por esse trabalho.

O estado do Acre é mais um enfrenta uma série de dificuldades para lidar o avanço da criminalidade em pontos específicos das suas fronteiras, especialmente com a Bolívia, e apesar de algumas medidas recentes do governo do estado, como a criação do Grupo Especial de Operações de Fronteira (Gefron), os registros de homicídios ligados à atuação de facções que agem nos dois países continuam a crescer tendo o tráfico de drogas como combustível.

Brasiléia, localizada em um centro urbano que reúne a também acreana Epitaciolândia e a boliviana Cobija, capital do departamento de Pando, é a cidade mais afetada pela violência contra a vida depois da capital, Rio Branco. Em 2022, de acordo com o Informativo de Mortes Violentas Intencionais (MVI) no estado, produzido pelo Ministério Público (MP), foram registrados 22 homicídios na localidade de cerca de 26 mil habitantes.

Em comparação com a capital, que registrou 95 assassinatos em 2022, o número de homicídios em Brasiléia é alarmante, considerando que Rio Branco tem quase 20 vezes mais habitantes que a cidade fronteiriça. Quase a totalidade desses crimes são atribuídos a uma guerra entre organizações criminosas que não respeitam a fronteira em agem nos dois países, tanto para matar quanto para roubar.

Outra situação grave de insegurança pública relacionada à fronteira do Acre com a Bolívia ocorreu no fim do ano passado, quando uma onda de roubos contra proprietários rurais foi registrada na região rural de Acrelândia. Para conter o ímpeto dos bandidos, a Secretaria de Segurança Pública do Acre (Sejusp) teve que agir com vigor, chegando a instalar uma barreira policial na passagem para o lado boliviano em Plácido de Castro.

Com uma proporção menor de homicídios, Cruzeiro do Sul, a segunda maior cidade do Acre, localizada na região de fronteira com o Peru, também viu a criminalidade crescer muitos na última década em razão de suas florestas e rios serem rota do narcotráfico internacional. Antes uma cidade tranquila, a chamada capital do Juruá passou a conviver com uma frequência de assaltos e crimes violentos contra a vida.

Recentemente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que criará um grande agrupamento da Polícia Federal para agir mais fortemente na proteção da Amazônia e no combate ao narcotráfico nas fronteiras. Também prometeu, durante o mandato, fortalecer o Ministério da Segurança Pública para sua missão de cuidar mais fortemente das fronteiras e dos biomas.

Entretanto, na primeira reunião entre secretários de Segurança Pública de todo o país, realizada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública no último dia 26 de janeiro, apesar de o ministro Flávio Dino, ter destacado a importância de estados e União trabalharem juntos, tendo em vista os desafios a serem enfrentados, nada se falou sobre segurança nas fronteiras, de acordo com o release divulgado pela assessoria do Ministério.

A reportagem fez alguns questionamentos ao novo secretário de Justiça e Segurança Pública do Acre, o coronel José Américo Gaia, sobre a sua participação nesse encontro e ainda sobre as discussões que ocorrem em torno da pauta neste começo do ano, assim como as expectativas para com as políticas do governo Lula para a área. Ele, no entanto, não havia respondido até o fechamento deste material.

Segundo o presidente do Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras (Idesf), Luciano Barros, um dos motivos das dificuldades que os estados enfrentam na gestão das suas fronteiras é a falta de investimentos e de uma atenção especial para essas regiões do país, que em razão da falta de desenvolvimento deixam a população vulnerável a ser arregimentada pelo crime.

“Faltam políticas públicas, investimentos e um olhar específico para essas fronteiras. O Brasil lutou muito para conquistar essas terras, mas precisa desenvolvê-las. Os atores do crime organizado não encontram grande resistência, são sistemas evoluídos, que conseguem encontrar mão de obra muito fácil e trazer essas pessoas para a contravenção. É preciso uma visão de longo prazo e o Brasil tem essa possibilidade”, ele avalia.

Dados do Idesf apontam que a taxa de homicídio nos 588 municípios da faixa de fronteira brasileira chega a ser até 4 vezes a média nacional, fato que revela como as atividades ilícitas, com destaque para o contrabando de armas e drogas, contribuem para a expansão da atuação de milícias e de outras facções criminosas. Infelizmente, algumas cidades acreanas vivem na pela essa realidade.

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Planos de saúde perdem 389 usuários e encolhem 0,90% em 2022 no Acre, aponta ANS

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Em 2022, o setor de planos de saúde no Acre ficou 0,90% menor, saindo de 43.459 para 43.070 usuários entre dezembro de 2021 e dezembro de 2022, segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A perda é de 389 clientes.

No sentido contrário, no País houve crescimento em suas duas segmentações, como no ano anterior, e alcançou resultados significativos em números de beneficiários. De acordo com o levantamento da ANS, no mês de dezembro, o setor totalizou 50.493.061 usuários em planos de assistência médica, maior número desde dezembro de 2014. Já os planos exclusivamente odontológicos registraram 30.950.314 beneficiários, o que representa a superação, pela 11ª vez no ano, do recorde histórico neste segmento (de fevereiro a dezembro).

No Acre, os planos exclusivamente odontológicos mostraram crescimento, saltando de 17.219 para 18.335 usuários.

 

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Gasolina sobe seis centavos no Acre neste início de fevereiro, aponta Agência Nacional

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Os combustíveis voltaram a subir no Acre na cotação realizada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) entre 28 de janeiro e esta sexta-feira, 3 de janeiro. O preço médio do litro do etanol, por exemplo, saiu de R$ 4,32 para R$ 4,37, aumento de cinco centavos de real em apenas uma semana.

Tanto a gasolina comum quanto a aditivada subiram R$ 0,06, saindo de R$ 5,25 para R$ 5,31 e de R$ 5,32 para R$ 5,38, respectivamente.

O gás de cozinha também sofreu reajuste, mas de leve: em seu preço médio, a botija de 13 quilos saiu de R$120,88 para R$120,89.

Em sentido contrário, o preço médio do litro do diesel comum caiu dois centavos entre uma e outra cotação. O atual levantamento da ANP mostra que o combustível vinha sendo comercializado a R$7,17 e agora está custando R$7,15.

No entanto, os aumentos mostram que o recente reajuste concedido pela Petrobras às distribuidoras chegaram aos postos de gasolina e ao consumidor final, por sua vez.

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