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Governo anuncia convocação de 92 aprovados do cadastro de reserva da Polícia Militar

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Na manhã desta sexta-feira, 17, no Palácio Rio Branco, o governador Gladson Cameli (Progressistas) anunciou a convocação de 92 aprovados no cadastro de reserva do concurso da Polícia Militar do Acre (PMAC), realizado em 2017.

De acordo com o governo, serão chamados 74 homens e 18 mulheres. O curso de formação dos aprovados do cadastro de reserva vai começar no dia 3 de novembro. Inicialmente, o concurso previa a oferta de 250 vagas para o cargo de aluno soldado, mas, de acordo com o governo, foram chamados 587.

Em seu pronunciamento, o chefe do executivo acreano revelou que a burocracia foi o fator primordial no atraso da convocação dos aprovados do cadastro de reserva. “Há toda uma equipe por trás que é necessária para a realização do sonho de vocês”.

Cameli fez um agradecimento público aos parlamentares da Assembleia Legislativa pelo aval dado para a convocação dos futuros alunos soldados. Por fim, o governador solicitou que os aprovados tenham foco no treinamento que irá ocorrer no curso de formação. “O treinamento é fundamental, não existe treinamento ruim para quem não quer exercer a profissão. Minha gratidão a todos”, argumentou.

O comandante da Polícia Militar, coronel Paulo César Gomes, enalteceu a iniciativa do governo, segundo ele, os futuros novos policiais deverão diminuir a defasagem da corporação. “Temos um déficit de mais de 2 militares há muito tempo, os aprovados do cadastro de reserva vão nos ajudar no reforço da tropa”.

O secretário de segurança pública, Paulo Cézar, destacou a importância de reforçar o efetivo de profissionais da Segurança Pública. Na ocasião, o militar comentou o episódio ocorrido com os alunos soldados do curso de formação da PM. Em sua opinião, não houve excesso. “O tratamento dado aos alunos exige intelecto, psicológico. “Isso não se consegue sem um treinamento específico. Todo militar precisa passar por isso. Vocês se preparem, porque será preciso”, declarou.

O deputado estadual e líder do governo, Pedro Longo, parabenizou o governador pelo cumprimento da promessa de campanha. Além disso, o parlamentar explicou a demora na convocação que ocorreu devido a trâmites burocráticos.

Maísa Dias, representante do cadastro de reserva, disse que o governador Gladson Cameli é o principal responsável pela convocação dos futuros profissionais da segurança pública.

Em março deste ano, foram convocados 200 concursados, sendo 160 preenchidas por candidatos homens e as outras 40 por mulheres. O concurso da PM-AC foi lançado em março de 2017, com 250 vagas iniciais para o cargo de soldado combatente no nível médio e técnico.

A convocação dos aprovados de forma imediata foi uma das promessas de governo durante a campanha eleitoral do governador.

A validade do concurso da PM era de seis meses, a contar da divulgação do resultado final do certame que ocorreu em junho de 2018. Porém, o prazo foi prorrogado por mais dois anos no mesmo mês, menos de dez dias depois.

O concurso venceria em 2020, mas, devido a pandemia de Covid-19, uma lei, aprovada pelo governador em maio do ano passado, suspendeu os prazos de validade de concursos públicos já homologados e em fase de convocação dos aprovados no estado durante o período de calamidade.

Participaram da solenidade o secretário de segurança, Paulo César, o secretário de comunicação, Rutemberg Crispim, do Procurador-Geral do Estado, João Paulo Sett, dos deputados estaduais José Bestene (Progressistas) e Pedro Longo (PV) e demais autoridades.

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Porta aberta para mais de 44 mil migrantes, Acre lidera entrada de refugiados na Amazônia

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Na Amazônia, o Acre concentrou o maior volume de solicitações de reconhecimento da condição de refugiado apreciadas pelo Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), em 2021, 33.911 (47,8%), seguido por Roraima, 10.403 (14,7%) e pelo Amazonas, 6.660 (9,4%).

Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (20) pelo Ministério da Justiça. Segundo o Governo do Acre, mais de 39 nacionalidades vieram ao Estado nos últimos anos.

A intensificação dos fluxos migratórios no Acre é intensa desde 2015. O Estado já acolheu mais de 44 mil imigrantes desde então.

Quando se analisam os Estados de registro das solicitações de reconhecimento da condição de refugiado apreciadas pelo Conare, em 2021, reitera-se a relevância da região Norte para a dinâmica atual do refúgio no Brasil. No ano, 72,2% das solicitações apreciadas pelo Conare foram registradas nas UFs que compõem essa região.

Estes solicitantes de reconhecimento da condição de refugiado tinham origem, fundamentalmente, no Haiti (40.415) e na Venezuela (9.777), além de Cuba (355) e Senegal (307). Por outro lado, a região Nordeste concentrou o menor percentual de solicitações apreciadas pelo Conare, apenas 0,4%. Quanto às demais regiões brasileiras, o Sudeste registrou 11,5% do total de solicitações apreciadas pelo Conare, enquanto o CentroOeste (11,3%) e o Sul (3,9%) completam o quadro de análise regional.

Somadas, as pessoas haitianas (40.297) e as venezuelanas (9.720), que solicitaram reconhecimento da condição de refugiado nessas três UFs (50.017), representavam 70,5% do total de solicitações de reconhecimento da condição de refugiado analisadas pelo Conare, em 2021.

Entre as demais UFs, os destaques foram o Distrito Federal (10,7%) e São Paulo, com 10,5% das solicitações de reconhecimento da condição de refugiado apreciadas pelo Conare, em 2021.

No caso de São Paulo, as pessoas solicitantes de reconhecimento da condição de refugiado têm como origem, principalmente, China (2.132), Haiti (1.136), Angola (908) e Nigéria (522), reiterando a tendência observada nos anos anteriores, conforme verificado por Silva, Cavalcanti, Oliveira e Macedo (2020; 2021), por padrões de distribuição, escala, e, aparentemente, rotas substancialmente distintos entre diferentes pontos do território brasileiro. Por sua vez, no Distrito Federal, destaque para as pessoas solicitantes de reconhecimento da condição de refugiado que têm como origem o Haiti (5.198) e a Venezuela (1.033), que representaram 81,9% do total de pessoas solicitantes naquela UF em 2021.

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Rio Branco reavalia suspensão e retoma aulas presenciais do 1º ao 5º ano na quarta-feira

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A prefeitura de Rio Branco emitiu um comunicado na noite desta segunda-feira, 21, informando que em acordo com a diretoria do Colegiado de Diretores, reavaliou a suspensão das atividades escolares por conta do surto de Síndrome Respiratória Aguda Grave e decidiu pelo retorno das aulas nas escolas de Ensino Fundamental a partir desta quarta-feira, dia 22.

De acordo com o município, esse público de alunos vem sendo menos afetado que o público da Educação Infantil (creches e pré-escolas), que só deve retomar as aulas presenciais a partir do dia 27/06 (segunda-feira). Nesta semana, o retorno é válido apenas para os alunos que estudam o Ensino Fundamental (1º ao 5º anos).

“Recomendamos que, como medidas protetivas, todos (pais, professores, funcionários e alunos) devem usar máscaras facial, realizar a higienização das mãos regularmente e evitar o compartilhamento de objetos, no ambiente escolar. Reafirmamos a importância de sensibilização da comunidade para a vacinação das crianças tanto para a covid-19 quanto para gripes e outras doenças”, informa a prefeitura.

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Acre tem redução de 9% no desmatamento nos últimos 9 meses, segundo Imazon

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O estado do Acre é um dos que apresentaram redução nos números relativos ao desmatamento no período de agosto de 2021 a maio de 2022, segundo dados do Sistema de Alertas de Desmatamento (SAD) do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), que monitora a floresta por imagens de satélite desde 2008.

De acordo com o boletim referente a maio de 2022, o Acre foi o penúltimo estado da Amazônia Legal, com 3% do desmatamento detectado neste mês pelo SAD, ficando à frente do Maranhão, que teve 2% do total, que foi 1.476 quilômetros quadrados, 31% em relação a maio de 2021, quando o desmatamento somou 1.125 quilômetros quadrados.

Distribuído pelos estados da Amazônia Legal, o desmatamento detectado em maio de 2022 ocorreu no Amazonas (38%), Pará (32%), Mato Grosso (13%), Rondônia (12%), Acre (3%) e Maranhão (2%). Já as florestas degradadas na região somaram 65 quilômetros quadrados em maio de 2022, o que representa um aumento de 67% em relação a maio de 2021.

O dado positivo para o Acre aparece quando são contabilizados os números referentes ao período dos últimos nove meses, de agosto de 2021 a maio de 2022, quando o estado registrou uma redução de 9% com relação ao período anterior – de 2020 para 2021, o Acre teve 528 km² de desmatamento detectado pelo SAD, nesse intervalo. De 2021 para 2022 foi de 480 km².

Porém, na Amazônia Legal, de maneira geral, mesmo após a explosão do desmatamento no ano passado, o ritmo de destruição da floresta amazônica segue crescendo neste ano. De janeiro a maio de 2022, a Amazônia perdeu mais de 2 mil campos de futebol por dia de mata nativa, a maior devastação dos últimos 15 anos para o período.

De acordo com os dados do SAD, foram derrubados 3.360 km² em apenas 151 dias, de janeiro a maio, uma área três vezes maior do que Belém. Apenas em maio, foram desmatados 1.476 km², o que representa 44% do acumulado do ano. Em comparação com maio de 2021, quando foram destruídos 1.125 km², pior marca para o mês em 14 anos, a devastação cresceu 31% em 2022.

Amazonas lidera

Entre os nove estados que compõem a Amazônia Legal, o que mais perdeu floresta em maio foi o Amazonas, onde o jornalista Dom Phillips e o indigenista Bruno Pereira foram mortos. Foram 553 km² de floresta destruídos, 38% do registrado em toda a região. Isso representou um aumento de 109% em relação ao desmatamento identificado no estado em maio do ano passado: 264 km².

No Amazonas, a devastação avança nas divisas com o Acre, Rondônia, Mato Grosso e Pará. Apenas uma cidade, Apuí, concentrou 214 km² de desmatamento em maio, área equivale a 39% de toda a devastação registrada no estado, sendo o município que mais destruiu a Amazônia no mês. Outros três municípios amazonenses: Lábrea, Novo Aripuanã e Manicoré, estão na lista dos 10 mais da destruição da Amazônia.

Pará, Mato Grosso e Rondônia

O segundo estado que mais desmatou a Amazônia em maio foi o Pará, com 471 km² (32%). Em solo paraense, um dos grandes problemas é o avanço da devastação sobre áreas protegidas, como unidades de conservação (UCs) e terras indígenas (TIs). Seis das 10 UCs e quatro das 10 TIs mais desmatadas na Amazônia ficam no Pará.

Em relação às unidades de conservação, apenas a APA Triunfo do Xingu, que ocupa o topo do ranking das mais desmatadas na Amazônia, registrou 29% de toda a destruição no Pará: 135 km². E a terra indígena Apyterewa, que sofreu invasões de grileiros em maio, foi a mais desmatada da região, com 5 km² de floresta derrubados.

Já Mato Grosso, que ficou por quatro meses consecutivos como o estado que mais desmatou na Amazônia, ocupou a terceira posição em maio, com 196 km² (13%). Rondônia ficou em quarto, com 178 km² (12%).

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Valor da produção do café no Acre cresceu 130% e fecha 2022 valendo R$31,3 milhões

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Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de 2022 deverá chegar a R$ 1,243 trilhão, montante 2,4% acima do obtido em 2021 (R$ 1,214 trilhão). No Acre, o café é uma das lavouras que mais ganharam espaço no VBP e deve fechar 2022 com valor de produção de R$31.365.604,00 -bem superior ao VBP de 2019, de R$13.623.065,00.

Observando o VBP de anos anteriores a 2019 é possível afirmar que as lavouras de café viveram um boom na pandemia da Covid-19 após algumas safras oscilantes. Em um cálculo linear, o VBP do café cresceu 130% em meio à pandemia.

No País, o valor da produção em geral tem previsão de crescimento bastante significativo em 2022. De acordo com as estimativas de maio, o faturamento das lavouras é de R$ 880,37 bilhões, responsáveis pela maior parte do VBP estimado, com crescimento real de 6,56%. A pecuária, que inclui os principais produtos da atividade animal, tem um VBP projetado de R$ 362,64 bilhões, 6,4% menor em comparação ao do ano passado.

Conforme dados da Secretaria de Política Agrícola do Mapa, a maior parte dos produtos analisados apresenta desempenho melhor do que em 2021.

Os destaques nacionais são: algodão (aumento real de 45% no VBP), banana (14,2%), batata-inglesa (26,7%), café (37,8%), cana-de-açúcar (28,1%), feijão (13,9%), milho (20,4%), tomate (40,3%) e trigo (22,1%). Os produtos em melhor posição são: soja, milho, cana-de-açúcar, café e algodão. Juntos, somam 59,7% do VBP de 2022.

O café ainda tem muito o que render para a economia do Acre. De acordo com especialista da Secretaria de Produção e Agronegócio, em um ou dois anos o número de municípios produtores de café deve dobrar no Estado.

Hoje são, pela ordem, Acrelândia, Brasiléia e Manuel Urbano. Mâncio Lima e Cruzeiro do Sul estão retomando as atividades que fizeram da região um polo exportador de café para o Amazonas na década de 1930. A diferença para o café produzido no leste do Acre é o índice pluviométrico: como chove bem mais no Vale do Juruá, o café clonal sofre menos na estiagem.

E há outros, como Feijó, onde a gestão municipal tem incentivado muito essa cultura.

Pelo andar da carruagem, as espécies Robubsta tomaram definitivamente o lugar do café Arábica no Acre -e já nem figura mais nas estimativas do VBP.

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