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Gladson e o script para a eleição de 2022!

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O governador Gladson Cameli (PROGRESSISTA) declarou em várias oportunidades que seria candidato à reeleição. Os seus prováveis concorrentes são os senadores Sérgio Petecão (PSD), Márcio Bittar (MDB) ou o vice-governador major Rocha (PSDB). Porém, todos eles afirmaram por diversas vezes que apoiariam Gladson, já que ele é o candidato natural ao cargo em 2022. Tudo isso antes das eleições municipais que é, a partir de agora, um divisor de águas eleitoral. Mas, para Gladson não!

É necessário lembrar que ele deixou claro como a luz do dia que cada um tinha o direito de escolher o seu candidato a prefeito. Para ser mais prático: O Rocha escolheu o Minoru, o Petecão o Bocalom (que venceu), o Márcio Bittar, Roberto Duarte, e ele, Gladson, a prefeita Socorro Neri com a promessa de que ela passaria a integrar o grupo se vencesse. Não venceu. Tem o direito de ficar onde está.

Na cabeça do Gladson a eleição acabou. É página virada. Já trata Bocalom como um aliado político do PROGRESSISTA. Para ele, inicia-se um novo processo com vistas a eleição de 2022. Não está errado. Por que ficar lambendo feridas em função da derrota da prefeita Socorro. Agiu com democracia dentro do próprio governo como coisa que o PT nunca permitiria.

Acontece que Rocha e Bittar são dois poços de mágoas (mágoa política tem cura). Petecão, Mailsa Gomes e Bestene se sentem fortalecidos porque venceram a eleição com Bocalom como se isso fosse o passaporte para o Palácio Rio Branco, mas não é. O tiro pode sair pela culatra. Em certas ocasiões é melhor ter um prefeito contra do que a favor. Quer um exemplo: A candidatura do Bocalom derrotou Socorro ancorada nas duas máquinas: governo e prefeitura. Portanto, é ilusão crer que a máquina pode tudo, principalmente porque Bocalom vai pilotá-la em 2022.

O QUE QUER O ROCHA?

Até hoje muita gente não entende a briga entre o governador Gladson e o seu vice, major Rocha. Muita palha, vaidade. Tudo foi uma questão política que começou em Cruzeiro do Sul e acabou descambando para o lado mais pessoal por parte dos dois. Um retalia de cá, outro de lá. Acontece que tudo na vida tem solução, só não tem para a morte, principalmente se o desentendimento for político. É possível sim (e normal) uma repactuação entre os dois. A construção de uma nova relação política em cima dos escombros. O caminho é um velho conhecido da política mundial: o diálogo, a transparência e a conciliação de interesses. No pacote da conciliação entra a irmã deputada federal Mara Rocha (PSDB). Por que não?

A INSATISFAÇÃO DO BITTAR

O senador Márcio Bittar é um dos que mais reclama do governador Gladson Cameli, mas sempre pondera que há espaço para o diálogo e a reconciliação. Queria o apoio de Gladson para o MDB em Cruzeiro do Sul e Brasiléia, não obteve. A adesão equivocada do governador a candidatos de partidos de esquerda o irritou mais ainda, principalmente ao PSB e PT. A questão política do DEPASA precisa ser equacionada pelos dois em uma conversa franca e aberta. Márcio é peça importante em Brasília para o sucesso do governo e várias prefeituras por ser o relator do Orçamento da União e aliado do presidente Bolsonaro, candidato à reeleição. Quer fidelidade ideológica de Cameli ao que ele interpreta como a nova direita no Brasil. Gladson precisa recompor com ele o mais urgente possível. É um caminho tortuoso e difícil, mas possível.

PETECÃO, MAILSA, JAMES E BESTENE

Com a eleição de Tião Bocalom e Marfisa Petecão para a prefeitura da capital, o grupo se fortaleceu. Já vazou para a imprensa que vão com uma faca afiada na garganta do governador por mais cargos e espaços no governo. A prefeitura é pequena para o tamanho da bula. E se o Petecão for mesmo candidato a governador? Em 2022 deixam Gladson na chuva sozinho sem problema de consciência. Acontece que a venta do Gladson é furada em baixo e não dos lados, mas é necessário cautela. Mailsa, James e Bestene vão querer deixar de apoiar um candidato a governador do PROGRESSISTA para eleger de outro partido? Talvez Petecão seja convencido a suceder Gladson em 2026 quando se encerra o mandato. Quem conhece bem o senador Petecão garante que ele tem muita pressa. Esse grupo é a maior pedreira que o governador terá pela frente para a sua reeleição. Se fortalecer o grupo dentro do governo pode se arrepender mais na frente; se deixar de negociar espaços de poder fortalece do mesmo jeito a oposição a ele. O mais grave é que Rocha, Bittar e o MDB podem se aliar a Petecão. Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. Gladson tem muito que governar e articular.

AS OPÇÕES

Se o governador Gladson Cameli não conseguir juntar no mesmo avião todos os que venceram as eleições com ele em 2018, o ideal é que várias candidaturas participem do processo em 2022. Quanto mais cabras, mais cabritos. Estaria garantida a sua ida a um eventual 2º. Porém, se ele decidir fazer um acordo com Rocha (que assumiria o governo) disputando o Senado novamente (todo cenário é politicamente possível), tendo o próprio Petecão como seu candidato a governador, o jogo estará vencido por WO. Porém, o desejo é continuar governando o Acre até 2026. Como todo político, quer deixar a sua boa marca.

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