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22 mil pecuaristas com até 500 cabeças de gado concentram 95% do rebanho bovino no Acre

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Uma parceria entre a Embrapa e o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf) permitiu organizar as informações sobre o rebanho bovino de 3,4 milhões de cabeças de gado e os dados sistematizados subsidiaram a emissão de relatórios enviados ao Mapa, requisito para consolidar o Acre como zona livre de aftosa sem vacinação.

“Foi possível identificar que 95,2% das propriedades rurais do Estado possuem até 500 cabeças de gado. São 22.070 pequenas e médias unidades produtivas que concentram 1,900 mil cabeças de gado, quantitativo que representa 56% do rebanho do Acre”, afirma o pesquisador da Embrapa Acre, Judson Valentim.

No dia 1º de setembro entra em vigor a instrução normativa editada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) que reconhece como livres de febre aftosa sem vacinação os estados do Acre, Paraná, Rio Grande do Sul, Rondônia e parte dos territórios do Amazonas e Mato Grosso.

O conhecimento detalhado dos dados sobre a evolução e movimentação dos rebanhos pecuários do Acre também trouxe benefícios para a ciência, permitindo à Embrapa focar suas pesquisas nos segmentos mais importantes desta cadeia produtiva. “Em 2019, a pecuária gerou um Valor Bruto da Produção (VBP) de aproximadamente R$ 1 bilhão de reais e foi responsável por cerca de 50% de todo o VBP agropecuário do Acre”, destaca Valentim.

Atualmente, cerca de 80% dos 25 mil produtores rurais acreanos envolvidos com a atividade pecuária trabalham com a venda de bezerros. São comercializados cerca de 550 mil bezerros por ano, segundo dados levantados pela equipe do Idaf. Os animais são vendidos para médios e grandes produtores, que atuam com as fases de recria e engorda.

As propriedades com rebanhos de até quinhentas cabeças, status de produção pecuária predominante no Acre, desenvolvem, principalmente, a atividade de cria. “Com a certificação sanitária, certamente haverá maior demanda e valorização da produção de bezerros, uma importante fonte de renda familiar”, comenta Valentim.

Há 15 anos o Acre foi considerado área livre de aftosa, mas com exigência de vacinação de todo rebanho duas vezes por ano. O Mapa editou, no dia 11 de agosto, instrução normativa que desobriga o Acre da necessidade de vacinação do rebanho. “Isso significará a ampliação das possibilidades de acesso da carne produzida no Estado, a mercados externos que remuneram melhor um produto de qualidade, com certificação sanitária e produzido à pasto. Tanto a boa infraestrutura de fiscalização do Idaf como a gestão eficiente das informações do rebanho foram exigências do Mapa para garantir a efetividade do sistema de governança sanitária local”, afirma o pesquisador da Embrapa Acre, Judson Valentim.

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Após mais de um mês, polícia ainda não conseguiu recuperar Hiluxs roubadas da SEPA

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No dia 16 de dezembro do ano passado, pelo menos seis criminosos invadiram a sede da Secretaria de Produção e Agronegócio do Acre (SEPA), roubaram quatro veículos e levaram o vigia como refém. Dos veículos, três eram caminhonetes e um carro de passeio.

Poucas horas depois, o servidor público e veículo menor foram encontrados já na região do município de Porto Acre.

Imediatamente, ainda mais por se tratar da invasão de um prédio público, a segurança do estado foi acionada para iniciar as investigações e tentar recuperar as caminhonetes roubadas.

Ocorre que após mais de um mês do crime, nenhuma das três caminhonetes foi recuperada. O secretário de Produção e Agronegócio do Acre (SEPA), Edivan Maciel, confirmou a informação. “Até agora não recebemos nenhuma das caminhonetes de volta. O que fizemos foi acionar o seguro, já que tive esse cuidado de incluir quando fizemos a licitação”.

O ac24horas também procurou a Polícia Civil, mas não conseguiu saber sobre o andamento das investigações com a delegada apontada pela assessoria da instituição como responsável pelo caso.

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Acre tem os preços mais altos do País em três combustíveis: gasolina, diesel e diesel S10

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De acordo com o Índice de Preços Ticket Log (IPTL), o preço médio do litro de gasolina no Brasil tem o seu maior e menor valor na Região Norte. No Acre, o combustível é comercializado a R$ 5,207, enquanto no Amapá, a R$ 4,243, uma diferença de 23%. Ainda na região, o Amazonas registrou o maior aumento neste início de 2021, de 4,43% em relação a dezembro.

O aumento da gasolina na média da Região Norte foi de 2,37%, o maior do País. Ainda assim, o preço médio por litro está mais caro apenas que na Região Sul – um perfil bem diferente do diesel.

“Tanto o diesel comum, encontrado a R$ 4,157, quanto o diesel S-10, a R$ 4,204, têm o maior preço médio identificado na Região Norte pelo IPTL. A maior alta registrada na região entre os combustíveis foi do diesel em Roraima. O preço médio do litro do combustível aumentou 4,9% em relação a dezembro, e está em R$ 4,202”, pontua Douglas Pina, Head de Mercado Urbano da Edenred Brasil, em nota do IPTL.

Entre os Estados, o Acre lidera a lista de combustível mais caro no diesel e no diesel S-10, além da gasolina. O diesel comum é encontrado no Estado a um preço médio de R$ 4,736, e o diesel S-10, a R$ 4,703. O etanol foi registrado com o maior valor médio no Pará, de R$ 4,096, isso sem considerar os Estados do Amapá e Roraima, cujos dados de volume de abastecimento do período não são suficientes para retratar o valor médio.

Já o Amazonas tem três dos combustíveis mais baratos da Região Norte: o diesel, comercializado a R$ 3,748, o diesel S-10, a R$ 3,828, e o etanol, a R$ 3,391.

O IPTL é um índice de preços de combustíveis levantado com base nos abastecimentos realizados nos 18 mil postos credenciados da Ticket Log, que tem grande confiabilidade, por causa da quantidade de veículos administrados pela marca: 1 milhão ao todo, com uma média de oito transações por segundo. A Ticket Log, marca de gestão de frotas e soluções de mobilidade da Edenred Brasil, conta com mais de 25 anos de experiência e se adapta às necessidades dos clientes, oferecendo soluções modernas e inovadoras, a fim de simplificar os processos diários.

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Dos 65 leitos de UTI no Acre, 50 estão ocupados; Into registra 90% de ocupação, mostra boletim

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Dos 40 leitos de Unidade Tratamento Intensivo (UTI) destinados à Covid-19 no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia no Acre (Into), unidade referência para atendimentos, 36 estão ocupados. Isso significa que a taxa de ocupação das UTIs subiu para 90%, de acordo com a última atualização feita pelo Governo do Estado, na tarde desta quarta-feira (20). Na terça, o Acre registrou 85% de ocupação com 34 leitos.

A taxa geral de ocupação de leitos de UTI, exclusivos para pacientes com a Covid-19 no Acre, está em torno de 76,9%.

Segundo dados do boletim, foram identificados 202 pacientes internados nos estabelecimentos monitorados, dos quais 146 com teste positivo para Covid-19. Do total hospitalizado, 50 estão em UTI e 152 em leitos (clínicos, obstétricos e pediátricos).

Na região do Baixo Acre, que engloba as cidades de Rio Branco, Sena Madureira, Plácido de Castro e Acrelândia, das 55 UTIs, 40 estão ocupadas, registrando uma taxa de ocupação de 72,7%. Destes, três são do Pronto Socorro, que registrou 30% de ocupação e os outros 36 são do Into, que registrou 90% de ocupação e um leito de UTI ocupado no Hospital Santa Juliana.

Já a região do Juruá, que engloba Cruzeiro do Sul, Tarauacá e Marechal Thaumaturgo, dos 10 leitos de UTI existentes, todos estão ocupados, registrando 100% de ocupação. Os leitos clínicos somam 94 e 33 estão ocupados, registrando 35,1% de ocupação.

Já regional do Alto Acre, que engloba as cidades de Brasileia e Epitaciolândia, sete estão ocupados, num total de 18 leitos disponíveis. A regional do Alto Acre é a única que não tem leitos de UTI para a Covid-19.

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Sem celebrações, Xapuri tem o 20 de janeiro mais diferente da história do município

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O dia mais importante dos xapurienses, do ponto de vista religioso, começou de maneira muito diferente do que ocorre de costume, anualmente, em 20 de janeiro, festa do padroeiro, São Sebastião.

Em razão das medidas relacionadas à pandemia de Covid-19, não houve celebração pela manhã e a única atividade prevista para o dia é uma carreata que fará o percurso da procissão, a partir das 16 horas.

Não havia, até o fechamento desta matéria, grande presença de visitantes na cidade, tendo como base o registro de apenas uma reserva feita na pousada Chapurys, uma das principais da cidade.

É aguardada, no entanto, a chegada de fiéis e devotos no decorrer do dia, até o momento da carreata, quando se espera, apesar das medidas sanitárias, uma grande concentração de pessoas em frente à igreja do padroeiro.

Cidade vazia

A primeira impressão de quem chega à área central de Xapuri nesta quarta-feira, 20, é a de que hoje é um dia normal na cidade. As principais ruas adjacentes à igreja, normalmente ocupadas pelos tradicionais marreteiros, estão quase desertas.

As praças Barão do Rio Branco e São Gabriel, onde se concentram todos os anos os parques infantis, praça de alimentação e feiras de artesanato, além de outras atividades, também destoam do cenário que se vê todos os anos nesta época.

Nesta terça-feira, 19, o prefeito Ubiracy Vasconcelos fez pronunciamento pela internet lamentando a decisão de ter suspendido todos as atividades comerciais da festa e pediu a compreensão da população.

“Lamentamos essa situação, mas o vírus nos obrigou a procedermos assim. Pedimos que as pessoas compreendam que todas as medidas tomadas foram no sentido de se proteger a população e salvar vidas”, disse o prefeito.

A Paróquia de São Sebastião também foi rigorosa com as medidas e suspendeu todas as atividades religiosas que pudessem causar aglomerações. Os nove dias de celebrações do Novenário ocorreram com público reduzido e com transmissão ao vivo pelas mídias sociais da igreja.

Para a visitação dos devotos e pagamento de promessas, a imagem de São Sebastião foi colocada à porta da igreja, que permanecerá fechada ao público durante todo o dia.

Outras informações a qualquer momento.

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