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Conciliar teoria e prática nos estudos em casa é possível; saiba como 

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Proatividade e comprometimento são fundamentais para garantir uma formação sólida

Estudar em casa na modalidade a distância requer muita disciplina, já que a flexibilidade nos horários de estudo pode fazer com que o estudante procrastine, adiando o momento de estudar. Por isso, conciliar teoria e prática na Educação A Distância (EAD) torna-se desafiador para muitos estudantes, pois o empenho e rendimento dependem, em grande parte, do próprio aluno. 

Saber conciliar teoria e prática é fundamental para garantir uma formação sólida, capaz de promover a aplicação dos conhecimentos acadêmicos no mercado de trabalho. Isso vale tanto para os cursos de graduação quanto de pós-graduação. Pensando nisso, o Educa Mais Brasil listou algumas formas para quem precisa conciliar teoria e prática estudando a distância. 

Adote uma postura ativa 

Durante os estudos, procure identificar em quais situações do dia você pode aplicar os conhecimentos adquiridos. Assim, é importante usar a internet para pesquisar como o conteúdo estudado gera resultados na sua área de formação. A partir dessa imersão, fica mais fácil visualizar como as atividades práticas se refletem na teoria.

Utilize os recursos da plataforma digital

Como as atividades do curso EAD são realizadas no ambiente virtual, as faculdades disponibilizam o conteúdo teórico em formatos multimídia, como textos, áudios e vídeos. Além disso, os alunos contam com fóruns de discussão, atividades, tutoria e outros mecanismos para suprir suas necessidades. Dessa forma, ser um usuário ativo no AVA é uma condição primeira para colocar em prática os conhecimentos adquiridos.

Participe ou crie projetos experimentais

Para quem estuda EAD, totalmente on-line ou semipresencial, existem pelo menos duas possibilidades de desenvolvimento de projetos experimentais. A primeira dessas é a criação de projetos independentes, principalmente visando ao Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). A segunda é o engajamento em projetos já existentes em sua própria faculdade, como é o caso de clínicas, laboratórios e centros de pesquisa internos. Em alguns deles, é possível até mesmo realizar estágios profissionais. A orientação dos professores é fundamental nos dois casos. Além de ganhar experiência, é uma ótima oportunidade para valorizar o currículo.

Faça exercícios sobre o conteúdo estudado

Fazer exercícios ajuda a memorização do conteúdo. Ao se engajar verdadeiramente com o curso EAD e realizar as tarefas com calma, não deixando para entregar tudo em cima da hora só porque “vale nota”, o aluno exercitará efetivamente o que está aprendendo e, consequentemente, perceberá maior domínio sobre os conteúdos estudados.

Fonte: Agência Educa Mais Brasil

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Acre

PMs receberão hora extra por policiamento em espaços públicos

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Foto: Sérgio Vale/ac24horas.com

O governador Gladson Cameli e o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, assinaram na nesta quinta-feira, 21, um convênio técnico financeiro no qual a prefeitura vai repassar valores de hora extra para os policiais militares do Estado que fazem o policiamento de espaços públicos de grande circulação da capital.

A prefeitura investirá mais de R$ 1 milhão somente este ano para o pagamento do banco de horas dos policiais que fazem a segurança de espaços como mercados públicos, terminais de passageiros, o Shopping Aquiry, postos de saúde, entre outros. Como exemplo, é por meio desse convênio que o Terminal Urbano possui hoje policiamento 24 horas por dia.

Com o recurso a mais vindo da prefeitura, o Estado consegue garantir policiamento ostensivo de longa duração em pontos-chaves da capital, com muita circulação de pessoas e também com registro acima da média de pequenos delitos.

O governador Gladson Cameli ressaltou que numa parceria como essa, ambas as gestões saem com vantagens, mas quem ganha, principalmente, é a população.

“A gente está dando as mãos com a prefeitura, estamos dividindo problemas e obrigações na busca por soluções compartilhadas. E reforço aqui o apelo que tenho feito à equipe de governo de que sempre se mantenha em diálogo com a prefeitura da nossa capital”, destacou o governador.

O prefeito Tião Bocalom agradeceu a parceria e afirmou que muitas outras estão vindo, e que esse é o resultado das primeiras conversas de sua equipe [prefeitura] com a segurança pública do Estado.

“Esse convênio foi para dar a complementação dos nossos policiais militares, mas também queremos avançar num projeto que possa fazer com que policiais da reserva também possam atuar pela prefeitura. Isso é importante porque o trabalho não fica restrito apenas ao governo do Estado, mas que a prefeitura está buscando fazer a parte dela e ir além”, conta o prefeito.

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Coluna do Astério

PP abre porteira para secretários disputarem eleição!

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O deputado José Bestene afirmou durante entrevista ao jornalista Antônio Muniz (TV RB), que não vê problema nenhum em secretários serem candidatos nas próximas eleições.

A participação dos secretários é positiva para a reeleição do governador Gladson Cameli.

O primeiro a se declarar favorável foi o líder do governo na Assembleia, deputado Gerlen Diniz, também do PROGRESSISTAS.

Bestene lembrou que quando foi procurado pelo vereador N. Lima para se filiar ao partido, algumas pessoas saíram do PP. “Foi um erro, elegemos três vereadores, ninguém tem que ter medo de concorrer. Eu mesmo poderia ter negado espaço por causa do Samir, mas isso é besteira”, argumentou.

Portanto, os secretários e assessores do governador Gladson Cameli que desejam concorrer terão o total apoio do PROGRESSISTA.

“O amor ao dinheiro é a raiz de todos os males”. (Jesus, o Filho do Homem)

. A atitude do governador Gladson Cameli em não vacinar é um gesto nobre, que demonstra firmeza de propósito e de caráter diante da tragédia causada pela Covid-19.

. Duque de Caxias, na Guerra do Paraguai, só aceitou comer, depois de uma renhida batalha, após todos os seus soldados terem se alimentado.

. A decisão de qualquer prefeito de voltar às aulas na onda crescente de pandemia não pode ser unilateral; precisa obedecer às autoridades sanitárias.

. O pau que dá em Chico, dá em Francisco!

. Coitado do Chico e do Francisco!

. Quem não aprende com amor, com pau é que não aprende!

. Gesto nobre da mãe do governador, Linda Cameli, ao pedir desculpas por ter chamado o prefeito Bocalom de “Doido” que pretende voltar com as aulas presenciais;

. “O doido” foi no sentido de “decisão temerária”; a questão é que tem gente que entende doido ao pé da letra.

. A Covid-19 está deixando todo mundo doido, nervoso!

. Passei três dias sem ver na televisão notícias sobre a Covid-19, me senti mais fortalecido, já não dormia mais.

. E vou continuar; JN nem pensar!

. Se você pretende/saber quem eu sou/eu posso lhe dizer, entre no meu carro/ na estrada de Santos/ você vai me conhecer…

. Conhecer o tanto de multa que vai pegar…

. Nazaré Araújo Lambert é uma das arquitetas políticas do novo PT no Acre.

. “Não é mudar o caminho, mas escolher uma nova maneira de caminhar”.

. A D.R. precisa recuar, abrir caminhos para outras possibilidades!

. O ex-juiz Pedro Longo faz um belo mandato de deputado estadual!

. A propósito, os deputados não voltam às sessões presenciais no início de fevereiro.

. O deputado Luís Gonzaga nem mesmo férias tirou; seria candidato a deputado federal pelo PSDB?

. Bom dia!

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Daniel Silva

Motivação na inovação 

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Há inúmeras teorias científicas capazes de explicar a motivação humana. Algumas são aparentemente contraditórias. Digamos aparentemente por que, de fato, as contradições são apenas demonstrações tácitas de que ainda não se conseguiu encontrar o esquema lógico que une todas elas em um todo, ainda que incompleto. Essa multiplicidade explicativa apresenta, portanto, o ponto de partida de que as pessoas fazem coisas, feitos notáveis ou corriqueiros, por algum motivo, alguma razão. O acaso e seus sortilégios não existem no grande palco onde se processam as realizações humanas. E, no universo das inovações, o desafio da motivação é singular porque talvez seja aqui o único ambiente onde, talvez, a teoria de Maslow e sua pirâmide das necessidades não se aplique em sua integralidade. Isso não significa, contudo, que os motivos humanos não estejam presentes no processo de inovação. Neste sentido, este ensaio tem como objetivo mostrar a especificidade da motivação na geração da inovação tecnológica.

Os indivíduos que estão na linha de frente das inovações são singulares. De forma geral são pessoas que passaram muitos anos estudando quase tudo o que há de conhecimentos nas suas áreas de formação. Logo, fazem parte da uma insignificante parcela da humanidade que se dedicaram a pelo menos dez anos de estudos superiores. Poucos são os cidadãos do mundo que têm título de doutorado e experiência com estágios pós-doutorados. E menor ainda é o percentual daqueles que continuam a estudar e a testar o que aprenderam em termos de artefato de alguma utilidade para outros indivíduos. É preciso muita energia,  muito querer, muita determinação, quase loucura, se não loucura isso já não for.

E parece que as energias dos cientistas e dos inovadores, que são aqueles que geram o novo sem conhecimentos aprofundados da ciência, não acabam. Pelo contrário. A impressão que muitas vezes se tem é que quanto mais fracassam, e eles fracassam muito, mais eles se renovam energeticamente e voltam com mais força e determinação ainda para nova rodada de tentativa de alcance do sucesso pretendido. E, se fracassarem novamente, outras e outras tantas vezes voltarão a enfrentar seus desafios até que se sintam realizados. É verdade que alguns desistem de seus intentos, mas são muito poucos os que agem assim em relação ao total.

Abraham Maslow, um dos grandes cientistas da motivação, considerava que as pessoas faziam coisas por alguma necessidade. Partindo das mais básicas para as mais superiores, as pessoas procuram primeiro suprir suas necessidades fisiológicas, pois, sem elas, a própria vida não subsiste. Supridas, aparecem as necessidades de segurança, que quase não é sentida quando as fisiológicas ocupam o primeiro plano, e que visam a não voltar ao estado de carência anterior. Supridas as necessidades de segurança, surgem as necessidades sociais, onde se busca pertencer a algum grupo, envolver-se. Supridas essas, emergem as necessidades de estima, afeto, que dão lugar às necessidades de autorrealização, em que os indivíduos se colocam desafios que julgam importantes.

Embora dinheiro (necessidade fisiológica) seja importante, assim como segurança no trabalho (necessidade de segurança), pertencer a um determinado grupo de pesquisadores e ser reconhecido afetivamente nesse grupo parecem ser tão importantes quanto a necessidade de autorrealização, que é o que parece ser a força motriz dos inovadores. A pirâmide de Maslow parece invertida no caso dos cientistas e inovadores. A base são os projetos de inovação, que são a autorrealização desses indivíduos. Apoiada nela ou circundando-a estão o pertencimento ao projeto de pesquisa e o reconhecimento de seu valor pelo grupo. Mais distantes aparecem as necessidades de segurança e fisiológicas, porque, como são indivíduos raros no mercado das inovações, são facilmente recolocados e com salários no mínimo razoáveis.

Esse esquema permite que os gestores planejem e executem um programa de alto impacto na motivação de seus quadros de inovadores. Primeiro, deem-lhes desafios à sua altura, com todos os insumos, máquinas, equipamentos e instalações necessárias. Segundo, forme a equipe com pessoas que, além da capacidade de realização, também sejam desenvolvidos emocionalmente, de maneira que saibam reconhecer esforços e hábeis em intermediação de conflitos. Terceiro, firme contratos de longo prazos com as equipes, de maneira que não se preocupem com possibilidades de paralisações do projeto. Quarto, pague bem e retribua melhor ainda, o que significa equiparar a remuneração básica ao que o mercado paga e dividir uma parte dos ganhos com os membros das equipes.

Pesquisadores gostam de ver seus nomes em artigos científicos e ensaios teóricos. Cientistas gostam de criar novos conhecimentos e simultaneamente criar formas de sua utilização. Para isso, criam seus protótipos, que, depois de testados e retificados inúmeras vezes, são considerados aptos para o suprimento de necessidades de outros indivíduos e organizações. É neste momento que o protótipo se transforma em produto, de maneira que não se tem produto sem que o protótipo tenha sido devidamente testado em eficiência, eficácia e inúmeros outros aspectos. Essa trajetória toda pode envolver poucos dias, assim como décadas. E o motivo por que não desistem é justamente a necessidade de autorrealização.

Isso parece óbvio. Mas a prática tem demonstrado que poucos são os gestores de inovação que conseguem trabalhar com sucesso os esquemas de motivação. Mais do que isso, sem compreensão e uso adequado dos motivos humanos para materializar as inovações os cientistas e inovadores tendem a se dispersar e tornarem-se improdutivos, o que pode culminar com o abandono da instituição ou serem acometidos de casos sérios de depressão e outras doenças da alma e uso de drogas. Sem os motivos que os fazem ser seres formidáveis, os cientistas e inovadores podem até perder os sentidos do próprio viver.


Daniel Silva é PhD, professor, pesquisador do Instituto Federal do Amazonas (IFAM) e escreve todas às sextas-feiras no ac24horas.

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Notícias

Mídia, Ayres Brito e Schopenhauer – tudo a ver

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Carlos Ayres Brito, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, hoje em dia superadvogado de supercausas junto aos supertribunais, disse em entrevista recente que, do ponto de vista jurídico, o presidente Jair Bolsonaro cometeu crimes de responsabilidade que justificariam um processo de impeachment contra ele. Abaixo alguns trechos da entrevista, retirados do site da Folha de S. Paulo

 “O povo diz ‘saúde é o que interessa, o resto não tem pressa’, a Constituição, que saúde é dever do Estado e direito de todos. Salta aos olhos: ele promove aglomerações, não tem usado máscara, não faz distanciamento social. Respostas como ‘e daí? ou, ‘não sou coveiro’ não sinalizam um caminhar na contramão da Constituição?”, questionou o ex-ministro do STF.

“Se o presidente não adota políticas de promoção da saúde, segmentos expressivos da sociedade —a imprensa à frente— passam a adverti-lo de que saúde é direito constitucional. Prioridades na Constituição não estão sendo observadas: demarcação de terra indígena, meio ambiente”, lembrou Ayres Brito.

Ainda de acordo com o ex-ministro do STF, o impeachment é a “mais severa sanção” e “tem explicação”. “Somente se aplica àquele presidente que adota como estilo um ódio governamental de ser, uma incompatibilidade com a Constituição. É um mandato de costas para a Constituição, se torna uma ameaça a ela. E aí o país se vê numa encruzilhada. A nação diz, “olha, ou a Constituição ou o presidente. E a opção só pode ser pela Constituição’, disse. Em outro momento, o ex-ministro afirmou que Bolsonaro merece um processo de impeachment pelo “conjunto da obra”.

O que vemos acima, sabe muito bem o ex-ministro, figurinha fácil diante de holofotes e microfones da imprensa, pode ser facilmente classificado no item falácia da ampliação indevida, proposto pelo filósofo alemão Artur Schopenhauer em sua dialética erística, publicada postumamente e popularizada como “38 estratagemas para ganhar uma discussão sem ter razão”. A julgar por sua entrevista, Ayres Brito é um falacioso descarado, que conta com o favor da mídia militante para reverberar seus falsos argumentos como verdadeiros.

Neste caso, Ayres Brito usa o estratagema da ampliação indevida. Trata-se, em síntese, do seguinte: Quanto mais genérica for a acusação, maior será a possibilidade de ataques a ela, portanto, a tese mais genérica é, também, a mais indefesa porque admite um número bem maior de ataques. 

Quando, Ayres Brito diz que o “conjunto da obra” faz razão de pedir o impeachment ele, voluntariamente, abre um leque quase infinito de ataques ao presidente. Ou seja, qualquer declaração ou ação do Presidente em dois anos de mandato, pode ser apresentada como “prego” na construção da bomba que derrubaria seu mandato, embora, em si mesma nenhuma delas seja de fato relevante. Obviamente, Ayres Brito não faz essa argumentação medonha como jurista respeitável, ele fala como se ainda fosse filiado ao PT, onde militou por 18 anos. Seus antigos companheiros agradecem.

Por outro lado, fica o alvo – Bolsonaro, obrigado a se defender de todos os “pregos” argumentativos lançados diariamente, sem trégua, pela imprensa e políticos adversários. Aí está a falácia da ampliação. Ou Brito acha que a frase “não sou coveiro” derruba um presidente democraticamente eleito? Quem sabe, o não uso de máscara vira crime de responsabilidade? Soaria ridículo, se não fosse trágico. Na falta de motivos, ele apela para o meio ambiente, política indígena etc., somando tudo como um saco de batatas a que dá o nome de conjunto da obra. 

Bem sabe Ayres Brito que, a não ser por novo salto triplo hermenêutico no STF, os argumentos elencados por ele mesmo são ridículos e “conjunto da obra” não enseja impeachment. Do contrário, a extensa trama político-administrativa que envolveu o mensalão teria derrubado Lula e a Dilma nem teria sido reeleita. Aliás, fica ele devendo o artigo que estaria tipificado o “conjunto da obra”.

Ciente disso, em outra frente, mais pragmática, mas no mesmo sentido, labuta agora o Deputado Rodrigo Maia, também conhecido pela alcunha “botafogo” nas planilhas da ODEBRECHT. Sugere o filho de César Maia (outro enrolado com a Justiça), que “não há como o governo escapar de uma Comissão Parlamentar de Inquérito – CPI em razão da questão da falta de oxigênio em Manaus”. Maia, o novo/antigo aliado da extrema-esquerda quer criar o “fato determinado” que caracterize uma CPI, para que daí surja um eventual crime de responsabilidade capaz de motivar um pedido de impeachment. Se tudo sair como planejado, o Baleia Rossi estará a postos como presidente da Câmara dos Deputados para o serviço seboso.

Voltemos a Schopenhauer. Da falácia da ampliação indevida decorrem outras formas de ganhar o debate sem ter razão. Uma delas é a mudança de sentido de frases ou palavras. Tomemos a declaração do ex-ministro em forma de pergunta: “Respostas como ‘e daí?’ ou ‘não sou coveiro’ não sinalizam um caminhar na contramão da Constituição?” Ora, é óbvio que as frases infelizes do Bolsonaro não são mais do que isso mesmo – infelizes. Vistas em seu contexto, cada uma das respostas dadas pelo Presidente foi, no máximo, indelicada. Que história é essa de “caminhar contra a constituição”? Neste caso, Brito altera o sentido da frase de Bolsonaro (Schopenhauer explica) e o ataca sem nenhuma lógica. Novamente, está sendo intelectualmente desonesto. 

Em outro trecho, Ayres Brito insinua que o presidente “adota como estilo um ódio governamental de ser, uma incompatibilidade com a Constituição. É um mandato de costas para a Constituição, se torna uma ameaça a ela”. Notaram a palavra ódio colocada na frase sem cabimento? Ela apareceu aí do nada? Não. No melhor estilo descrito pelo filósofo alemão ela foi inserida como sinônimo de qualquer coisa que se queira, para que se possa atacar este “ódio” fantasioso. Que contorcionismo hermenêutico encontraria sentido neste “ódio governamental”? Entretanto, o sujeito – Bolsonaro, terá que se defender dessa sinonímia picareta criada apenas para atacá-lo.

Enfim, percebe-se ao olhar de modo um pouquinho mais apurado, que nos dias de hoje a “verdade” lida nos jornalões não existe. A grande mídia morreu. A imprensa mainstream renunciou ao seu melhor papel, o da informação, e dedica-se exclusivamente a militar por uma causa – o progressismo e a necessária eleição de governos de esquerda. Para isto, atrai, como vimos, uma autoridade do mundo jurídico, o que também já está em Schopenhauer (argumento da autoridade), que se presta ao serviço de construir em entrevista flagrantemente guiada, uma falácia ampliada indevidamente, visando sustentar a viabilidade jurídica de um impeachment contra o presidente que se elegeu e se sustenta contra todo o establishment. 

Tristemente, aos 78 anos de idade, Ayres Brito empresta seu brilho e história como constitucionalista a este embuste que o conluio mídia-justiça-parlamento concerta contra o voto legítimo do povo brasileiro. Retorna sob aplausos às suas origens petistas.

Nós, pessoas comuns, precisamos atentar que a luta não é simplesmente entre a orfandade de Lula abrigada em siglas de esquerda e o Bolsonarismo confuso que tenta falar à sociedade pelas mídias alternativas, mas entre visões de mundo opostas. Uma, de ruptura coletivista, assassina, autoritária e globalista e, outra, de avanço reformista, liberal, democrático e nacional. Este é, afinal, o jogo que está sendo jogado no mundo inteiro. A escolha é de lado e não de personagens.


Valterlucio Bessa Campelo escreve opiniões e contos às sextas-feiras no ac24horas e eventualmente em seu BLOG

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