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Prefeitos alvos de operação da Polícia Federal falam sobre a Covid-19, reeleição e mandados judiciais

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O programa Bar do Vaz que foi transmitido ao vivo nesta quinta-feira, 04, pelo ac24horas entrevistou os prefeitos Ilderlei Cordeiro, de Cruzeiro do Sul, e Bira Vasconcelos, de Xapuri. Ambos os gestores expuseram seus posicionamentos e ações frente à pandemia do novo coronavírus, sobre reeleição e ainda comentaram a operação da Polícia Federal apoiada pela Controladoria-Geral da União (CGU) que cumpriu 85 mandados de busca e apreensão em oito municípios do Acre nessa quarta, dia 03.

Ilderlei, que é um dos contaminados pela doença, disse que a situação da Covid-19 está delicada no Juruá, com média de 100 casos registrados por dia desde a semana passada. “Batemos um número recorde de novos casos ontem, com 188 confirmados em um só dia”. Ele afirma que tem pedido com veemência aos moradores que fiquem em casa e respeitem os decretos de distanciamento social.

Vasconcelos, de Xapuri, também está isolado em casa após ter contato com casos confirmados. “Temos uma rede de atendimento, unidade referência que tem feito testes de coronavírus pela prefeitura. Porém, nosso hospital não tem condições de atender pacientes, não temos um local onde colocar uma pessoa se ela estiver com covid-19”.

Diferente de Cruzeiro do Sul, a cidade de Xapuri depende do hospital de Brasileia ou de Rio Branco para tratar os contaminados que precisam de auxílio hospitalar. “Por isso, uma realidade que temos que trabalhar é o isolamento”. O prefeito decretou toque de recolher no município. Às duas prefeituras contam com aporte financeiro estadual e federal e até iniciativas sociais para suprir as necessidades impostas pela epidemia.

Operação Off-Label

Questionados sobre a operação que investiga supostas fraudes na compra de medicamentos pelos municípios, Ilderlei afirma que se incomodou com a maneira que foi acordado pelos policiais, mas que não teme sua prisão, pois, garante não ter nenhum contrato ilícito de sua parte. “Nunca passei por nada desse tipo, me abordando como se fosse quase um bandido. Entraram pela janela do quarto. O que mais me entristece é que eu já fui à Polícia Federal no começo da minha gestão e me coloquei a disposição e que não tenho nenhum problema de ser investigado, mas fica o trauma. É algo doído pra sua vida. Eu não sou bandido, não tenho esse currículo de corrupção na minha vida”.

Cordeiro cogita junto a seus advogados pedir a restituição de todos os bens que foram apreendidos e que, segundo ele, nada têm a ver com fruto de corrupção. “Tenho como comprovar tudo que tenho. Minha vida é transparente. Quem está falando de mim está julgando errado, não tenho nada a esconder”.

Bira Vasconcelos também se diz tranquilo quanto ao resultado da investigação. Ele estava indo visitar o pai quando recebeu a ligação informando que os policiais estavam na sede da prefeitura, e Xapuri. “Quando cheguei os agentes já tinham ido embora. Encaro isso com naturalidade. Meu secretário de finanças entregou toda a documentação e prestou os esclarecimentos necessários”.

Para Bira, gestores públicos sempre estão sujeitos a esse tipo de situação. “Quando se lida com dinheiro que não é seu, temos que prestar contas, não só com o povo, mas também com os órgãos de controle. Eu nunca me neguei a prestar nenhum esclarecimento. Não temo, a gente faz tudo pra acertar, mas, se for encontrado algum erro, não vai ter dolo, má-fé ou enriquecimento ilícito da minha parte, porém, acredito muito em minha equipe”.

Reeleição

Sobre possibilidade de reeleição de ambos os prefeitos, tanto Ilderlei, como Bira, ainda não decidiram o futuro das próximas eleições municipais. Cordeiro anda desgostoso com as situações de escândalo que o envolvem, já Bira se coloca à disposição do partido e dos eleitores.

“Minha vida pública está nas mãos de Deus. Mas uma coisa é certa, a cada dia que ocorre esse tipo de perseguição isso me faz refletir muito. Os bons estão sendo mortos fisicamente ou moralmente. Estou analisando muito depois desse episódio de ontem”, lamenta o prefeito de Cruzeiro do Sul.

Já Bira diz estar fazendo um mandato “o mais transparente possível. Tenho 7 anos e meio que sou prefeito e não possuo nenhum processo que desabone a minha conduta. Estou à disposição. A candidatura depende da conjuntura política. É um momento difícil de ser prefeito e de ter vida pública, mas acredito que existe uma questão primordial, que é a de não fugir da luta”, conclui.

Ao final da entrevista, Ilderlei também comenta o fato de ter recebido uma proposta de propina de um empresário assim que recebeu visita dos agentes da PF. Assista na íntegra logo abaixo.

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Bar do Vaz

Polícia Rodoviária Federal abre concurso para 1,5 mil vagas

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A Polícia Rodoviária Federal (PRF) abriu concurso público para 1,5 mil vagas de policial rodoviário federal. O salário é de R$ 9.899,88.

O concurso é de abrangência nacional, sendo ofertadas aos novos policiais as oportunidades de lotação de acordo com a necessidade do serviço e o interesse público. As vagas disponíveis para lotação serão oferecidas primeiramente aos servidores já em exercício, mediante processo seletivo interno, e o saldo de vagas remanescentes será oferecido aos novos policiais.

O candidato deve ter graduação em qualquer área de formação e ter Carteira Nacional de Habilitação ou permissão para dirigir veículo automotor na categoria “B” ou superior.

As inscrições devem ser feitas de 25 de janeiro a 12 de fevereiro pelo site https://www.cebraspe.org.br/concursos/PRF_21. A taxa é de R$ 180.

Do total de vagas, 1.125 são para ampla concorrência, 300 para candidatos negros e 75 para candidatos com deficiência.

O concurso terá as seguintes fases:

Prova objetiva e prova discursiva, de caráter eliminatório e classificatório;

Exame de aptidão física, de caráter eliminatório;

Avaliação psicológica, de caráter eliminatório;

Apresentação de documentos, de caráter eliminatório;

Avaliação de saúde, de caráter eliminatório;

Avaliação de títulos, de caráter classificatório.

Investigação social, de caráter eliminatório, que se estenderá durante todo o concurso.

Curso de Formação Policial (CFP), de caráter eliminatório e classificatório, a ser realizado na Universidade Corporativa da Polícia Rodoviária Federal (UniPRF), na cidade de Florianópolis ou em outros locais indicados pela PRF, e contemplará a realização de provas teóricas e práticas.

Todas as fases, com exceção do curso de formação, serão realizadas nas capitais de todos os estados e do Distrito Federal.

As provas objetiva e discursiva serão em 28 de março. O curso de formação, após todas as etapas da seleção, começa em 10 de agosto.

VEJA O EDITAL AQUI. 

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Bar do Vaz

“Eu era um peão no tabuleiro”, diz jornalista Itaan Arruda sobre governo do PT

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O convidado do programa Bar do Vaz deste domingo, 10, é o jornalista Itaan Arruda, apresentador do Gazeta Entrevista e radialista na Rádio Cidade FM 107.1. O comunicador que sempre atuou na maior parte da carreira nos bastidores do jornalismo, aborda agora sua chegada à TV como uma positiva revelação.

À frente de um dos programas mais vistos no Acre na atualidade, Arruda explica que sua ida à telinha de TV se tratou de uma obra do acaso. “Eu estava [trabalhando] no site agazeta.net quando o então apresentador Alan Rick se candidatou e ganhou a eleição para deputado federal e eu, que ficava só cobrindo férias, acabei assumindo o programa Gazeta Entrevista”.

Apesar da nova fase, Itaan já havia atuado com entrevistas no Sistema Público de Comunicação. “Juntou a fome com a vontade de comer”, diz, destacando que a área proporciona uma perspectiva diferente na abordagem política: “com uma liberdade calculada. E trouxe uma oportunidade boa de trabalho e estou gostando”, salienta.

O jornalista faz revelações de quando era parte da equipe de governo acreano petista de Jorge Viana e Binho Marques. Havia diferenças gritantes entre ambos os governantes: um gostava de ser manchete e o outro não. “Foi uma experiência muito boa. Tive a oportunidade de conhecer o Acre”. Entretanto, Itaan acredita que começou errado como assessor de imprensa. “Era no início da carreira e precisava de um olhar mais refinado para a política”.

Itaan também comenta como e por que recusou o convite para trabalhar com um ex-governador do Acre, época em que foi apontado como traidor e ex-petista pelo simples fato de querer “sair daquela bolha”.

Assista a entrevista completa:

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Acre 01

Tião Bocalom diz que enfrenta agora o momento mais difícil: fazer tudo que prometeu

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O prefeito eleito de Rio Branco Tião Bocalom (Progressistas) é o convidado do programa Bar do Vaz deste sábado, dia 2 de janeiro. Durante a entrevista, o novo gestor da capital acreana diz que passada a campanha eleitoral, agora chegou o momento mais difícil: fazer tudo que prometeu.

“Graças a Deus, a primeira etapa foi vencida e o mais difícil é agora, que é exatamente a gente colocar em prática tudo aquilo que eu falei não só nessa campanha, mas aquilo que falei também nas outras campanhas”, salientou.

Antes de se consagrar prefeito de Rio Branco, Bocalom já enfrentou três campanhas de governador e 3 campanhas de prefeito. “E em todas elas eu nunca mudei o discurso. Sempre usei a mesma linha de projeto de modelo, baseado sempre no agronegócio”.

A resposta nas urnas da capital, para Bocalom, significa o desejo da população pela implementação do projeto ‘Produzir para Empregar’. O prefeito também comentou sobre a questão da vaca mecânica. “Fizeram uma gozação danada com a vaca mecânica, mas ela existe”.

Veja a entrevista completa:

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Bar do Vaz

Petecão declara que apoiar Bocalom à prefeitura foi uma “questão de honra”

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O senador Sérgio Petecão (PSD) é o entrevistado do programa Bar do Vaz desta quinta-feira, 31, véspera de ano novo. Nesta edição, a conversa gira em torno de política, pandemia do novo coronavírus entre outros assuntos. O parlamentar aborda questões relacionadas ao seu mandato no Senado Federal e ainda fala da campanha das últimas eleições municipais que elegeram seu candidato, Tião Bocalom, à prefeitura de Rio Branco.

Petecão explica o motivo que o fez apostar no candidato Bocalom e fatores que o fizeram desistir da então prefeita Socorro Neri na filiação ao PSD. “Na articulação, o Bocalom foi escolhido por mim e o Bestene [deputado estadual]. E para nossa surpresa o governador disse que não iria mais apoiar Bocalom. Aí eu não entendi mais nada”, declara.

A partir de então, Petecão afirma que apoiar Bocalom à prefeitura virou uma espécie de questão de honra. “Acho que ele [Gladson Cameli] não acreditava no nosso projeto”, sugere o senador.

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