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EXCLUSIVO: Astrônomo descarta queda de meteorito e diz que restos de foguete russo caíram entre o Acre e o Peru

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Após a notícia, ontem, sobre a possível queda de um meteorito em uma região isolada de Pucallpa, no Peru, na fronteira com Cruzeiro do Sul, no Acre, uma nova informação veio à tona. O astrônomo Marcelo de Cicco, pesquisador tecnologista do Inmetro e coordenador do Projeto Exoss do Observatório Nacional, com sede no Rio de Janeiro, especializado em monitoramento e notícias sobre cometas e asteróides, informou em entrevista ao ac24horas, por telefone, depois de uma minuciosa pesquisa da equipe do projeto, ainda na noite de ontem, que o que caiu na amazônia peruana foram restos de um foguete da indústria aeroespacial russa. O satélite de comunicações
(AngoSat 1 Communications Satellite) foi lançado pelos russos no dia 27 de dezembro do ano passado, informou o astrônomo.

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Aeronáutica cogita que meteorito caiu em região isolada entre o Acre e o Peru

A equipe coordenada por Marcelo de Cicco teve acesso aos vídeos gravados na cidade de Cruzeiro do Sul e após horas de pesquisa e informações oficiais de portais internacionais de monitoramento sobre o tema chegou à conclusão de que se trata de lixo espacial.

“São restos do foguete lançador do satélite AngoSat 1 Communications Satellite. Isso acontece sim. É próprio da estratégia de lançamento de satélites. O foguete lança o satélite lá em cima, o último estágio abre, manda o satélite para ser recolocado e eles já propositalmente calculam que aquele resto do foguete, aquele estágio, eles já calculam pra que ele queime na atmosfera depois de algum tempo”, explica.

O lixo espacial reentrou na atmosfera e foi visto exatamente às 18h32 (horário local) e às 23h32 (UTC), termo que significa Tempo Universal Coordenado, informou Marcelo de Cicco.

As informações sobre a queda provável de um meteorito foram repassadas no começo da noite do sábado, 27, ao Corpo de Bombeiros em Cruzeiro do Sul pelo Centro de Navegação da Infraero no Juruá após boatos nas redes sociais e em grupos de WhatsApp sobre a queda de uma avião de grande porte na região de Pucallpa.

A luz que surgiu no céu do Acre foi filmada e fotografada em Tarauacá, Rio Branco, Feijó e Cruzeiro do Sul, e foi um dos assuntos mais comentados pelos acreanos nas redes sociais.

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Destaque 2

Acre passa de 56 mil casos de Covid-19 e chega a 987 morte pela doença

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O Acre registrou mais 376 casos de infecção por coronavírus nesta quinta-feira, 25, conforme divulgado pelo boletim epidemiológico da secretaria de Estado de Saúde (Sesacre). Destes, 172 foram confirmados por exames de RT-PCR e 204 por testes rápidos. O número de infectados saltou de 55.881 para 56.257 nas últimas 24 horas.

Mais 7 notificações de óbitos foram registradas nesta quinta-feira, 25, sendo 2 do sexo masculino e 5 do sexo feminino, fazendo com que o número oficial de mortes por Covid-19 suba para 982 em todo o estado.

Até o momento, o Acre registra 154.739 notificações de contaminação pela doença, sendo que 97.391 casos foram descartados e 1.091 exames de RT-PCR seguem aguardando análise do Laboratório Central de Saúde Pública do Acre (Lacen) ou do Centro de Infectologia Charles Mérieux. Pelo menos 46.298 pessoas já receberam alta médica da doença, enquanto 303 pessoas seguem internadas.

Óbito do sexo masculino:

Morador de Epitaciolândia, E. G. N., de 67 anos, deu entrada no dia 7 de fevereiro, no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into-AC), vindo a falecer no dia 21.

Morador de Cruzeiro do Sul, E. L. L. F., de 42 anos, deu entrada no dia 4 de fevereiro, no Hospital do Juruá, vindo a falecer no dia 24.

Óbito do sexo feminino:

Moradora de Rio Branco, A. T. S. A., de 76 anos, deu entrada na Fundação Hospitalar, no dia 7 de fevereiro, vindo a óbito no dia 20.

Moradora de Rio Branco, V. M. S., de 61 anos, deu entrada no dia 27 de janeiro, no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into-AC), vindo a falecer no dia 23 de fevereiro.

Moradora de Rio Branco, J. B. S., de 85 anos, deu entrada no dia 21 de fevereiro, no Pronto-Socorro de Rio Branco, vindo a falecer no dia 24 de fevereiro.

Moradora de Rio Branco, L. R. S., de 82 anos, deu entrada no dia 21 de fevereiro, na Unidade de Pronto Atendimento da Via Verde, vindo a falecer no dia 22.

Moradora de Rio Branco, M. S. S. S., de 62 anos, deu entrada no dia 23 de fevereiro, no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into-AC), vindo a falecer no dia 24 de fevereiro.

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Destaque 2

Alagados querem ajuda de Bolsonaro e empresários o apoio financeiro à classe comercial

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O presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido) visita o Acre nesta quarta-feira, 24, devido à avalanche de crises em que o estado se encontra num momento onde o mundo todo sofre com uma pandemia. Por aqui, além da contaminação desenfreada de Covid-19, o transbordamento de rios e igarapés, conflitos migratórios e surto de dengue favorecem um cenário caótico nos municípios acreanos.

Dez cidades foram duramente afetadas pela cheia dos rios Acre, Juruá, Purus, Envira, Tarauacá e Iaco. Mais de 110 mil pessoas alagadas. O desejo dos acreanos afetados pela dengue e alagação é o mesmo: melhor cuidado com o saneamento básico nas cidades e ajuda para mudar de regiões com risco de alagamento.

Luciana Barreto reside no bairro Hélio Melo, um dos locais mais atingidos com a cheia do Igarapé São Francisco e Dias Martins na região do Primeiro Distrito da capital acreana. Ela teve de mudar de casa por conta da água e está morando de aluguel. “A gente gostaria que ele [presidente] e o estado olhassem para as pessoas que perderam tudo de dentro de casa e as ajudassem. É uma situação péssima”, lamenta a mulher que mora com dois filhos e trabalha atualmente como babá.

Ela ressalta que a falta de saneamento básico e a iluminação precária são os maiores problemas da região. “A gente até se reuniu aqui com os moradores na segunda-feira (22) para tratar dos problemas daqui. Vamos cobrar o saneamento, a iluminação, que é péssima, a infraestrutura das ruas, porque tem rua que não passa nem carro”, destaca, afirmando que no inverno as crianças têm dificuldade de irem para escola devido a grande quantidade de lama nas ruas.

Os moradores do bairro reclamam ainda que o acúmulo de entulho no entorno do igarapé piorou a enchente deste ano. “Sempre tem alagação, há mais de 10 anos é assim. Mas esse ano, por conta da falta de limpeza por aqui, foi bem pior”, explica Barreto.

A dona de Casa Maria da Cruz, de 43 anos, é uma das pessoas atingidas que perderam quase tudo na alagação. Ela mora no bairro Seis de Agosto há 25 anos, mas poucas vezes viu ela e sua família com as casas completamente inundadas pelo Rio Acre como nos últimos dias.

“A gente perdeu muita coisa e muito alimento por conta da alagação e da falta de energia elétrica, que teve de ser cortada com a enchente. Perdemos tudo que tínhamos comprado para comer, colchão, fogão, geladeira. Meu filho, que mora aqui próximo, perdeu tudo que tinha na casa”, lamenta Maria.

A mulher relata que a região sempre é afetada com a cheia do manancial, mas que este ano a situação foi um pouco mais crítica. Ela teve de sair de casa e ir para a casa da filha por conta da alagação. “A água ainda tá na rua e no quintal. Meu desejo era ir para outro “canto”, que nos ajudassem a tirar a gente daqui. Eu gostaria de sair”, diz, alegando ser doente e sempre ter a necessidade de estar se deslocando a unidade de saúde.

“Não trabalho, vivo do Bolsa Família. Já tentamos vender a casa e não conseguimos. Na época que as pessoas foram para a Cidade do Povo eu não quis, mas agora mudei de ideia por causa da alagação”, garante. Com ela, moram mais de 10 pessoas. “Poucas pessoas se importam com a gente”, diz Maria.

O representante da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) no Acre, Lucas Profeta, também relatou que a categoria tem solicitações ao governo federal com a vinda do presidente. “A prorrogação do Simples Nacional, prorrogação do FGTS e INSS, renovação da MP 936, com suspensão ou redução dos contratos de trabalho”. Profeta também aponta que a renovação da prorrogação do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte é uma necessidade.

“No âmbito estadual, deixar o comércio abrir as portas com as restrições sanitárias, no mínimo 30%, pois é mais seguro a população estar em nossos restaurantes com as regras sanitárias do que na gameleira aglomerando”, destaca o representante da Abrasel.

O governo do Acre decretou estado de calamidade pública em dez cidades afetadas por enchentes no início desta semana. Foram incluídas no decreto as cidades: Rio Branco, Cruzeiro do Sul, Feijó, Jordão, Mâncio Lima, Porto Walter, Rodrigues Alves, Santa Rosa do Purus, Sena Madureira e Tarauacá.

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Cotidiano

Rio Acre ultrapassa cota de transbordamento e Rio Branco tem a primeira enchente do ano

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O nível do Rio Acre ultrapassou a cota de transbordamento durante a madrugada desta quarta-feira, 10. O rio acima de 14 metros significa que oficialmente a capital acreana enfrenta a primeira enchente do ano. Na medição realizada às 6 horas da manhã, o nível era de 14,03.

Por ficarem em regiões mais baixas e próximas ao manancial, os primeiros bairros atingidos durante uma enchente na capital acreana são, principalmente, Ayrton Senna, Triângulo, Baixada da Habitasa, Base e 6 de Agosto.

Nas últimas 24 horas, choveu 18,4 milímetros e amanheceu chovendo nesta quarta, o que deve influenciar em mais subida do nível do Rio Acre.

De acordo com a Defesa Civil Municipal, apesar de já ter ultrapassado a cota de transbordamento, ainda há um pequeno “fôlego” de alguns centímetros para que as primeiras famílias sejam atingidas e precisem sair de suas casas.

“Já estamos desde as primeiras horas da manhã de hoje percorrendo os bairros mais baixos da capital. Ainda temos alguns centímetros para que as primeiras casas sejam atingidas, que ocorre quando o nível chega em 14,10 metros mais ou menos”, afirma Major Falcão, coordenador da Defesa Civil em Rio Branco.

A prefeitura já construiu 50 abrigos no Parque de Exposições e também confirma que tem escolas prontas para receber pessoas desabrigadas pela enchente.

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Destaque 2

Criminosos assaltam fazenda na estrada de Boca do Acre e família está desaparecida

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Um trio de criminosos invadiu na tarde deste sábado, 06, uma fazenda no KM 88, da Estrada de Boca do Acre. Segundo informações repassadas ao ac24horas, a ação dos criminosos começou por volta das 18:45 horas.

Os bandidos levaram um Corolla, cor azul, de placa QLW-0887 e mais uma moto Suzuki, além de diversos objetos de valor.

Segundo informações, Moises [Dono da Fazenda], Maria Aparecida [Esposa] e o neto Lucas Barbosa, 23 anos, estão desaparecidos.

O último informe que a família teve foi às 19 horas, momento em que Dona Aparecida enviou uma mensagem para a família dentro de casa e avisou que os criminosos estavam levando tudo. Até o momento, não se tem notícias sobre o paradeiro da família.

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OAB - ACRE

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