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No facebook, presidente da OAB/AC quer criar o dia de boicote as compras na Bolívia

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O Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Acre, Florindo Poersch, tenta mobilizar nas redes sociais uma retaliação ao tratamento desumano e a humilhação que a Bolívia está submetendo os brasileiros que residem a décadas nas terras de Evo Morales. De acordo com a postagem de Poersch no facebook, os internautas e demais integrantes da sociedade deveria criar um dia para boicotar as compras no pais vizinho.

“Vamos nos organizar e criar o dia do “NÃO VAMOS FAZER COMPRAS NA BOLÍVIA”, mobiliza o presidente da OAB.

O presidente da OAB/AC isse que brasileiros residem no país bolivianos à décadas e estão sendo expulsos sem qualquer direito a indenização.

Da Redação ac24horas.com

 

Acre

Acre registra mais de 300 pessoas desaparecidas em 2021

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Os registros de pessoas desaparecidas no Acre aumentaram 42,1% em 2021, em comparação ao ano anterior. As informações foram divulgadas na última semana pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública.

Segundo os dados, em 2020, as notificações no Estado chegaram a 229, com 34 localizados, já em 2021 o número subiu para 330, com 25 indivíduos encontrados.

Na variação durante os dois anos, o Acre está abaixo do Pará com 146,6%, Rio Grande do Norte com 120,8% e Tocantins com 67,2%. As estatísticas são feitas com base nas informações fornecidas pelos Boletins de Ocorrências das Polícias Civis das unidades federais.

A iniciativa vem sendo realizada desde 2017, nestes últimos cinco anos, ao menos 369.737 pessoas desaparecidas foram registradas no Brasil, com média de 203 casos diários.

“Os números não correspondem, no entanto, ao total de pessoas desaparecidas: uma pessoa pode ter mais de um registro de desaparecimento, feito por diferentes familiares, assim como em um Boletim de ocorrência pode constar mais de uma pessoa”, informa o Anuário.

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Acre

Jogados ao chão – por Irailton Lima

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A estátua de Chico Mendes na Praça Povos da Floresta foi vandalizada e segue jogada ao chão faz já três dias. Com ela estamos todos nós, jogados ao chão num inequívoco sinal do desprezo de nossas elites políticas ao que um dia pode ter representado quem somos e de onde viemos. O desprezo pela arte que simboliza Chico Mendes é o equivalente ao desvalor de nossas raízes e tudo aquilo que nos permitiu ao longo da história nos constituirmos como acreanos.

Chico Mendes é um herói nacional, aclamado pelas leis da República como Patrono do Meio Ambiente, e talvez o único acreano a nomear praças, parques e ruas em cidades pelo mundo. Para nós ele representa o seringueiro, esse ancestral nordestino que enquanto lutava para dominar os mistérios da floresta foi nos constituindo como povo singular dotado de uma cultura e uma identidade própria.

O seringueiro acreano deveria ser valorizado por nós como o colono americano é visto pelo povo de lá: fundador da nação. Com a valiosa diferença de ter aprendido a conviver e a dividir esse chão com os nativos da terra, coisa que o colonizador europeu se recusou a fazer por lá. O seringueiro em seu trabalho diário na floresta, extraindo leite, fabricando péla de borracha e produzindo em seu pequeno roçado é parte da nossa história cotidiana. Um cotidiano que vai assimilando estratégias de vida, construindo lendas, estabelecendo valores, preferencias e, assim, constituindo uma cultura.

É essa parte, a cultura, que não cessa de viver em nós, porque estimula sentimentos primitivos e nos induz à empatia por quem sente o mesmo que sentimos. É esse sentimento que faz com que uma pessoa sinta proximidade e segurança quando encontra um compatriota em terra estrangeira. É a sensação de que se compartilha o idioma falado, a comida desejada e a música ouvida que nos faz sentir à vontade com quem nunca nem vimos antes. E isso é parte de nossa identidade no sentido antropológico, no sentido mais profundo quando identidade gera pertencimento e confiança.

Um povo sem identidade é como uma pessoa sem face, incapaz de reconhecer a si mesma no espelho. A destruição da memória e de tudo aquilo que organiza e estrutura a cultura das pessoas de um lugar é o a forma mais violenta de lhes retirar a vida. A perda da cultura é a parda do sentido e do significado de estar e ser de um lugar. Matar a memória de Chico Mendes é como ir matando aos poucos cada um de nós, acreanos. É negar que sejamos quem somos, substituídos pelo sertanejo das fivelas reluzentes e a polenta no lugar do pão-de-milho. Não nos enganemos: quem na condição de gestor público responsável pela preservação dos bens coletivos despreza a estátua de Chico Mendes, despreza quem somos como herdeiros de um povo que aprendeu a viver e amar a floresta.


Irailton Lima
Sociólogo

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Acre

Ex-reitor denuncia irregularidades na Academia Acreana de Letras

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Realizada no último dia 30 de junho, a última eleição da Academia Acreana de Letras (AAL), por meio da qual foram admitidos 10 novos imortais, foi alvo de duras críticas, nesta segunda-feira (4), por meio de uma “Carta Aberta” tornada pública pelo ex-reitor da Universidade Federal do Acre (UFAC), o paleontólogo Jonas Pereira de Souza Filho, que teve a sua candidatura ao certame indeferida pela Comissão Eleitoral.

O professor Jonas Filho alega que ao tomar conhecimento, no dia 20 de junho, de que sua candidatura não havia sido homologada por descumprir o edital das eleições, solicitou, no dia seguinte, informação da Comissão Eleitoral sobre em que ponto havia ferido as normas do processo. A resposta, segundo ele, veio sete dias depois, com fundamentações com as quais afirma discordar frontalmente.

Jonas Filho diz que no dia 28 de junho, às 07h41min, entrou com pedido de reconsideração da decisão, com base em argumentações apresentadas em um breve texto. “Às 11h50min, do mesmo dia, obtive a informação de que o pedido já se encontrava de posse da Comissão Eleitoral. Até hoje, 4 de julho de 2022, porém, nenhuma resposta me foi ainda apresentada, tendo as eleições acontecido no dia preestabelecido”, ele explica na carta.

“O que me resta, então, é lamentar. Lamentar não as minhas perdas e danos, mas o descaso e o desrespeito tão aviltantes. Nem sequer fui merecedor de uma resposta sobre o meu pedido de reconsideração. Lamento profundamente que a Academia Acreana de Letras esteja sendo gerida a mãos de ferro, compadrio e pensamentos retrógrados”, afirma.

Além de argumentar que lhe foram negados direitos fundamentais com danos irreparáveis, por negligência da Comissão Eleitoral, ele questionou se o fato se deu por “prevaricação, desleixo, descaso ou por rixas políticas levadas da UFAC para dentro da AAL”, e ainda acusou o processo eleitoral de uma série de irregularidades cometidas tanto pela comissão quanto pela presidência da Academia.

Entre as acusações, ele cita a cobrança da taxa de R$ 250 depositados em uma conta de pessoa física e que o Edital exigia “carta de recomendação por membro da própria Comissão Eleitoral, ou seja: quem recomenda é o mesmo que avalia”, o que, para ele, configura evidente flagrante de parcialidade; e que a presidente da AAL foi parcial ao divulgar imagens de candidatos específicos em sua rede social sem observância da isonomia.

Ao ac24horas o presidente da comissão que conduziu o processo eleitoral da Academia, o escritor e jornalista Enilson Amorim, afirmou que a não homologação da candidatura de Jonas Filho ocorreu por ele não ter anexado à documentação exigida para a inscrição nenhuma produção literária (livros físicos) e que não houve tempo para que ele sanasse essa pendência por ter efetuado a inscrição no último dia do prazo.

Questionado sobre o pedido de reconsideração da decisão, que não foi respondido, segundo as alegações de Jonas Lima, Enílson explicou que o papel da Comissão Eleitoral com relação a esse ponto terminou ao responder ao candidato, por meio de carta enviada a ele, datada de 23 de junho de 2022, comunicando do item em que o Edital não foi cumprido e explicando o motivo de a inscrição não ter sido homologada.

A reportagem também conversou com a presidente da Academia Acreana de Letras, Luísa Galvão, que mesmo estando em Portugal respondeu aos questionamentos que lhe foram feitos. Ela ratificou as explicações que foram dadas por Enilson Amorim e disse que, inconformado com a não homologação de sua candidatura, Jonas Lima tenta jogar pedras em uma instituição de 85 anos, da qual queria participar.

“O Dr. Jonas quer holofotes. Deixou de entregar a produção intelectual dele, como pedia o Edital. A AAL se conduz com zelo, respeito e responsabilidade. A eleição foi conduzida com toda lisura. Lamentavelmente o Dr. Jonas não aceita a não homologação de sua candidatura como lhe foi explicado por carta. Reconhecemos ser grande pesquisador. Todavia não cumpriu o Edital como os outros candidatos. Agora vem jogar pedras numa instituição de 85 anos que queria fazer parte. É lamentável. A AAL sempre foi imparcial. Temos os documentos que entregou como prova da ausência de sua produção. Estou na Europa, mas a Comissão foi muito ética e agiu em conformidade com o Edital”, disse.

Perguntada sobre a afirmação de Jonas Lima de que a taxa de inscrição dos candidatos foi depositada em conta de pessoa física, Luísa Galvão disse que a AAL não tem conta bancária por falhas na gestão anterior, mas que há um tesoureiro e que o problema está sendo resolvido em cartório. Quanto aos demais pontos, ela ressaltou que a Comissão Eleitoral agiu com ética e em conformidade com o Edital.

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Acre

Estátua de Chico Mendes continua jogada no chão após 3 dias

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Foto: Sérgio Vale/ac24horas

Três dias após o crime de vandalismo que derrubou a estátua do líder seringueiro Chico Mendes, no memorial da Praça Povos da Floresta, no centro de Rio Branco, o monumento continua abandonado no local.

No sábado, 2, a Polícia Civil do Acre, declarou que deu início aos procedimentos de pericia técnica para identificar os autores da prática delituosa.

Em nota, o governo do Estado afirmou que a Secretaria de Infraestrutura (Seinfra) vai iniciar o trabalho de recuperação da estátua e do espaço ainda nesta segunda, com a conclusão dos serviços até o final desta semana.

A filha do ambientalista, Ângela Mendes, divulgou um vídeo nas redes sociais, no sábado, solicitando providências do poder público.

“Essa é a cena desde ontem. A estátua do meu pai totalmente abandonada. A gente está percebendo claramente qual a importância que esse governo tem dado à trajetória, a história do ambientalismo no estado e no Brasil”, desabafou.

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