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Ingratos e furiosos

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Sem disfarçar os verdadeiros motivos, o senador Sérgio Petecão tenta terceirizar a culpa pela votação inexpressiva que obteve como candidato a governador do Acre.

Para quem se autointitula 100% popular, não é fácil assimilar a queda da condição de senador mais votado em 2018 para uma votação ao cargo de governador um tiquinho maior que a votação obtida pela deputada federal eleita Socorro Neri, a mais votada, mesmo tendo sido vítima durante sua gestão na Secretaria de Educação da pesada artilharia do exército sindical de Petecão.

A votação de Petecão me faz deduzir que se o senador Márcio Bittar fosse candidato de fato e o professor Nilson Euclides tivesse 30% da fábula financeira de R$ 3 milhões disponibilizados pelo fundo partidário ao PSD, certamente, ambos teriam superado a votação do senador.

A um programa jornalístico local, o senador atribui o seu sofrível desempenho à “polarização” da eleição, como se fosse possível existir esse fenômeno num pleito onde o vencedor obteve 6% de votos a mais que o somatório dos demais concorrentes.

Em conversas não tão reservadas, Petecão atribui o fraco desempenho dele à falta de empenho do prefeito Tiao Bocalom, de quem se julga credor de uma suposta gratidão remanescente da eleição municipal de 2020.

Vale lembrar que Bocalom fez inúmeras reuniões cuja finalidade era pedir votos para o candidato Petecão, entre as quais uma memorável realizada no Parque das Acácias, durante a qual o prefeito disparou seu arsenal de impropérios e adjetivos chulos e só não chamando Gladson Cameli pelo nome.

É nesse intervalo do texto que expresso a opinião sobre o meu conceito de gratidão.

Se Bocalom tem o dever dessa virtude, sem dúvida, a credora é a senadora Mailza Gomes, vice-governadora eleita para o segundo mandato da gestão Gladson Cameli.

Com Petecão, Bocalom fez uma aliança na qual o preço foi eleger Marfisa Galvão, mulher do senador, como vice-prefeita. Ou seja: ambos estão quites.

Petecão, além de ter a vice-prefeitura no ambiente familiar , ainda tem uma carreta de bons cargos nos quais acomoda seus aliados.

A gratidão é uma virtude para a qual não se deve exigir contrapartida tampouco impor condicionantes.

Bocalom, de fato, foi ingrato com a senadora Mailza Gomes, a patronesse da candidatura dele. Mailza bancou, dentro do PP, o nome de Tião Bocalom, inclusive contra a vontade do governador.

Em verdade Bocalom condicionou e cessou a gratidão dele ao fato de a senadora ter aceitado o convite para ser vice de Cameli. Ou, o que é pior: a gratidão dele era condicionada.

Traduzindo: a gratidão de Bocalom a Mailza era bijuteria, tanto que preferiu alimentar o ressentimento dispensado ao governador eleito.

Entre tantos defeitos e qualidades de Gladson, destaca-se a virtude de não guardar mágoas ou ressentimentos de seus adversários, embora na maioria das vezes seja vítima de sua excessiva generosidade.

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