Conecte-se agora

Área de pastagens cresceu 200% na Amazônia nos últimos 36 anos, segundo o MapBiomas

Publicado

em

As pastagens ocupam 154 milhões de hectares de norte a sul do país, com presença em todos os seis biomas, sendo o principal uso dado ao solo brasileiro. Essa área praticamente equivale a todo o estado do Amazonas, que tem 156 milhões de hectares. Os dados fazem parte de um mapeamento inédito do MapBiomas apresentado no último dia 13 de outubro, pelo YouTube.

Segundo o estudo, a área destinada à pecuária é ainda maior se considerar que a ela se somam parte das áreas de campos naturais, principalmente no Pampa e Pantanal, que cobrem 46,6 milhões de hectares no país, e áreas de mosaico de agricultura e pastagem onde o mapeamento não permitiu a separação ou elas ocorrem de forma consorciada, cobrindo 45 milhões de hectares.

A análise das imagens de satélite entre 1985 e 2020 permitiu também avaliar a qualidade das pastagens brasileiras e constatar uma queda nas áreas com sinais de degradação de 70% em 2000 para 53% em 2020. No caso das pastagens severamente degradadas houve uma redução ainda mais expressiva.

Elas representavam 29% das pastagens em 2000 (46,3 milhões de hectares) e agora representam 14% (22,1 milhões de hectares). Essa melhora foi identificada em todos os biomas, sendo que os que apresentaram maior retração nas áreas severamente degradadas foram Amazônia (60%), Cerrado (56,4%), Mata Atlântica(52%) e Pantanal (25,6%).

“A qualidade das pastagens tem importância estratégica para o produtor e para o país. Para o produtor, pela relação direta com a produtividade do rebanho, seja ele de corte ou de leite. Para o país, pela capacidade das pastagens bem manejadas de capturar carbono”, explica Laerte Ferreira, professor e pró-reitor de Pós-Graduação (PRPG) da Universidade Federal de Goiás e coordenador do levantamento de pastagens do MapBiomas.

De 1985 a 2020, pelo menos 252 milhões de hectares são ou já foram pastagem. A partir da análise de imagens de satélite foi possível detectar duas fases distintas no processo de conversão que transformou quase um terço do país em pastagens nesse período.

“Ele foi mais intenso entre 1985 e 2006, quando se registrou um crescimento de 46,3% na extensão ocupada por pastagens, que passou de 111 milhões de hectares para 162,4 milhões de hectares. Em meados dos anos 2000, a área total de pastagem parou de crescer e até encolheu, registrando uma retração de 5% de 2005 a 2020”, diz o estudo.

Essa aparente estabilidade esconde um intenso processo de mudança de uso de solo, com a conversão de áreas de vegetação nativa para pecuária e a ocupação de áreas já convertidas pela agricultura. No caso específico da Amazônia, as imagens de satélite mostram que a pecuária avançou, entre 1985 e 2020, 38 milhões de hectares – um aumento de cerca de 200%.

Esse crescimento fez com que a Amazônia seja o bioma com maior extensão de pastagens cultivadas, com 56,6 milhões de hectares, seguido por Cerrado (47 milhões de hectares), Mata Atlântica (28,5 milhões de hectares), Caatinga (20 milhões de hectares) e Pantanal (2,4 milhões de hectares).

O estudo ainda mostra que agricultura e pecuária ganharam 81,2 milhões de hectares entre 1985 e 2020 – um crescimento de 44,6%. As atividades agropecuárias cresceram em cinco dos seis biomas brasileiros, com exceção da Mata Atlântica. Dados específicos sobre o avanço da agricultura foram apresentados em um estudo inédito do MapBiomas lançado nesta quarta-feira (20).

Em termos percentuais, o bioma mais ocupado por pastagens cultivadas é a Mata Atlântica, com 25,7%, seguido por Cerrado (23,7%), Caatinga (23,1%), Pantanal (16%) e Amazônia (13,4%). Os estados líderes em área de pastagem são Pará (21,5 milhões de hectares), Mato Grosso (21 milhões de hectares) e Minas Gerais(19,3 milhões de hectares). O Acre possui entre 1,56 e 2 milhões de hectares de pastagens.

Cotidiano

Policiais apreendem celulares, carregadores e entorpecentes no presídio de Sena

Publicado

em

A Polícia Penal em Sena Madureira apreendeu na manhã desta sexta-feira, 21, sete celulares, dois carregadores, uma bateria e 38 trouxinhas de uma substância aparentando ser maconha na Unidade Penitenciária Evaristo de Morais.

Os seis celulares, os carregadores e a bateria foram encontrados durante a ronda dos policiais pelo lado de dentro do muro do presídio. Já o sétimo celular e o entorpecente apreendidos são fruto de revista de rotina feita nas celas pelos policiais penais de plantão.

Dois presos foram identificados como donos do celular e do entorpecente e foram conduzidos à Delegacia do município. Após retornarem, foram encaminhados ao isolamento preventivo.

No âmbito da unidade, um procedimento administrativo será aberto para apuração dos fatos e aplicação da falta conforme orienta a Lei de Execução Penal.

Continuar lendo

Cotidiano

Apenas seis cidades do Acre não tem exames de Covid-19 na fila do Lacen

Publicado

em

Apenas seis dos 22 municípios do Acre não aguardavam resultado de exames de Covid-19 nesta sexta-feira (21). Na fila do Laboratório Central há 344 exames aguardando resultado, sendo que 94 foram enviados pelo município Capixaba.

Não enviaram amostras os municípios de Jordão, Marechal Thaumaturgo, Plácido de Castro, Porto Acre, Porto Acre e Rodrigues Alves.

Segundo a Secretaria de Estado do Saúde não há sinais da variante Ômicron no Acre. A incidência da Covid-19 no Acre é de 10.285,9 casos por 100.000 habitantes. Assis Brasil e Xapuri apresentam as maiores incidências, com 24.568,6 e 15.671,6/100.000 habitantes, respectivamente.

Continuar lendo

Cotidiano

Enem 2022 será aplicado nos dias 13 e 20 de novembro; confira calendário oficial

MEC também divulgou cronograma de outros os exames do governo federal 

Publicado

em

A edição de 2022 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) já tem data para ser realizada: dias 13 e 20 de novembro. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelas provas, oficializou as datas por meio de uma portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (21). O ministro da Educação Milton Ribeiro já tinha adiantado a informação em suas redes sociais na noite de ontem (20).

O Enem é considerado o maior vestibular do país, pois a partir da sua realização é possível ingressar no ensino superior através dos programas de incentivo educacional como o Sistema Unificado de Seleção (Sisu), o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e o Programa Universidade para Todos (Prouni).  

Além das datas do Enem 2022, o Inep também informa na mesma portaria as datas de realização de outras avaliações do governo federal para 2022, como: Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos (Revalida), Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) e o Enem para pessoas privadas de liberdade (Enem PPL).

Abaixo, confira a data dos exames:

Revalida 1ª Etapa – 1ª Edição: 6 de março 

Revalida 2ª Etapa – 1ª Edição: 25 e 26 de junho 

Revalida 1ª Etapa – 2ª Edição: 7 de agosto 

Enade: 27 de novembro 

Revalida 2ª Etapa – 2ª Edição: 3 e 4 de dezembro 

Encceja: 28 de agosto 

Encceja exterior: 18 de setembro 

Encceja exterior PPL (pessoas privadas de liberdade): 19 a 30 de setembro 

Encceja PPL: 11 e 12 de outubro 

Enem PPL: 13 e 14 de dezembro

Fies, Prouni e Sisu

Também nesta semana, o Ministério da Educação (MEC) liberou o cronograma de inscrições dos principais programas de entrada em faculdades e universidades públicas e privadas brasileiras para quem participou do Enem 2021.

O processo seletivo do Sisu inicia em 15 de fevereiro e finaliza no dia 18 do mesmo mês. Em seguida começam as inscrições para o Prouni, entre 22 e 25 de fevereiro. No mês seguinte, será possível se inscrever para o Fies, de 8 a 11 de março.

Nesse ano, haverá ampliação na oferta de vagas disponibilizadas para o ensino superior. Para o Fies, 110.925 vagas serão disponibilizadas, enquanto as oportunidades oferecidas pelo Sisu e Prouni ainda serão divulgadas.

Fonte: Agência Educa Mais Brasil

Continuar lendo

Cotidiano

Ifac realiza pesquisa para definir exigência do passaporte da vacina em suas unidades

Publicado

em

O Instituto Federal do Acre (Ifac) está realizando uma enquete para saber a opinião dos servidores, estudantes e população em geral, para avaliar a exigência da carteira de vacinação contra Covid-19 quando do retorno das aulas presenciais na instituição.

Os interessados em responder a enquete devem acessar o formulário disponível no portal e escolher uma das opções disponíveis, se concorda ou não com a exigência, e também responder qual o segmento que faz parte (servidor da instituição, estudante da instituição e público externo).

Publicado nesta sexta-feira (21) o formulário fica disponível até o dia 2 de fevereiro. Cada resposta será registrada apenas uma vez, e o participante deverá estar logado em um e-mail.

O resultado da enquete será apresentado aos gestores que deverão discutir o retorno das aulas presenciais nos campus do Ifac.

Continuar lendo

Newsletter

INSCREVER-SE

Quero receber por e-mail as últimas notícias mais importantes do ac24horas.com.

* indicates required

Leia Também

Mais lidas

error: Content is protected !!