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Sem conhecimento da Sesacre, médico paga colega para cobrir seus plantões em Xapuri

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O médico Antônio Costa dos Santos tem contrato com a Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) para prestar serviços no hospital Epaminondas Jácome (HEJ), localizado no município de Xapuri, mas desde janeiro deste ano ele está no estado do Rio Grande do Sul, onde faz curso de capacitação na área de ultrassonografia.

Os plantões do médico, no entanto, não estão descobertos, segundo o gerente-geral da unidade hospitalar, o enfermeiro Josimar dos Santos. Segundo ele, a médica Deinviane da Silva Medeiros tem um acordo com Antônio para cobrir os plantões do colega, que a paga para trabalhar em seu lugar.

Josimar também afirmou que a Sesacre já havia sido informada da situação e que o médico deveria ter o seu contrato cancelado. De acordo com o gerente, o hospital não está sendo prejudicado pelo acordo firmado entre os dois profissionais, uma vez que a ausência do médico é totalmente suprida pela colega de trabalho.

“Ele tem um contrato com a Sesacre, mas está fazendo uns cursos em outro estado. Aí ele paga outra médica para cobrir seu plantão. Mas já comuniquei a secretaria sobre tal assunto e ele deve ter seu contrato cancelado. Quantos aos plantões, a unidade não está sendo prejudicada, pois estão sendo cobertos”, afirmou.

A reportagem entrou em contato com os dois médicos. Ambos admitiram o acordo e argumentaram que não há qualquer irregularidade no procedimento. Antônio Costa afirmou que o seu objetivo foi poder se ausentar do Acre para se qualificar sem que precisasse renunciar ao vínculo com o estado.

“É somente nesse período que eu estou estudando, apenas para que eu não viesse a perder o meu emprego. No caso, eu vou aí pedir demissão, mas eles vão perder um profissional por questão de falta de compreensão, entendeu? A única coisa que eu posso dizer é que a colega está sendo companheira comigo”, explicou.

Deinviane Medeiros reafirmou que não existe irregularidade em assumir os plantões do colega e que a prática é adotada sempre que necessário, com o fim de não deixar o hospital sem médicos. Ainda de acordo com ela, a demora no retorno de Antônio se deu por conta da pandemia de covid-19.

“Esse tempo que ele está lá fazendo o curso eu faço os plantões dele, pois não posso deixar o hospital sem médico. Faço plantão dele ou de qualquer um que necessite, e quando tem atestados também eu e os outros colegas cobrimos, mas a gente nunca deixa a unidade ficar sem médico”, afirmou.

Por meio de sua Assessoria de Comunicação, a Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) negou que tenha tido conhecimento sobre o caso relatado e afirmou que apurará a denúncia e tomará as providências para corrigir as eventuais irregularidades que possam existir com relação ao fato.

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