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“Os caminhoneiros que atravessam 10 quilômetros de água na BR-364 estão abandonados”, diz Moisés Diniz

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O deputado Moisés Diniz (PCdoB) desconstruiu o discurso das autoridades de Acre e Rondônia – que afirmam que os caminhoneiros que transportam gêneros alimentícios e combustível para o Acre estariam contando com total assistência no trecho da BR-364 invadido pelas águas da cheia do rio Madeira, em Rondônia.

“Os caminhoneiros que atravessam 10 quilômetros de água na BR-364 estão abandonados. Esta conversa de que existe uma estrutura de apoio é pura balela. Estes profissionais arriscam suas vidas para manter o abastecimento do Acre, mas não estão tendo o reconhecimento necessário das autoridades”, alerta Diniz.

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O parlamentar destaca que acidentes diários estariam ocorrendo na estrada, mas não estariam sendo noticiados. “Todos os dias, acontecem acidentes com as carretas e caminhões que tombam no acostamento e crateras abertas pelas águas. Não podemos fechar os olhos para este problema”, protesta Diniz.

O comunista minimiza o alcance de seu discurso e destaca a atuação do governador Sebastião Viana (PT). “O governo está fazendo um esforço gigantesco para criar alternativas, nós temos que destacar isso, mas falta a presença do Exército para auxiliar os caminhoneiros nos trechos alagados”, enfatiza.

Moisés Diniz criticou ainda a ausência da bancada federal do Acre no debate dos problemas causados pela cheia do Madeira. “Já era para ter tido uma reunião com as bancadas estadual e federal, mas anão houve. É um erro. Parece até que o Acre não tem bancada federal. Está faltando interesse na questão”.

Segundo o parlamentar, o maior perigo para os caminhoneiros seria o desbarrancamento da estrada. “A água pode desbarrancar um pedaço da estrada. Os caminhões estão passando com água entrando na cabine. O ideal seria usar os caminhões do Exército para não levar risco de vida aos profissionais”.

Ele defende que os caminhões do Exército sejam usados para fazer a “baldeação” das cargas. “Os caminhões do Exército atravessam até 1,5 metro de lamina de água. Poderíamos fazer a baldeação das cargas em Jaci Paraná transferindo os produtos para veículos preparados para estas dificuldades”, finaliza Moisés Diniz.

 

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