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Quase 22 mil crianças de 0 a 3 anos estão fora da escola

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Jairo Carioca,
da redação de ac24horas
jscarioca@globo.com

Segundo a SEME, o município recebe R$ 24,2 milhões do Fundeb por mês

“Uma creche que é um depósito de criança, é uma distorção que nós não podemos permitir”. A frase é da presidente Dilma Rousseff, a declaração foi durante a cerimônia de lançamento da Rede Cegonha, programa do governo federal de atenção às gestantes na rede pública de saúde, em Belo Horizonte. Se a presidente resolvesse conhecer Rio Branco e visitasse a periferia, além de se deparar com muita lama iria conhecer uma realidade que chega a ser comovente nos abrigos improvisados para crianças que ficam aos cuidados de líderes comunitários enquanto seus país trabalham. Os locais são chamados de creches, mas não são reconhecidos pelo município.

Essa realidade o ac24horas começa a mostrar através da continuidade da Série Mais Educação. O raio-x que começa no bairro Santa Inês, no Segundo Distrito de Rio Branco, mostra que a expansão da educação infantil tem ocorrido de forma crescente nas últimas décadas. E mais, o crescimento econômico pregado pelos governistas não acompanhou a intensificação da urbanização. Os maiores problemas estão nas grandes aglomerações.

É nesses aglomerados que o Instituto de Geografia e Estatísticas Brasileiro [IBGE] diz que se concentram mais de 24.080 crianças de 0 a 3 anos com necessidade de escola. Destes, apenas 2.400 estão matriculados. O déficit é de 21,6 mil vagas somente na capital. Os números se tornam mais absurdos quando contabilizadas as necessidades para crianças de 4 a 6 anos. A SEME não repassou dados atualizados, segundo MEC/INEP de 2009, eram 18.863 com idade escolar. Apenas 10.168 matriculadas.

A participação da mulher no mercado de trabalho e as mudanças na organização e estrutura das famílias contribuem para essa explosão de necessidades. Por outro lado, a sociedade está mais consciente da importância das experiências na primeira infância, o que motiva demandas por educação para crianças de zero a seis anos.

Mas onde encontrar vagas?

A reportagem mostrou o desespero de dona Maria de Nazaré, que não encontrou vaga para a neta transferida da cidade de Belo Horizonte. O mesmo drama passa as famílias que moram no bairro Santa Inês, no Segundo Distrito da cidade. Mesmo nos abrigos improvisados e organizados por líderes comunitários, não existem vagas. Quando se fala de condições de funcionamento, a cena é ainda mais pugente.

Quando nossa reportagem chegou à Creche Vivendo e Aprendendo, o responsável pelo local acabara de escrever um ofício manuscrito pedindo uma parceria com uma faculdade particular para conseguir pedagoga.

– Aqui falta de tudo, desde o material de escritório como você está vendo, até o material didático, equipamentos, brinquedos, recursos humanos capacitados e alimentação – disse José Marcos.

Mesmo assim, o local funciona de forma precária atendendo a 35 alunos em meio período pelos turnos da manhã e tarde. No quarto que abriga os meninos durante o repouso, não existe iluminação adequada. Colchões estão em situações precárias. Os móveis estão quebrados.

– O município nos ajudou aqui quando o secretário era o Claudio Ezequiel, daí nunca mais, nem alimento eles ajudam – acrescentou dona Janete Maria. Ela é uma das voluntárias mais antigas, que ajudou a fundar o local há seis anos atrás.

O atendimento às crianças de zero a seis anos é reconhecido na Constituição Federal de 1988. A partir de então, a educação infantil em creches e pré-escolas passou a ser, ao menos do ponto de vista legal, um dever do Estado e um direito da criança (artigo 208, inciso IV). O Estatuto da Criança e do Adolescente, de 1990, destaca também o direito da criança a este atendimento.

Segundo o vereador Ricardo Araújo, que aceitou dar informações sobre as dificuldades enfrentadas pelo município, existem 09 projetos de escolas e creches elaborados pelo município. Ele reconhece que a situação nos bairros mais afastados é precária.

– Uma creche para ser reconhecida tem que ter enfermeira, nutricionista, pedagoga e professores qualificados, daí a dificuldade para o prefeito Raimundo Angelim ajudar essas creches organizadas pelas comunidades – destacou o vereador.

Os 09 projetos que o parlamentar petista se refere fazem parte dos cortes anunciados pela presidente Dilma no início do ano. Até agora, o prefeito Raimundo Angelim e a bancada de deputados federais conseguiu sensibilizar a presidente, das necessidades de vagas em Rio Branco e em todo o Estado.

Veja abaixo, a carta que foi escrita pelo gestor e que enumera algumas das necessidades do abrigo:

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Acre

Laboratório ganha equipamentos com emenda de Mailza Gomes

Recurso de R$ 350 mil foi usado na compra de impressoras 3D, computadores, fabricação de totens de distribuição
de álcool em gel e escudos faciais, produzidos pelo Laboratório de Biologia Animal da universidade em Cruzeiro do Sul

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O Projeto Tecnologias do Futuro, desenvolvido pelo Laboratório de Biologia Animal da Universidade Federal do Acre – Campus Floresta – em Cruzeiro do Sul foi contemplado com uma emenda de R$ 350 mil da senadora Mailza Gomes.

Nesta sexta-feira, 30, a parlamentar visitou o laboratório e conheceu os equipamentos adquiridos. Foram computadores, seccionadora a laser (máquina para cortes precisos), scanners e impressoras 3D, usadas para fabricar material didático e jogos educativos para crianças, que serão distribuídos gratuitamente às escolas públicas.

Por meio das tecnologias adquiridas com a emenda da senadora, o material já está sendo fabricado. “Essas ações objetivam transformar a sala de aula em laboratórios dinâmicos. Sabendo das dificuldades das escolas públicas em termos de estruturação, desenvolvemos materiais que possibilitam ao professor trabalhar dentro da escola. Esses materiais otimizam o processo de ensino aprendizado por meio da interação, raciocínio lógico e exercícios que auxiliam no aprendizado. Agradecemos imensamente a senadora Mailza que prontamente nos atendeu quando surgiu a ideia de desenvolver esses produtos”, explica o professor Tiago Lucena, coordenador do projeto.

“Eu acredito muito que investir na ciência e na educação é o caminho para o desenvolvimento do nosso estado e estou muito feliz por ter contribuído com esta realização para o Acre. É uma alegria muito grande contribuir com essa instituição que transforma vidas por meio da educação. Como senadora, é dever meu colocar os recursos públicos à disposição da sociedade. Vamos seguir ajudando a Ufac e melhorando o ensino por meio da inovação e tecnologia”, destacou a parlamentar.

Também foram fabricados com o recurso 650 totens para disponibilização de álcool em gel, 10 mil extensores de máscaras e 10 mil escudos faciais na primeira etapa, entregues no momento mais crítico da pandemia.

Estiveram presentes na visita a secretária municipal de Administração da prefeitura de Cruzeiro do Sul, Silene Siqueira, Isabel Afonso da Silva, também coordenadora do laboratório de Biologia Animal, Matheus Nascimento Oliveira, técnico responsável e equipe do projeto.

Parceria com as instituições

Em 2020, o prefeito Zequinha Lima apresentou o projeto Tecnologias Educacionais da Ufac à senadora, que se prontificou enviar recursos. A Ufac e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape) firmaram convênio com a prefeitura de Cruzeiro do Sul para produção de equipamentos de proteção individual (EPIs) no enfrentamento à pandemia da Covid-19 e implementação de ações estratégicas em educação, viabilizados com emenda da parlamentar.

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Acre

Acre recebe lote com mais 27,6 mil doses da Pfizer e Coronavac

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A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), recebeu do Ministério da Saúde (MS) neste sábado, 31, mais 27.610 doses de vacinas contra o coronavírus, sendo 15.210 da Pfizer e 12.400 doses da Coronavac.

Os imunizantes desembarcaram no Aeroporto Internacional de Rio Branco e serão usados para dar continuidade ao processo de imunização da população acreana.

A chefe do Programa Nacional de Imunização (PNI) no Acre, Renata Quiles, frisou que as doses fazem parte do 33° lote de imunizantes e devem ser divididas para os 22 municípios. “As vacinas que chegaram neste sábado serão utilizadas para aplicação de primeiras e segundas doses, fazendo com que a imunização avance no nosso estado. É de extrema importância que a população procure os pontos de vacinação, pois a arma mais eficaz contra o coronavírus hoje é a vacina”, declarou.

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Acre

Acre tem uma morte e 13 novos casos de Covid-19 neste sábado

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A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre),  registrou 13 casos de infecção por coronavírus neste sábado, 31, sendo 12 confirmados por exames RT-PCR e 1 por critério epidemiológico, fazendo com que o número de infectados salte para 87.141 nas últimas 24 horas.

Uma notificação de óbito foi registrada neste sábado, 31 de julho, fazendo com que o número oficial de mortes por Covid-19 suba para 1.799 em todo o estado.

Até o momento, o Acre registra 238.891 notificações de contaminação pela doença, sendo que 151.708 casos foram descartados e 42 exames de RT-PCR seguem aguardando análise do Laboratório Central de Saúde Pública do Acre (Lacen) ou do Centro de Infectologia Charles Mérieux. Pelo menos 83.218 pessoas já receberam alta médica da doença, enquanto 31 seguiam internadas até o fechamento deste boletim.

 

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Acre

Neném e Gladson trocam farpas após anúncio de novos concursos

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O anúncio feito pelo governador, sobre a necessidade de realizar concursos em 2021, gerou polêmica nas redes sociais neste sábado, 31. O deputado estadual Neném Almeida (Podemos) acusou o governador de fazer politicagem, haja vista a proximidade das eleições de 2022.

Almeida considera que a atual gestão estadual segue sem nenhum planejamento sério. Segundo ele, em 2020 para responder uma exigência do Ministério da Agricultura, foi realizado o concurso para o Idaf, porém, até o momento esses concursados não tem previsão de serem convocados. “O anúncio de concurso público às vésperas do ano de eleição é uma estratégia que, além de ser politiqueira, brinca com a esperança das pessoas com falsas expectativas. Uma tática baixa que já foi tentada por gestões anteriores”, desabafou.

O parlamentar frisou que o anúncio do governo mostra que, de fato, existe deficiência no quadro de servidores da segurança e demais setores. “Qual seria o motivo para não convocar aqueles que estão no cadastro de reserva da Polícia Civil e Polícia Militar? Apenas porque o concurso foi realizado por gestões anteriores? Por que apenas agora pensou-se em realizar concurso para engenheiros e arquitetos? E o mais justo não seria primeiro honrar com o compromisso de campanha e discutir sobre a atualização salarial dessa categoria?”, argumentou.

Entretanto, a declaração do deputado não ficou sem resposta, o governador Gladson Cameli (Progressistas) resolveu responder as críticas e deixou no ar que deverá convocar os aprovados dos cadastros de reserva, mas somente os que têm amparo legal em lei. “Quem disse que não irei chamar os que fizeram concurso? Quem tem amparo legal”, ressaltou.

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