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Exportações de produtos da Amazônia podem chegar a R$ 2,3 bilhões, prevê Apex

FOTO: SÉRGIO VALE
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A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) deu continuidade nesta terça-feira, 28, no auditório do Sebrae, em Rio Branco, ao evento do Exporta Mais Amazônia – programa que tem como objetivo impulsionar as exportações de produtos compatíveis com a floresta.


Segundo a organização do evento, a roda de negócios funciona da seguinte forma: 40 empresas da região norte de vários setores como açaí, cacau & chocolate, castanha do Brasil, peixes amazônicos, carnes bovina, suína e de frango tem a oportunidade de apresentar suas ofertas exportadoras para 20 compradores internacionais, de 16 nacionalidades espalhados pelo mundo.


FOTO: SÉRGIO VALE

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O gerente de agricultura e agronegócio da agência, Laudemir André Müller, destacou que o objetivo é aumentar a exportação de produtos compatíveis com a floresta Amazônica que circula no mercado internacional, como cacau, pimenta-do-reino, açaí e castanha-do-brasil. Atualmente, os negócios representam um mercado de cerca de US$ 200 bilhões no mundo – contribuindo com menos de 0,2% das exportações globais de próstata da região norte.


Laudemir adiantou que a Apex/Brasil pretende chegar, a médio e longo prazo, a 1,3% de explorações desses produtos – algo em torno de U$ 2,3 bilhões de dólares somente com os produtos da Amazônia. “O objetivo é chamar a atenção de que a exportação é viável e para isso é necessário trazer compradores internacionais e fazer uma política estruturante e diminuir o número de remoção de gargalos. A gente acredita que a Amazônia tem um potencial muito grande”, comentou, dizendo que a região norte precisa vencer as dificuldades apontadas por exportadores estrangeiros e empresários.


FOTO: SÉRGIO VALE

“Existem várias questões que acabam despotencializando as exportações, como, por exemplo, a cultura exportadora, onde muitos investidores enxergam como inatingível. Existem também problemas com oferta de laboratórios, então essa carência encarece o trabalho de análise e acaba atrapalhando a exportação”, explicou.


O gerente geral da empresa Tajir PVT LTDA, localizada na Índia, Azir Mevawala, contou que ainda não fechou negócios com nenhuma das 40 empresas da região norte presentes nas rodadas de negócios. Contudo, deixou claro que planeja levar para a Índia, o açaí e a castanha, nesse sentido, está em negociações com a empresa Cooperacre. “A empresa me deu amostras e vamos levar à Índia e aguardar as documentações como certificação”.


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Kassio Almada, gerente de vendas da Cooperacre, revelou que nos dias de rodada de negociações já conversaram com empresas da Holanda e Índia, onde existem boas perspectivas de exportações – podendo chegar a 400 toneladas, o que geraria algo em torno de R$ 25 milhões. “De 14 empresas estrangeiras a gente já conversou com 9 e existe uma perspectiva muito boa de negócios. Nós já estamos com algumas exportações em andamento como Holanda e Índia que tem interesse. Esses compradores têm interesse em adquirir até 30 contêineres de castanha”, declarou.


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