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Artesanato, reza e cantoria marcam Vivência Cultural no Dia dos Povos Indígenas

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Artesanato, cantoria ancestral, reza, festival de música, rodada de rapé. É assim que o Dia dos Povos Indígenas está sendo comemorado na capital acreana. Uma Vivência Cultural é realizada pelos povos indígenas no Espaço Kaxinawá, nesta quarta-feira, 19, em alusão à data.


Durante todo o dia são realizadas homenagens, com uma programação que inclui mostra de artesanatos, comida tradicional, festival musical da juventude Huni Kui e danças tradicionais.

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A data, criada em 1943 como Dia do Índio, teve o nome alterado para Dia dos Povos Indígenas por meio de uma lei sancionada em 2022. A mudança do nome da celebração tem o objetivo de evidenciar a diversidade das culturas dos povos indígenas.


O secretário de Estado de Governo, Alysson Bestene, participou da abertura e, além de parabenizar todos os povos indígenas, destacou que o governo vem ampliando as ações para as políticas dos povos indígenas.


“A gente vê as ações que são feitas através da Semapi [Secretaria de Meio Ambiente e das Políticas Indígenas] aproximando o governo dos povos indígenas. O governador Gladson Cameli determinou que toda a equipe interagisse nesse sentindo, convergindo com a política nacional junto ao Ministério dos Povos Indígenas. Agora temos dois canais diretos de diálogo, que são: a assessora Especial Indígena, Francisca Arara; e a diretora dos Povos Indígenas, Nedina Yawanawa”, declarou.


A secretária adjunta da Semapi, Renata Souza, relembrou que o 19 de abril é uma data de celebração: “Todos os dias são dos povos indígenas e o nosso governador Gladson Cameli está olhando para eles de uma forma especial”.


Preservação e conservação

A diretora dos Povos Indígenas da Semapi, Nedina Yawanawa, falou da história de seu povo e do respeito que eles têm com a natureza.
“Nosso modo de vida é bem definido. A floresta é nosso mercado, mas não é um mercado para estocar dentro de casa. Temos essa conexão direta com a floresta. Só pegamos o suficiente para viver naquele dia. Se a gente vai pescar o peixe, pesca para o almoço, mas não pega e mata todos os peixes para guardar na geladeira. Então, esse é um modo diferente de viver, sem explorar, sem destruir, vivendo com a natureza. É um modo diferente de ver a vida”, declarou.


Celebração da cultura indígena

Mesmo vivendo em contexto urbano, os indígenas preservam suas tradições e cultura. A União da Juventude dos Povos Originários do Estado do Acre (UJPOAC) está à frente dessa Vivência Cultural que visa promover a cultura e os direitos dos povos originários.
“O objetivo do evento é o fortalecimento da cultura, do nosso idioma, da nossa comida típica. O não indígena tem que ver que a cultura indígena existe”, ressaltou a coordenadora da UJPOAC, Antonieta Sabino da Silva Huni Kui.


A atividade conta com o apoio do governo do Acre, por meio das secretarias de Meio Ambiente e das Políticas Indígenas, Assistência Social, Turismo e Empreendedorismo, Fundação Elias Mansour, Federação do Povo Huni Kui do Acre (FEPHAC), Comissão Pró Índio do Acre, Sebrae e outros parceiros.


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