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Liberdade, censura, radiolão e uma nesga de poesia

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Dizer dos abusos, da incoerência, do desequilíbrio como a “Justiça” brasileira realiza as eleições deste ano é chover no molhado. Todos os dias há uma notícia repugnante para quem conhece minimamente o Direito, embora muitos no meio jurídico prefiram votar no descondensado, sabe-se lá o motivo. Talvez a Síndrome de Estocolmo explique. Estamos, evidentemente, sob um estado de exceção, a democracia vem sendo golpeada diariamente e, como sugeriu alguém, a liberdade está sendo perdida, fatiada como salame, e dificilmente será recuperada. 

Noticiou nesta segunda-feira o próprio Ministro das Comunicações, Fabio Faria, que o sistema eleitoral sumiu, principalmente no Nordeste, com milhares de inserções da campanha do Bolsonaro nas rádios. Crime evidente. Para certa gente, roubar é de praxe, mas, e a Justiça? Não deveria estar aí para acompanhar e punir fatos de tal envergadura? Sim, deveria, mas não está, ela tem lado, como percebe o nosso maior Jurista vivo, Ives Gandra Martins. Como já demonstrado inúmeras vezes, isonomia saiu do vocabulário da justiça eleitoral e a campanha foi flagrantemente deturpada. 

Nesta quarta-feira, o TSE exonerou um funcionário responsável pela distribuição das mídias que, em seguida, DECLAROU à coluna radar da Veja e outros veículos haver alertado os escalões superiores em relação ao problema, ou seja, o andar de cima do TSE sabia e não tomou providência, portanto, é parte no erro do próprio sistema, como explica o Terra Brasil Notícias. Por obvio, o processo foi vilipendiado. AQUI, Gustavo Geyer dá detalhes do escândalo já chamado Radiolão. Espero que o pobre homem não sofra um acidente ou seja encontrado suicidado em algum lugar.

O TSE, ao invés de cumprir seu papel e mandar investigar o arsenal de provas entregues pela campanha do Bolsonaro, preferiu se voltar contra o prejudicado. Criou narrativas conflitantes sobre a exoneração do servidor e, finalmente, diz que esse negócio de acompanhar campanha eleitoral pelo rádio não é com ele. Deve estar muito ocupado em censurar o que dizemos em nossas redes sociais. O Bolsonaro que arque com o prejuízo de mais de 150 mil inserções suas que não foram ao ar.

Se, por um lado, os fatos apontados e COMPROVADOS, significam o silenciamento parcial do candidato Bolsonaro em plena campanha, a censura contra órgãos de comunicação não engajados na campanha Lulista é clara, inegável. O empresário e jornalista Fernão Lara Mesquita, que tem no sangue a história do jornalismo brasileiro faz um alerta. O velho e contido jornalista Boris Casoy não aguentou – o que está acontecendo é censura e ponto final. O oitentão e referência nacional, Alexandre Garcia (não deixe de ver) mostrou-se indignado. Entretanto, infelizmente, há juízes como a Carminha que em seu voto expressa sua índole “contrária” à censura, mas, ao final, concorda com ela “só um pouquinho”, o que me lembrou aquela piada pornográfica.

Nesta terça-feira, na avenida PAULISTA em São Paulo, houve uma grande manifestação contra a censura, o que seria impensável há alguns anos. Quem imaginaria que em 2022 teríamos que ir às ruas clamar por liberdade de expressão? São os tempos que vivemos, ameaçados que estamos por um sistema absurdo, grotesco, assassino e autoritário que se acerca do povo vestido de vermelho. O PT pede a censura e é prontamente atendida por seus amigos supremos. Jovem Pan, Brasil Paralelo, Revista Oeste, Jornal da Cidade e muitos outros meios e profissionais já sofreram o peso da mão opressora.

Impressiona é que muitos jornalistas votem em quem promove a censura e queira controlar a mídia. É como a ovelha votar no lobo para pastor. Alguns, inocentes ou com nojinho estético do Bolsonaro, acham que, em caso de vitória, Lula será freado em sua sanha esquerdista pelo congresso eleito. Ledo engano. É claro que não será de uma hora para outra, mas nas palavras de Leonardo Boff, seu amigo Lula prometeu um governo RADICAL. Sabe o que é isso, né? Pode crer, caro leitor, sua liberdade está por um fio, ou, por um voto, o seu. E você, jornalista, falará o que permitirem que você fale, se estiver vivo.

Sejamos claros. Censura e Ditadura não são apenas uma rima, são irmãs siamesas inafastáveis de todo regime socialista como nos mostra a história. O regime que Lula pretende implantar (já declarou trocentas vezes), do qual MADURO se declarou firme seguidor recentemente, não pode dispensar a censura e, já de agora, a experimenta ao pedir frequentemente (e obter) o “cala a boca” da campanha do Bolsonaro e o controle da imprensa não adesista ao ex-presidiário. O chefe atual vai concedendo e, assim, desequilibrando a disputa. 

Não se trata verdadeiramente de uma eleição justa, isonômica, mas da resistência durante quatro anos do Presidente Bolsonaro e seus apoiadores a um sistema pérfido, criminoso, que pretende voltar a dar as cartas no país. O cachaceiro boquirroto à frente, um mamulengo amorfo de vice para ser manipulado e as portas do cofre abertas ao novo saque. Partidos aliados, intelectuais “engajados”, estudantes sem estudo, movimentos identitários, sindicatos e artistas desmamados, CPX, MST, MTST e outras siglas conhecidas e prototerroristas (para dizer o mínimo) fazem o pano de fundo. O inferno ditatorial se pinta para receber seu líder criminoso, autoritário, abortista, pró-drogas, anticristão e corrupto. São os fatos.

Pense bem, caro leitor. No próximo dia 30 de outubro estará em jogo, principalmente, a LIBERDADE. A sua, a de seus filhos e netos e a minha. Para concluir, tomo emprestado da escritora e poeta Cecília Meirelles, sem que isto a vincule, um pequeno trecho do livro “Escolha o seu sonho” publicado pela Editora Record, 2002.

“Diz-se que o homem nasceu livre, que a liberdade de cada um acaba onde começa a liberdade de outrem; que onde não há liberdade não há pátria; que a morte é preferível à falta de liberdade; que renunciar à liberdade é renunciar à própria condição humana; que a liberdade é o maior bem do mundo; que a liberdade é o oposto à fatalidade e à escravidão; nossos bisavós gritavam “Liberdade, Igualdade e Fraternidade! “; nossos avós cantaram: “Ou ficar a Pátria livre/ ou morrer pelo Brasil!”; nossos pais pediam: “Liberdade! Liberdade! abre as asas sobre nós”, e nós recordamos todos os dias que “o sol da liberdade em raios fúlgidos/ brilhou no céu da Pátria…” em certo instante”.

Vá, amigo, vá e vote pelo sol da liberdade que há de brilhar eternamente.

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